A polícia prende, mas a Justiça solta

  • Herbert Toledo Martins
  • Dayane Aparecida Versiani
  • Eduardo Cerqueira Batitucci
Palavras-chave: Violência, Criminalidade, Sistema judicial, Reincidência, Impunidade

Resumo

Diante do aumento das taxas de criminalidade, a sociedade brasileira apela para o poder repressivo do Estado e para aprisão como solução dos males causados pela escalada do crime e da violência. A sociedade quer paz e, ingenuamente,acredita que a polícia é a única instituição responsável por ela. Por sua vez, policiais se defendem alegando que fazem otrabalho que lhes é prescrito prendendo os criminosos, mas que, lamentavelmente, “a polícia prende, mas a justiça solta”.Promotores e juízes das varas criminais reclamam da saturação do sistema carcerário, da legislação e do trabalho da polícia.Assim, o jargão em tela sugere vários questionamentos. Trata-se de uma realidade ou de um mito para eximir o trabalhoda polícia e colocar a “culpa” no sistema judiciário? Qual é o papel das Polícias Civil e Militar nesse contexto? Qual é aparticipação dos promotores e juízes? Como e por que tantos presos são postos em liberdade? Quem são esses presos? Comoé possível combater a impunidade? O presente artigo pretende refletir sobre essas perguntas.

Biografia do Autor

Herbert Toledo Martins
Herbert Toledo Martins é doutor em Sociologia pelo IFCS/UFRJ, professor do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociaisda UFRB e do Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Social da Unimontes e pesquisador do INCT-InEAC – Institutode Estudos Comparados em Administração Institucional de Conflitos.
Dayane Aparecida Versiani
Dayane Aparecida Versiani é mestranda em Desenvolvimento Social pelo PPGDS/Unimontes.
Eduardo Cerqueira Batitucci
Eduardo Cerqueira Batitucci é doutor em Sociologia pela UFMG e coordenador do Núcleo de Estudos em Segurança Pública daFundação João Pinheiro.
Publicado
2011-03-01