Memórias e representações sociais do telejornalismo policial sobre a intervenção federal no Rio de Janeiro

  • Carlos Augusto Sousa Dantas Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB)
  • Luci Mara Bertoni Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB)
  • Ângela Viana Machado Fernandes Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB)
Palavras-chave: Intervenção federal, Mem´ória, Representações sociais

Resumo

Este artigo discute a medida de intervenção federal no Rio de Janeiro, buscando entender a sua implementação a despeito de experiências militares pregressas em território carioca. Nesse caminho, o estudo teve como objetivo geral analisar as memórias e as representações sociais do telejornalismo policial sobre a intervenção e apontar as peculiaridades da nova experiência militar. Como metodologia, adotaram-se a revisão de literatura e a análise de declarações oficiais tratando da intervenção, bem como a análise de conteúdo de matérias de um telejornal policial. Entre os referenciais teóricos possíveis ao estudo da memória, este trabalho está amparado nos escritos de Halbwachs ([1950] 1990) sobre a memória coletiva, e na Teoria das Representações Sociais, elaborada por Serge Moscovici ([2000] 2005). Nesse passo, evidenciou-se que as representações sobre a insegurança social no Rio de Janeiro e a eficácia da intervenção, compartilhadas pela memória coletiva do telejornalismo policial, justificam e legitimam a medida interventiva.

Biografia do Autor

Carlos Augusto Sousa Dantas, Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB)
Graduado em Direito pela Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia, Campus de Vitória da Conquista (BA). Mestrando no curso de Pós-graduação em Memória, Linguagem e Sociedade da UESB. Membro do Grupo de Estudos e Pesquisas sobre Gênero, Políticas, Álcool e Drogas (GePAD).
Luci Mara Bertoni, Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB)
Professora Plena do Departamento de Filosofia e Ciências Humanas e Professora no Programa de Pós Graduação em Memória: Linguagem e Sociedade da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia - UESB - no campus de Vitória da Conquista. Pedagoga, com Mestrado e Doutorado em Educação Escolar (UNESP). Pós-doutorado na Universidade de Brasília (UnB) e na Universidade de Santiago de Compostela (USC/Espanha). Coordenadora do Grupo de Estudos e Pesquisas sobre Gênero, Políticas, Álcool e Drogas - GePAD - vinculado ao Museu Pedagógico da UESB.  
Ângela Viana Machado Fernandes, Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB)
Possui graduação em Pedagogia pela Faculdade de Educação da Unicamp de Campinas (1979), mestrado em Educação pela Faculdade de Educação da Unicamp de Campinas (1990), doutorado em Educação pela Faculdade de Educação da Unicamp de Campinas (1995) e Pós-Doutorado em Direitos Humanos infanto-juvenis na Faculdade de Direito na Universidade de Valencia (Espanha - 2008). Pós-Doutorado em Educação Social junto a Universidade de Salamanca (Espanha - 2011/2012). Atualmente é professora pesquisadora junto ao Grupo de Estudos e Pesquisa sobre álcool e drogas - GEPAD e à Pós-graduação em Memória: Linguagem e Sociedade da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia- UESB. 
Publicado
2020-06-11
Seção
Dossiê Forças Armadas e Segurança Pública na América Latina