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<p><bold>BIOMECÂNICA E ERGONOMIA NO TRABALHO DE POLICIAIS MILITARES
CONDUTORES DE VIATURAS: estudo de caso em Fortaleza/CE</bold></p>
<p><bold>Natalia Virgínia da Silva Castro</bold></p>
<p>Fisioterapeuta graduada na Universidade Federal do Ceará</p>
<p><bold>País:</bold> Brasil <bold>Estado:</bold> Ceará
<bold>Cidade:</bold> Fortaleza<bold>
Email:</bold> natalia.silva1993@gmail.com</p>
<p><bold>Orcid:</bold> https://orcid.org/0000-0003-2511-3936</p>
<p><bold>Zeca Juliano de Araújo Bezerra</bold></p>
<p>Fisioterapeuta formado pela Universidade Federal do Ceará, já foi
bolsista do Programa de Iniciação Científica vinculado ao CNPq, em
pesquisas envolvendo as condições de saúde e adoecimento de policiais
militares do Estado do Ceará.</p>
<p><bold>País:</bold> Brasil <bold>Estado:</bold> Ceará
<bold>Cidade:</bold>Fortaleza
<bold>Email:</bold> zecajuliano.7@gmail.com <bold>Orcid:</bold>
https://orcid.org/0000-0002-6402-0591</p>
<p><bold>Kariza Lopes Barreto</bold></p>
<p>Mestre em Fisioterapia pela Universidade Del Pacifico, Especializada
em Reabilitação do Assoalho Pélvico pela Universidade Federal de São
Paulo, Fisioterapeuta pela Universidade de Fortaleza, atuando nas áreas
de Traumatoortopedia e Saúde da Mulher.</p>
<p><bold>País:</bold> Brasil <bold>Estado:</bold> Ceará
<bold>Cidade:</bold> Fortaleza
<bold>Email:</bold> karizabarreto@gmail.com <bold>Orcid:</bold>
https://orcid.org/0000-0002-1406-182X</p>
<p><bold>Sandra Helena Albuquerque</bold></p>
<p>Graduada em Odontologia, Mestre em saúde pública, Professora de saúde
coletiva da universidade de Fortaleza Coordenadora de Saúde da PMCE</p>
<p><bold>País:</bold> Brasil <bold>Estado:</bold> Ceará
<bold>Cidade:</bold> Eusébio
<bold>Email:</bold> <email>sandrahelena22@gmail.com</email></p>
<p><bold>Orcid:</bold> https://orcid.org/0000-0001-8570-4119</p>
<p><bold>Raimunda Hermelinda Maia Macena</bold></p>
<p>Graduada em Enfermagem pela Universidade Estadual do Ceará, mestre em
Saúde Coletiva pela Universidade de Fortaleza, doutora em Ciências
Médicas e pós-doutora em saúde coletiva e sistema prisional pela
Universidade Federal do Ceará. Docente associado II da Faculdade de
Medicina no departamento de Fisioterapia da Universidade Federal do
Ceará.</p>
<p><bold>País:</bold> Brasil <bold>Estado:</bold> Ceará
<bold>Cidade:</bold> Fortaleza<bold>
Email:</bold> <email>lindamacena@ufc.br</email> <bold>Orcid:</bold>
https://orcid.org/0000-0002-3320-8380</p>
<p><bold>Contribuições dos Autores:</bold></p>
<p>Raimunda Hermelinda Maia Macena e Natalia Virgínia da Silva Castro
contribuíram substancialmente para a concepção e planejamento do
projeto, obtenção de dados ou análise e interpretação dos dados;
Contribuíram significativamente na elaboração do rascunho ou na revisão
crítica do conteúdo; Participaram da aprovação da versão final do
manuscrito. Zeca Juliano de Araújo Bezerra, Kariza Lopes Barreto e
Sandra Helena Albuquerque contribuíram significativamente na elaboração
do rascunho ou na revisão crítica do conteúdo; Participaram da aprovação
da versão final do manuscrito.</p>
<p><bold><sc>RESUMO</sc></bold></p>
<p><bold>Introdução:</bold> No que diz respeito à evolução das relações
de trabalho, tornou-se essencial o desenvolvimento de ações que busquem
reduzir os custos, aperfeiçoar e aumentar a produtividade do trabalho.
Deste modo, a ergonomia enseja conhecer a relação entre o homem e seu
ambiente de trabalho. <bold>Objetivo:</bold> Analisar o posto de
trabalho de policiais militares condutores de viatura na cidade de
Fortaleza/Ceará, bem como delinear recomendações ergonômicas para um
exercício laboral mais seguro. <bold>Métodos:</bold> Estudo de caso,
descritivo, de natureza qualitativa, utilizando o método denominado
Análise Ergonômica do Trabalho (AET). Realizado em janeiro de 2020,
junto ao Batalhão da Polícia de Meio Ambiente, no município de
Fortaleza/Ceará. A coleta de dados foi realizada por meio de observação
não participante, sistemática e estruturada em associação com registros
fotográficos. <bold>Resultados:</bold> Foi observado que fatores
intrínsecos à função exercida pelo policial condutor, como acúmulo de
funções, sobrecarga imposta pelos equipamentos utilizados, longa carga
horária de trabalho e espaço interno reduzido do veículo podem estar
relacionados ao aparecimento de disfunções musculoesqueléticas.
<bold>Conclusão:</bold> Concluiu-se que os fatores inerentes da
profissão policial favorecem o adoecimento do policial militar que atua
em viatura no Ceará. A AET é uma ferramenta útil para o conhecimento
científico, que visa entender as peculiaridades da função do policial
condutor de viaturas, assim como delinear recomendações individualizadas
à função.</p>
<p><bold>Palavras-chaves</bold>: Análise Ergonômica. Policial. Promoção
da Saúde.</p>
<p><bold>BIOMECHANICS AND ERGONOMICS IN THE WORK OF MILITARY POLICE
DRIVERS OF VEHICLES: a case study in Fortaleza/CE</bold></p>
<p><bold>ABSTRACT</bold></p>
<p><bold>Introduction:</bold> With regard to the evolution of labor
relations, it has become essential to develop actions that seek to
reduce costs, improve and increase work productivity. In this way,
ergonomics allows to know the relationship between man and his work
environment. <bold>Objective:</bold> To analyze the work of military
police officers who drive vehicles in the city of Fortaleza/Ceará, as
well as outline ergonomic recommendations for a safer work exercise.
<bold>Methods:</bold> Descriptive case study, qualitative in nature,
using the method called Ergonomic Work Analysis (AET). Held in January
2020, with the Environmental Police Battalion, in the city of
Fortaleza/Ceará. Data collection was performed through non-participant,
systematic and structured observation in association with photographic
records. <bold>Results:</bold> It was observed that factors intrinsic to
the function performed by the police driver, such as accumulation of
functions, overload imposed by the equipment used, long working hours
and reduced internal space of the vehicle may be related to the
appearance of musculoskeletal disorders. <bold>Conclusion:</bold> It was
concluded that the inherent factors of the police profession favor the
illness of the military police officer who works in a vehicle in Ceará.
The AET is a useful tool for scientific knowledge, which aims to
understand the peculiarities of the function of the police officer
driving vehicles, as well as to outline individualized recommendations
for the function.</p>
<p><bold>Key words:</bold> Ergonomic Analysis. Policeman. Health
promotion.</p>
<p><bold>Data de Recebimento:</bold> 10/07/2020 <bold>Data de
Aprovação:</bold> 06/03/2021</p>
<p><bold>DOI:</bold> 10.31060/rbsp.2022.v16.n2.1343</p>
<p><bold>INTRODUÇÃO</bold></p>
<p>No que diz respeito à evolução das relações de trabalho, tornou-se
essencial o desenvolvimento de ações que busquem reduzir os custos,
aperfeiçoar e aumentar a produtividade do trabalho. Deste modo, a
ergonomia enseja conhecer a relação entre o homem e seu ambiente de
trabalho, incluindo equipamentos, e propiciar soluções para os possíveis
conflitos que possam existir nessa relação, tais como baixa
produtividade, más condições de trabalho e possíveis agravos à saúde do
indivíduo (BONFATTI; VASCONCELLOS; FERREIRA, 2017).</p>
<p>De acordo com a Constituição Federal Brasileira (CFB) de 1988, a
segurança pública é exercida para preservação da ordem pública e da
incolumidade das pessoas e do patrimônio, sendo não somente dever do
Estado, mas também responsabilidade de todos (BRASIL, 1988). Nesse
sentido, a segurança pública é a forma de instituir mecanismos e
estratégias de controle social e enfrentamento da violência e da
criminalidade, racionalizando as ferramentas e executando punição em
caso de descumprimento (MALTA <italic>et al</italic>., 2017).</p>
<p>As instituições encarregadas de executar as ações de segurança e
ordem organizam-se em Polícia Federal, Rodoviária Federal, Polícia Civil
e Militar e Corpo de Bombeiros Militar. Nessa perspectiva, cabe à
Polícia Militar, foco deste estudo, o policiamento ostensivo (PO) e a
preservação da ordem pública (BRASIL, 1988). O trabalho policial impõe
posturas corporais específicas e usos de equipamentos com peso excessivo
por longas horas, o que pode colaborar para a ocorrência de disfunções
musculoesqueléticas (DOUMA; COTE; LACASSE, 2018).</p>
<p>Para o exercício da modalidade de PO, são utilizados veículos
automotores, com destaque para os de 4 rodas, denominado viatura
(ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO CEARÁ, 2018). Nesse sentido, a
tarefa de conduzir a viatura exige do policial militar condutor (PMC),
além dos cuidados ao dirigir comuns a qualquer veículo, atenção
constante a fatores externos que podem se tornar risco para a equipe.
Ademais, é necessária uma adaptação do corpo e do equipamento que
utiliza (fardamento, colete à prova de bala, coturno e arma) ao ambiente
interno da viatura (DOUMA; COTE; LACASSE, 2018; FONTANA; MATTOS, 2016;
ROZESTRATEN, 2005; TAVARES, 2015).</p>
<p>Acrescido ao exposto acima, há fatores inerentes ao condutor, tais
como manutenção da postura por tempo prolongado, movimentos repetitivos,
como torção e inclinação de tronco, que podem causar alterações
articulares para a postura (BIASOTTO-GONZALEZ <italic>et al.</italic>,
2008; KENDALL <italic>et al.</italic>, 2007). Entretanto, apesar desse
cenário, ainda é escassa a inclusão de profissionais, como
fisioterapeutas e educadores físicos, nas equipes de saúde das
corporações e de estudos voltados à saúde postural (LIMA, 2019).</p>
<p>Desse modo, seja qual for o contexto da atividade laboral, o policial
está exposto a posturas inadequadas adotadas na execução de determinadas
atividades, que, a longo prazo, podem trazer prejuízos à saúde, como as
Doenças Ocupacionais Relacionadas ao Trabalho (DORT) e o adoecimento
psicoemocional (CASTRO; ROCHA; CRUZ, 2019; FONTANA; MATTOS, 2016; LOPES
JÚNIOR <italic>et al</italic>., 2011; MINAYO; ADORNO, 2013; PEREIRA;
PANATIERI, 2019; TAVARES, 2015). A Ergonomia é uma ferramenta
importante, pois visa diminuir os riscos no trabalho, proporcionar
bem-estar e segurança ao trabalhador e diminuir custos para as
Organizações (BONFATTI; VASCONCELLOS; FERREIRA, 2017; GUÉRIN <italic>et
al</italic>., 2001; PRATI; BOLDRIN, 2013; SOUZA, 2017).</p>
<p>Diante do que foi apresentado, este estudo visa analisar o posto de
trabalho de policiais militares condutores de viatura na cidade de
Fortaleza/Ceará, bem como delinear recomendações ergonômicas que
proporcionem ao policial militar uma atividade laboral mais segura.</p>
<p><bold>MÉTODOS</bold></p>
<p>Trata-se de um estudo de caso, descritivo, de natureza qualitativa
utilizando o método denominado Análise Ergonômica do Trabalho (AET), com
a análise de situações reais e busca da compreensão e transformação
(GUÉRIN <italic>et al.</italic>, 2001), realizado em janeiro de 2020
junto ao Batalhão da Polícia de Meio Ambiente, no município de
Fortaleza, no estado do Ceará. A presente investigação é um recorte de
um projeto de pesquisa guarda-chuva intitulado “<italic>Violência
vivida, condições de saúde e adoecimento entre policiais civis e
militares do Estado do Ceará</italic>”, vinculado ao Departamento de
Fisioterapia e ao Programa de Pós-Graduação em Saúde Pública da
Universidade Federal do Ceará – UFC.</p>
<p>A Coordenadoria de Saúde, Assistência Social e Religiosa da PMCE
(CSASR) disponibilizou uma fisioterapeuta para atuar junto aos
pesquisadores na análise biomecânica e ergonômica do posto de trabalho
<italic>in loco</italic>.</p>
<p>Os policiais militares que participaram foram selecionados por meio
de randomização simples durante a execução das ações de saúde realizadas
pela equipe do projeto guarda-chuva descrito acima. Foram selecionados 6
policiais militares de diferentes biótipos, 3 pertencentes às categorias
de policiamento ostensivo geral e 3 atuantes na força tática. Tal
critério visou considerar os diferentes tipos de equipamentos utilizados
para o desempenho da função.</p>
<p>No estudo em questão, descrevemos, em especial, o veículo Renault
Duster da série Dinamique, ano 2018, por atualmente ser o modelo em
maior quantidade a serviço na PMCE (GOVERNO DO ESTADO DO CEARÁ,
2019).</p>
<p>Inicialmente, foram feitas as análises da demanda, da tarefa e das
atividades em busca de hipóteses para chegar a um diagnóstico e às
recomendações ergonômicas. Para isso, também foi feita a descrição e
caracterização do posto de trabalho e das atividades desenvolvidas. Na
análise de demanda foi descrito o problema ou a situação a ser
resolvida, procurando entender sua dimensão e natureza. A análise da
tarefa consistiu na descrição dos cargos e das tarefas que os
trabalhadores deveriam cumprir, além da descrição do ambiente de
trabalho. Porém, como muitas vezes a tarefa difere do que é realmente
executado pelo trabalhador, foi feita a análise da atividade, onde se
analisou a realização/execução da tarefa. Analisando as tarefas e as
atividades é possível chegar ao diagnóstico das demandas. A tarefa, no
contexto laboral, corresponde a uma atividade estruturada através de um
protocolo, já a atividade corresponde ao trabalho real, ou seja, a sua
execução é analisada dentro do contexto vivenciado na realidade do
trabalhador, sendo possível observar as nuances da sua execução (SOUZA,
2017).</p>
<p>Após explicação do objetivo do trabalho e autorização dos envolvidos,
foi solicitada aos policiais a execução dos movimentos cotidianos de
entrada/saída do veículo e permanência na viatura durante o
patrulhamento. Cada segmento corporal foi analisado biomecanicamente
durante a execução dos movimentos, sendo analisadas posturas, movimentos
e condições ergonômicas do veículo. Além disto, foram avaliadas atitudes
referentes ao ajuste do assento e do encosto do banco, retrovisores e
cinto de segurança, antes do início do patrulhamento.</p>
<p>A coleta de dados se utilizou de observação não participante,
sistemática e estruturada associado ao registro fotográfico. Para a
observação, foi utilizado um <italic>check list</italic>, elaborado
pelos autores, que serviu de guia para a análise dos movimentos e das
condições ergonômicas ao veículo. A realização das atividades foi
observada com o intuito de conhecer a realidade vivenciada pelo
policial, assim como traçar estratégias de otimização do trabalho e
redução de riscos. Na análise das atividades, foi observado que as ações
de policiamento ostensivo na viatura são ditadas tanto pelas ocorrências
observadas durante o patrulhamento na área coberta por esta viatura como
por meio da Coordenadoria Integrada de Operações e Segurança (CIOPS),
que segue a demanda das ocorrências da respectiva área integrada de
segurança (AIS) e é norteada pelo comandante da composição (GOVERNO DO
ESTADO DO CEARÁ, 2018a).</p>
<p>Foram analisadas pelo <italic>check list</italic>: existência de
esforço estático, ocorrência de posições forçadas na postura mantida,
ocorrência de posições forçadas dos membros superiores e inferiores,
angulação das articulações (ombro, cotovelos, quadril e joelhos),
repetitividade de movimentos específicos, ergonomia do assento, apoio do
banco e disposição da arma.</p>
<p>O registro fotográfico foi realizado com um aparelho celular de
modelo Iphone 8, câmera 64 Gb, sem filtros, a uma distância média de 1
metro, usando de luz ambiente em pátio aberto. Para minimizar possível
viés de interpretação do avaliador, a documentação fotográfica foi
também analisada por um especialista fisioterapeuta que não tomou
conhecimento prévio das conclusões dos diagnósticos posturais emitidos
pelo pesquisador e pelo fisioterapeuta da CSASR. Foram incluídas como
alterações as que resultaram do consenso entre todos os avaliadores.
Através do roteiro de observação e do registro fotográfico foi elaborada
a descrição dos movimentos e dos hábitos posturais realizados pelos
trabalhadores em seus postos de trabalho.</p>
<p>Após as análises da demanda, da tarefa e das atividades, foi possível
estabelecer um diagnóstico do posto de trabalho (no qual buscou-se
descobrir as causas dos problemas descritos) e elaborar o instrumento de
informação e educação em saúde, contendo as recomendações ergonômicas
(atitudes e providências que deverão ser tomadas para solucionar as
demandas já diagnosticadas) (GUÉRIN <italic>et al</italic>., 2001).</p>
<p>A pesquisa obedece às exigências formais contidas na Resolução Nº
466/2012 do Conselho Nacional de Saúde (CNS) relativas à ética em
pesquisa envolvendo seres humanos, tendo sido aprovada pelo Comitê de
Ética da Universidade Federal do Ceará, com o Parecer Nº 2.237.838 (UFC,
2017), através do projeto guarda-chuva supracitado.</p>
<p><bold>RESULTADOS E DISCUSSÃO</bold></p>
<p>A demanda da pesquisa surgiu como uma forma de buscar melhorias para
os policiais militares do Ceará. Em entrevistas informais com os
policiais militares e análise ergonômica do trabalho, algumas situações
foram destacadas, tanto no ambiente externo quanto no das viaturas.</p>
<p>O policial militar desempenha papel essencial na sociedade, sendo o
representante da lei mais próximo da comunidade, zelando pelo bem-estar
e pela ordem social dos cidadãos (WINTER; ALF, 2019). Para tanto, o
profissional de segurança recebe um treinamento que deve qualificá-lo
para o exercício do labor ostensivo policial, que consiste em ações de
presença, seja por patrulhamento (a pé, motorizado, de bicicleta ou a
cavalo, etc.), por bloqueios ou blitz, e também por abordagens a pessoas
ou veículos (CORRÊA, 2016; MARTÍNEZ; SORRIBAS, 2014; PINC, 2009).</p>
<p>Ressalta-se que a polícia militar tem como equipamento obrigatório
colete à prova de balas e cinto de serviço contendo equipamento
essenciais (arma, algemas, munição extra e rádio), o qual deve ser usado
o tempo todo durante o trabalho e acrescenta uma carga extra de
aproximadamente 6-7 kg (LARSEN <italic>et al</italic>., 2018). No
trabalho em viaturas, existem três modelos de veículos usados na PMCE: a
Hilux SUV (ano 2015); o Renault Duster, da série Dynamique (ano 2018); e
o veículo Jeep Renegade (ano 2018) (GOVERNO DO ESTADO DO CEARÁ, 2018b;
2019). A escolha dos veículos para a tarefa de policiamento ostensivo
parece não ter considerado fatores ergonômicos e individuais dos
policiais e dos equipamentos que utilizam, o que vem a ser um fator de
risco para adoção de posturas não ergonômicas para adaptação do policial
à tarefa (COSTA; SILVA, 2019; FILTNESS; MITSOPOULOS-RUBENS; RUDIN-BROWN,
2014). Foram observados problemas relacionados ao ajuste dos
equipamentos, como altura do assento do banco e inclinação
excessiva.</p>
<p>O design das viaturas tem sido apontado como um fator significativo
em relação ao conforto. O maior desconforto parece ser causado pela
relação entre o uso do equipamento policial obrigatório, seja o cinto de
serviço ou o colete, e o apoio do encosto dos veículos (FILTNESS;
MITSOPOULOS-RUBENS; RUDIN-BROWN, 2014).</p>
<p>Fotografia 1 – Momento de entrada na viatura</p>
<graphic mimetype="image" mime-subtype="png" xlink:href="media/image1.png" />
<p>Fonte: Autoria própria.</p>
<p>Legenda: Há inclinação excessiva da coluna cervical e lombar (±
35º).</p>
<p>Fotografia 2 – Policial em Veículo Renault Duster</p>
<graphic mimetype="image" mime-subtype="png" xlink:href="media/image3.png" />
<p>Fonte: Autoria própria.</p>
<p>Legenda: Após ajuste dos equipamentos, como altura do assento do
banco e inclinação do encosto, ainda se observa cervical neutra, redução
do ângulo do cotovelo (± 35º).</p>
<p>Na análise da tarefa, foi detectado que há três cargos existentes no
trabalho na viatura: o policial militar condutor (PMC), o comandante e
os policiais que compõem a equipe de patrulha (CARTENS; PERIOTTO, 2010).
Este estudo foca no policial condutor, que atua dirigindo as viaturas,
tanto durante o patrulhamento quanto em situações de perseguição
policial. No desempenho da função, policiais militares podem trabalhar
por períodos de seis, doze ou vinte e quatro horas por dia, permanecendo
por longos períodos na mesma posição ortostática ou em sedestação,
usando equipamentos pesados, como uniformes, armas, carregadores,
algemas e transmissores de rádio (CARDOSO <italic>et al.</italic>, 2018;
MINAYO; ASSIS; OLIVEIRA, 2011).</p>
<p>No Ceará, de forma geral, a jornada de trabalho é composta por 12
horas, organizada por escalas de trabalho e com folgas intercaladas
(CARTENS; PERIOTTO, 2010). A sobrecarga foi observada neste estudo e
pode estar relacionada aos fatores inerentes ao trabalho, como o uso de
equipamentos de proteção individual (EPI), como uniforme completo,
colete, arma, cinto de guarnição e coturno, bem como a não adaptação
individualizada dos coletes (DOUMA; COTE; LACASSE, 2018; TAVARES,
2015).</p>
<p>O desconforto causado pelo uso de equipamento obrigatório foi
relatado entre a polícia durante o andar e o sentar em veículos da frota
(RAMSTRAND <italic>et al</italic>., 2016). Foi observado que os cintos
de serviço da polícia causam limitações na amplitude de movimento do
quadril direito, que pode ser atribuída à posição da arma, e uma posição
abduzida dos braços durante a caminhada normal, devido ao aumento da
largura da pelve causada pelo cinto de serviço e pelo colete. Andar com
os braços abduzidos por longos períodos de tempo causa sobrecarga nos
ombros e na parte superior das costas e do pescoço (FILTNESS;
MITSOPOULOS-RUBENS; RUDIN-BROWN, 2014).</p>
<p>Fotografia 3 – Posicionamento do membro inferior no interior da
viatura</p>
<graphic mimetype="image" mime-subtype="png" xlink:href="media/image7.png" />
<p>Fonte: Autoria própria.</p>
<p>Legenda: Observa-se que o equipamento de segurança limita a amplitude
de movimento do joelho.</p>
<p>Assim, a produção não personalizada dos coletes pode ser um dos
fatores dificultadores da adaptação ergonômica ao assento, tendo em
vista que coletes grandes para pessoas de porte pequeno podem impedir o
correto posicionamento ao sentar-se.</p>
<p>Fotografia 4 – Policial em posicionamento tático na viatura</p>
<graphic mimetype="image" mime-subtype="png" xlink:href="media/image6.png" />
<p>Fonte: Autoria própria.</p>
<p>Fotografia 5 – Equipamentos de proteção individual (EPI)</p>
<graphic mimetype="image" mime-subtype="png" xlink:href="media/image2.png" />
<p>Fonte: Autoria própria.</p>
<p>Legenda: Como uniforme completo, colete, arma, cinto de guarnição e
coturno.</p>
<p>Para além disto, a tarefa de conduzir um veículo demanda do PM
atenção não somente à tarefa por ele executada, mas a todos os demais
fatores que podem influenciar o desenvolvimento de suas tarefa, sejam os
próprios do ato de dirigir, sejam os inerentes ao trabalho de
policiamento ostensivo (RAMSTRAND <italic>et al</italic>., 2016;
TAVARES, 2015). Há aspectos relevantes para a ergonomia no trânsito. Por
exemplo, o fato de o trabalhador estar em constante movimento, estar
cercado por outros veículos e encontrar-se dentro da máquina por ele
comandada (ROZESTRATEN, 2005).</p>
<p>O Policial Militar Condutor (PMC) desempenha duas funções
simultâneas, a de agente de segurança pública e a de condutor. Faz-se
necessário destacar que o acúmulo de diferentes funções em diferentes
ambientes também pode ser visto como um dos principais fatores da
sobrecarga física e mental, inclusive para policiais (SILK <italic>et
al</italic>., 2018; SOUZA, 2017; TAVARES, 2015). Dentre as repercussões
desta sobrecarga, destaca-se a lombalgia (CARDOSO <italic>et
al</italic>., 2018).</p>
<p>Estudos epidemiológicos estimaram uma prevalência anual de dor lombar
em aproximadamente 50% na população brasileira (CARDOSO <italic>et
al</italic>., 2018). Entre policiais, a dor lombar destaca-se como a dor
mais incapacitante. Um estudo realizado por Cardoso <italic>et
al</italic>. (2018) no estado do Rio Grande do Norte, verificou que,
após um turno de trabalho, a prevalência de lombalgia entre policiais se
aproxima de 90%, podendo estar associada ao esforço físico exigido
durante o trabalho e às atividades repetitivas seguidas de várias horas
em posição ortostática ou sentado no interior do veículo conduzido
(CARDOSO <italic>et al</italic>., 2018). A lombalgia entre policiais
gera mais de 85% de dias de trabalho perdidos (DOUMA; COTE; LACASSE,
2018). Somado à resposta orgânica, o trabalho policial traz estressores
mentais e sobrecarga física que contribuem para o aumento da percepção
da dor lombar (LARSEN <italic>et al</italic>., 2018).</p>
<p>Assim, fatores de riscos físicos no trabalho do PMC incluem alto
ritmo de trabalho com pouco tempo de recuperação, trabalho em posições
corporais não-neutras, movimentos repetitivos, vibração de corpo inteiro
ou segmentar e carga muscular estática (RAMSTRAND <italic>et
al</italic>., 2016). Diante do observado, os policiais militares podem
ser considerados um grupo ocupacional com risco acrescido de distúrbios
musculoesqueléticos, mas ainda são deficitários grandes estudos com
amostras significativas que documentem esta prevalência.</p>
<p>Neste sentido, é necessário que os policiais estejam condicionados
tanto fisicamente como mentalmente. Entretanto, muitos policiais
encontram-se sedentários ou inativos fisicamente por longos períodos
intercalados com períodos de alta demanda física referente ao trabalho
(CAVALCANTE NETO <italic>et al</italic>., 2019; SILK <italic>et
al</italic>., 2018; SILVA <italic>et al</italic>., 2014), o que também
pode ser considerado um fator dificultador da adaptação ao veículo e aos
equipamentos no interior da viatura.</p>
<p>Fotografia 6 – Posicionamento do policial no veículo Renault
Duster</p>
<graphic mimetype="image" mime-subtype="png" xlink:href="media/image9.png" />
<p>Fonte: Autoria própria.</p>
<p>Legenda: Observa-se que devido ao colete de proteção, o PM não
consegue utilizar o encosto do banco corretamente.</p>
<p>Descreveremos a seguir as etapas desenvolvidas na análise ergonômica
do posto de trabalho. Inicialmente, faremos a descrição dos papéis
assumidos pelos policiais durante o trabalho de patrulhamento em
viaturas.</p>
<p>Como todo condutor profissional, os policiais que assumem a condução
da viatura muitas vezes trazem consigo vícios posturais relacionados ao
ajuste do posicionamento do volante, do assento e do encosto de acordo
com seu porte físico e sua estatura (RAMSTRAND <italic>et al</italic>.,
2016; SOUZA, 2017). Observou-se que não existe uma padronização dos
veículos utilizados e que estes, ao serem vinculados aos policiais, não
trazem elementos mínimos de adaptação ergonômica baseadas nas
características biotípicas de cada policial.</p>
<p>Fotografia 7 – Vícios posturais do policial no veículo Renault
Duster</p>
<graphic mimetype="image" mime-subtype="png" xlink:href="media/image10.png" />
<p>Fonte: Autoria própria.</p>
<p>Legenda: Vícios posturais relacionados ao ajuste do posicionamento no
volante, ajustes do assento e do encosto.</p>
<p>Fotografia 8 – Visualização do espaço interno no veículo Renault
Duster</p>
<graphic mimetype="image" mime-subtype="png" xlink:href="media/image4.png" />
<p>Fonte: Autoria própria.</p>
<p>Legenda: No veículo Duster um espaço interno reduzido.</p>
<p>Embora seja de conhecimento geral que há elementos que podem
favorecer uma postura ergonômica com menor sobrecarga articular, redução
do risco de lesão por movimento repetitivo e da fadiga muscular (GUÉRIN
<italic>et al</italic>., 2017; SOUZA, 2017), foi observado que o PMC
tende a manter o banco mais afastado, para melhor se posicionar devido
ao seu material de trabalho e EPI. Consequentemente, a distância entre o
volante e suas mãos se torna maior, dificultando o alcance e obrigando o
PMC a flexionar sua coluna vertebral para acessar o volante.</p>
<p>Fotografia 9 – Policial condutor de viatura no veículo Renault
Duster</p>
<graphic mimetype="image" mime-subtype="png" xlink:href="media/image5.png" />
<p>Fonte: Autoria própria.</p>
<p>Legenda: A distância entre o volante e suas mãos se tornam maiores, o
que dificulta o acesso ao volante, gerando flexão de coluna
vertebral.</p>
<p>Fotografia 10 – Mobilidade do policial no veículo Renault Duster</p>
<graphic mimetype="image" mime-subtype="png" xlink:href="media/image8.png" />
<p>Fonte: Autoria própria.</p>
<p>Legenda: Observou-se que o veículo Duster apresenta um espaço interno
bastante reduzido, que diminui a mobilidade do condutor.</p>
<p><bold>Recomendações ergonômicas</bold></p>
<p>Após diagnóstico, é possível fazer recomendações ergonômicas, visando
melhorar as condições de trabalho, o bem-estar e o conforto dos
policiais, na tentativa de minimizar os riscos à saúde e aumentar a
segurança do trabalho em viatura. Diante deste cenário, sugere-se:</p>
<list list-type="bullet">
  <list-item>
    <p>Considerar as características próprias da função na aquisição de
    viaturas e de coletes à prova de balas, considerando as demandas
    descritas neste estudo e em outros, para um trabalho mais seguro
    para a saúde do indivíduo e mais produtivo pelas menores taxas de
    absenteísmo por lombalgia entre policiais militares no Ceará;</p>
  </list-item>
  <list-item>
    <p>Realizar ações preventivas, educativas e de treino postural por
    fisioterapeutas e educadores físicos <italic>in loco;</italic></p>
  </list-item>
  <list-item>
    <p>Realizar ações de informação, educação e comunicação (IEC) em
    saúde na condução de veículos e ergonomia do posto de trabalho;</p>
  </list-item>
  <list-item>
    <p>Orientações específicas no treinamento do PMCE:</p>
    <list list-type="bullet">
      <list-item>
        <p specific-use="wrapper">
          <disp-quote>
            <p>No início do turno, revisão do posicionamento dos
            retrovisores e ajuste do banco.</p>
          </disp-quote>
        </p>
      </list-item>
      <list-item>
        <p specific-use="wrapper">
          <disp-quote>
            <p>No início do trabalho de policiamento ostensivo, ajustar
            a altura e a distância do banco ao volante. Buscar a melhor
            posição, de modo que consiga acomodar a coluna lombar no
            encosto do banco, mantendo um ângulo entre 80° a 90° graus
            (dificultado pelo uso do colete e do cinto de guarnição).
            Posicionar a cabeça alinhada à coluna cervical (evitando a
            sua anteriorização), manter os ombros relaxados, com leve
            flexão de cotovelo ao segurar o volante. Os punhos devem ser
            capazes de encostar no volante. Manter os quadris
            posicionados a 90° graus, joelhos flexionados a 130° graus.
            Apesar de saber da importância de fazer o mínimo possível de
            rotação do tronco, sabe-se que o trabalho policial em
            viatura requer a rotação da cervical e do tronco superior
            devido ao risco inerente à sua atividade laboral.</p>
          </disp-quote>
        </p>
      </list-item>
    </list>
  </list-item>
  <list-item>
    <p>Desenvolvimento de políticas de saúde específicas para a saúde do
    policial militar.</p>
  </list-item>
</list>
<p>Este artigo apresenta algumas limitações, tendo em vista que o
desenho transversal limita inferências causais. Estudos longitudinais
são necessários para avaliar como as alterações ergonômicas podem
contribuir na redução da dor lombar. A presença de dor lombar e o nível
de incapacidade não foram avaliados. Embora a amostra tenha sido colhida
através de amostragem por conveniência, pode ser considerada
representativa, uma vez que o trabalho do PMCE apresenta características
semelhantes nos diversos batalhões e companhias.</p>
<p><bold>CONCLUSÃO</bold></p>
<p>Há fatores inerentes ao trabalho que favorecem o adoecimento do
policial militar que atua em viatura no Ceará. A Análise Ergonômica do
posto de trabalho policial é uma ferramenta útil para o conhecimento
científico das peculiaridades da função do policial condutor de
viaturas, assim como o delineamento de recomendações individualizadas à
função do policial militar.</p>
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