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<p><bold>Ocorrência de violência intrafamiliar relacionada ao consumo de
álcool e outras drogas no Brasil</bold></p>
<p>Luís Paulo Souza e Souza</p>
<p>Enfermeiro graduado pela Universidade Estadual de Montes Claros
(UNIMONTES). Atuou como Residente em Saúde Cardiovascular no Hospital
das Clínicas da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Mestre em
Enfermagem pela UFMG; Doutor em Saúde Pública pela UFMG; Pós-Doutorado
em Educação (Educação em Saúde) pela Universidade do Estado do Pará
(UEPA) e em Desenvolvimento Regional pela Universidade de Santa Cruz do
Sul (UNISC).</p>
<p>Cidade: Manaus</p>
<p>Estado: Amazonas</p>
<p>País: Brasil</p>
<p>ORCID:
<ext-link ext-link-type="uri" xlink:href="https://orcid.org/0000-0002-9801-4157">https://orcid.org/0000-0002-9801-4157</ext-link></p>
<p>Email de contato:
<ext-link ext-link-type="uri" xlink:href="mailto:luis.pauloss12@gmail.com">luis.pauloss12@gmail.com</ext-link></p>
<p>Grazielle Neves Soares</p>
<p>Mini bio: Possui graduação em Enfermagem pela Universidade Federal de
Minas Gerais (2007). Especialista em Saúde da Família e Comunidade pela
UFMG. Atualmente trabalha no Serviço Atendimento Médico de Urgência
(SAMU-USA 03) e na Atenção Primária (Centro de Saúde Jardim Alvorada)
ambos da Prefeitura Municipal de Belo Horizonte. Cursando Especialização
em Atenção em Álcool e Drogas na Escola de Saúde Pública de Minas
Gerais.</p>
<p>Cidade: Belo Horizonte</p>
<p>Estado: Minas Gerais</p>
<p>País: Brasil</p>
<p>ORCID:</p>
<p>Email de contato:</p>
<p>Marconi Moura Fernandes</p>
<p>Possui graduação em Psicologia pela Pontifícia Universidade Católica
de Minas Gerais (2010); Pós graduação em Análise Institucional,
Esquizoanálise e Esquizodrama: Clínica de Indivíduos, Grupos,
Organizações e Redes Sociais pela Inst. Félix Guattari / Fund. Gregório
Baremblitt (2012); e Mestrado em Enfermagem na linha de pesquisa
educação em saúde pela Escola de Enfermagem da Universidade Federal de
Minas Gerais (2016). Tem experiência nas áreas de psicologia clínica;
análise institucional de grupos, instituições e movimentos sociais;
educação; ética e pesquisa clínica em saúde; políticas públicas de
saúde; promoção da saúde; reforma psiquiátrica e luta
antimanicomial.</p>
<p>Cidade: Belo Horizonte</p>
<p>Estado: Minas Gerais</p>
<p>País: Brasil</p>
<p>ORCID:</p>
<p>Email de contato:</p>
<p>Aline Maria Figueiredo Ko da Cunha</p>
<p>Possui graduação em Psicologia pela Pontifícia Universidade Católica
de Minas Gerais (2006) e especializações em Educação na Saúde para
Preceptores do SUS (2014) e em Atenção a Usuários de Drogas no SUS
(2019). Tem experiência na área de Psicologia, com ênfase em
Psicanálise, Saúde Mental e Saúde Pública.</p>
<p>Cidade: Belo Horizonte</p>
<p>Estado: Minas Gerais</p>
<p>País: Brasil</p>
<p>ORCID:</p>
<p>Email de contato:</p>
<p><bold>RESUMO</bold></p>
<p>Objetivou-se analisar a produção científica brasileira acerca da
relação entre o consumo de álcool e de outras drogas (AD) e a ocorrência
da violência intrafamiliar (violência na família). Revisão integrativa,
utilizando todas as bases de dados incluídas na Biblioteca Virtual em
Saúde, selecionando artigos publicados entre 2013 a 2019, em português,
disponíveis na íntegra eletronicamente e com acesso gratuito. A partir
dos 42 estudos selecionados, foi possível observar um papel importante
no consumo de álcool e de outras drogas na ocorrência da violência
intrafamiliar, indicando, na maior parte dos artigos, o uso do AD como
um dos principais fatores (propiciador, influenciador, motivador,
desencadeador). Em contrapartida, também foi descrito que o consumo de
AD pode ser consequência da violência intrafamiliar, podendo atuar como
um ciclo de consumo e reação, atuando a violência como propulsora do uso
e vice-versa, descrevendo o uso de AD como importante, mas não unicausal
para a violência intrafamiliar. Foi possível analisar a interferência do
consumo de AD na violência intrafamiliar, envolvendo os membros
(mulheres, crianças, adolescentes, idosos) e sob vários aspectos,
sugerindo que o álcool é a principal substância lícita envolvida no
fenômeno da violência no Brasil, assim como outras drogas ilícitas,
mesmo que em menor proporção. Apesar de a violência na família ser
multifatorial, torna-se essencial considerar o efeito do consumo de AD
na ocorrência desse agravo, pois eles ocorrem simultaneamente e
compartilham um conjunto complexo de fatores de risco, com graves
efeitos psicosocioeconômicos individuais e coletivos, requerendo ações
intersetoriais para seu enfrentamento.</p>
<p><bold>Palavras-chave:</bold> Violência na família. Bebidas
alcoólicas. Comportamento de fumar. Abuso de drogas. Drogas
ilícitas.</p>
<p><bold>Abstract</bold></p>
<p><bold>Occurrence of domestic violence related to the consumption of
alcohol and other drugs in Brazil</bold></p>
<p>The objective of this study was to analyze the brazilian scientific
production about the relationship between alcohol consumption and other
drugs (AD) and the occurrence of intrafamily violence (domestic
violence). Integrative review, using all databases included in the
Virtual Health Library, selecting articles published between 2013 and
2019, in portuguese, available in full electronically and with free
access. From the 42 selected studies, it was possible to observe an
important role in the consumption of alcohol and other drugs in the
occurrence of intrafamily violence, indicating, in most articles, the
use of AD as one of the main factors (propitiator, influencer,
motivator, trigger). On the other hand, it has also been described that
the consumption of AD can be a consequence of intrafamily violence, and
may act as a cycle of consumption and reaction, acting violence as a
driving force for use as a consequence, describing the use of AD as
important, but not unique for intrafamily violence. It was possible to
analyze the interference of AD consumption in intrafamily violence,
involving the various members (women, children, adolescents, the
elderly) and in various aspects, suggesting that alcohol is the main
licit substance involved in the phenomenon of violence in Brazil, as
well as other illicit drugs, even in a lesser proportion. Although
violence in the family is multifactorial, it’s essential to consider the
effect of AD consumption in the occurrence of this aggravation, because
they occur simultaneously and share a complex set of risk factors, with
serious individual and collective psychosocioeconomic effects, requiring
intersectoral actions for their coping.</p>
<p><bold>Keywords:</bold> Domestic violence. Alcoholic beverages.
Smoking behavior. Drug abuse.Street drugs.</p>
<p>Data de recebimento:10/04/2019 Data de Aprovação: 13/08/2020</p>
<p>DOI:10.31060/rbsp.2021.v15.n2.1212</p>
<p><bold>INTRODUÇÃO</bold></p>
<p>A violência na família (ou violência intrafamiliar) e o consumo de
álcool e de outras drogas são dois grandes problemas de saúde pública em
todo o mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde – OMS (OMS, 2009).
Além de suas altas prevalências, ambos os fenômenos resultam em
consideráveis repercussões biológicas, psicológicas e sociais, sejam
individuais ou coletivas. Com frequência, esses fenômenos ocorrem
simultaneamente e compartilham um conjunto complexo de fatores de risco
psicossociais (GEBARA <italic>et al</italic>., 2015).</p>
<p>Em relação à violência, a OMS (2002) a conceitua como:</p>
<disp-quote>
  <p>O uso intencional da força física ou do poder, real ou em ameaça,
  contra si próprio, contra outra pessoa, ou contra um grupo ou uma
  comunidade, que resulte ou tenha grande possibilidade de resultar em
  lesão, morte, dano psicológico, deficiência de desenvolvimento ou
  privação. (OMS, 2002, p.5).</p>
</disp-quote>
<p>Destaca-se que o uso da palavra “poder” amplia a natureza dos atos
violentos, saindo do conceito usual de apenas cunho físico, incluindo
atos que resultem de uma relação de poder – ameaças, intimidações,
privações, entre outros (OMS, 2002; SOUZA e SOUZA <italic>et
al</italic>., 2015). A violência é um fenômeno complexo, com influências
dos contextos histórico, social e político em que está inserida,
envolvendo época, locais e circunstâncias do sujeito que a vivencia, não
existindo um fator único que explique o porquê de as pessoas agirem
violentamente (MINAYO <italic>et al</italic>., 2018). Assim, para ser
enfrentada, é preciso a junção dos diversos seguimentos da sociedade –
saúde, educação, segurança pública, justiça criminal, entre outros
(COSTA <italic>et al</italic>., 2015).</p>
<p>A violência pode ser classificada de diversas formas e conforme a
intencionalidade do agente. Segundo as características daqueles que
cometem o ato violento, é dividida entre: violência autodirigida
(subdividida em comportamento suicida; pensamentos suicidas; tentativas
de suicídio; agressão autoinfligida; automutilação); violência
interpessoal (na família e entre parceiros íntimos; violência na
comunidade – violência entre indivíduos sem relação pessoal); e
violência coletiva (social, política e econômica, desencadeada por
grandes grupos ou países). Quanto à natureza dos atos, pode ser: física;
sexual; psicológica; relacionada à privação ou ao abandono (DAHLBERG;
KRUG, 2006).</p>
<p>Neste estudo, o objeto central é a violência interpessoal, mais
especificamente a violência na família ou intrafamiliar. A violência
intrafamiliar é aquela praticada por um ou mais autores com laços
familiares, conjugais ou de parentesco, ou com vínculo afetivo em
condições de relação de poder, seja real ou de ameaça. Essa relação de
poder pode ser física, etária, social, psíquica, hierárquica ou de
gênero. Portanto, não se restringe apenas ao espaço físico onde a
violência ocorre, mas, também, às relações em que os indivíduos
constroem (BRASIL, 2002; BRASIL, 2008; MACHADO <italic>et al</italic>.,
2014). É um fenômeno que afeta toda a sociedade, repercutindo em
agressões contra as mulheres; por parceiro íntimo; contra crianças e
adolescentes; contra idosos; e até contra portadores de deficiência
física (DAHLBERG; KRUG, 2006). Devido aos seus impactos social,
psicológico e econômico, a violência intrafamiliar é um importante
problema de saúde pública no Brasil (MINAYO <italic>et al</italic>.,
2018).</p>
<p>Para fins de compreensão da gênese da violência, a OMS estabeleceu um
modelo ecológico em que explora a relação entre os fatores individuais e
os externos na influência do comportamento (DAHLBERG; KRUG, 2006). No
primeiro nível, busca-se compreender os fatores biológicos e da história
pessoal que o sujeito traz para o seu comportamento, tais como
impulsividade, uso de álcool e de outras drogas (AD), passado de
agressão, abuso e omissão. No segundo nível, tenta-se compreender as
relações sociais próximas que esse indivíduo estabelece (família e
amigos), com grande influência na reação aos atos violentos (aumento do
risco de vitimização ou agressão violenta). O contexto comunitário
estabelecido nas relações sociais externas (escola, comunidade, bairros,
locais de trabalho) define o terceiro nível e também se relaciona com o
quarto e último nível, o qual compreende as normas sociais, culturais,
legais e políticas que visam normatizar o convívio em sociedade
(DAHLBERG; KRUG, 2006).</p>
<p>Ao analisar esse modelo ecológico, é importante frisar, sem deixar de
lado os demais fatores, o papel que o consumo e o abuso de substâncias
químicas – destacando o álcool e outras drogas – assumem na ocorrência
dos atos violentos.</p>
<p>As bebidas alcoólicas e as outras drogas estão descritas desde o
início da humanidade, e o seu uso tem sido amplamente discutido ao longo
dos anos (SILVEIRA; DOERING-SILVEIRA, 2017). As literaturas nacional e
internacional têm apontado uma importante relação entre o uso de AD e a
violência, encontrando este consumo em grande parte dos eventos
violentos, principalmente no contexto intrafamiliar, agravado por
condições particulares, individuais e familiares, tais como
desequilíbrio emocional, famílias disfuncionais, crise ou perdas
recentes, modelo familiar violento, entre outros (MARTINS; NASCIMENTO,
2017; LUCCHESE <italic>et al</italic>., 2017; AGUIAR; MENEZES, 2017;
WARMLING; LINDNER; COELHO, 2017; ANDREUCCETTI <italic>et al</italic>.,
2018; ARAÚJO <italic>et al</italic>., 2018). Embora alguns estudos
relacionem o consumo de AD com o comportamento violento, não é possível
estabelecer uma associação simples e unidirecional, devido à
complexidade dessa relação (LARANJEIRA; DUAILIBI; PINSKY, 2005; BENNETT;
O’BRIEN, 2007; GEBARA <italic>et al</italic>., 2015; ANDREUCCETTI
<italic>et al</italic>., 2018).</p>
<p>A Lei nº 11.343, de 2006, define como droga: “as substâncias ou
produtos capazes de causar dependência”, assim especificado no parágrafo
único, art. 1º (BRASIL, 2006a). No Brasil, atualmente, o álcool e o
tabaco são considerados como drogas lícitas, acrescidos dos medicamentos
psicotrópicos prescritos por médicos. Outras drogas conhecidas como a
maconha, o <italic>crack</italic>, a cocaína, a dietilamida do ácido
lisérgico (LSD), a <italic>metilenodioximetanfetamina</italic> (mais
conhecida como <italic>ecstasy</italic>), os opiáceos, a heroína, entre
outras, são descritas na lei como ilícitas, sendo vetados seu porte,
consumo, fabricação e comercialização, acarretando comportamentos
violentos em sua cadeia de produção, venda e consumo (BRASIL,
2006a).</p>
<p>O álcool tem o consumo admitido e, muitas vezes, incentivado pela
sociedade, tornando-se um sério problema de saúde pública quando
consumido de forma excessiva (GBD, 2018). Em contrapartida, as outras
drogas são menos aceitas, sendo, na maioria das vezes, alvo de ações
preconceituosas, o que aumenta o estigma de quem faz uso. Assim, é
necessário compreender a dinâmica das relações que esses usuários
estabelecem com o meio em que vivem, bem como diferenciar algumas
práticas nem tão patológicas no consumo de AD, frisando que nem todo uso
é problemático (BRASIL, 2003a).</p>
<p>É comum encontrar a utilização do termo “<italic>álcool e outras
drogas</italic>” de forma associada, isso porque as substâncias
psicoativas podem ser complementares, podendo o consumo de uma estar
ligado ao consumo de outra. A OMS enfatiza que alcoolistas são mais
propensos a serem fumantes de tabaco e consumidores frequentes de outras
substâncias psicoativas; e que o consumo de duas ou mais substâncias em
conjunto pode ter efeito multiplicativo – ao invés de aditivo (OMS,
2018a).</p>
<p>Especificamente sobre as bebidas alcoólicas, apesar de alguns estudos
sugerirem que seu consumo esteve mais associado à gravidade dos atos de
violência do que ao aumento de sua ocorrência (LEONARD, 2005; GRAHAM
<italic>et al</italic>., 2011), outros sugerem que há relação de ambos –
gravidade e aumento dos atos violentos (MOREIRA <italic>et al</italic>.,
2008; TUMWESIGYE <italic>et al</italic>., 2012).</p>
<p>Segundo a Organização Mundial da Saúde, o consumo <italic>per
capita</italic> de álcool puro no mundo é de 6,4 litros, com projeções
de aumento para os próximos dez anos. Na região das Américas, o consumo
<italic>per capita</italic> é de 8 litros e, no Brasil, o valor médio é
de 7,8 litros. Quando se avaliaram somente as pessoas que fizeram uso
nos 12 meses anteriores à pesquisa, 43% da população mundial estavam
nessa categoria; 54,1% nas Américas; e 40% no Brasil (OMS, 2018a).
Mundialmente, há 1,1 bilhão de fumantes adultos no mundo e pelo menos
367 milhões de usuários de derivados do tabaco que “não produzem fumaça”
(OMS, 2017).</p>
<p>A pesquisa Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças
Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel) apontou que, em 2018, a
frequência de adultos fumantes foi de 9,3%. Já o consumo abusivo do
álcool (consumo, em uma mesma ocasião, nos últimos 30 dias, de quatro ou
mais doses para mulheres ou cinco ou mais doses para homem) foi de 17,9%
(BRASIL, 2019). Em 2017, o Instituto Nacional de Câncer José Alencar
Gomes da Silva (Inca) fez uma estimativa da proporção de cigarros
ilegais consumidos no Brasil, indicando 38,5% do consumo desses cigarros
(INCA, 2017).</p>
<p>Para entender melhor como o consumo de álcool e de outras drogas pode
estar relacionado à maior gravidade da violência intrafamiliar, é
importante considerar não apenas os efeitos farmacológicos dessas
substâncias, mas, também, os fatores ambientais e socioculturais que
influenciam os padrões de consumo e os comportamentos violentos (GRAHAM
<italic>et al</italic>., 2011). Por serem importantes agravos no Brasil
e no mundo, e por apresentarem relação entre eles, torna-se importante
conhecer sobre o papel do consumo de AD na ocorrência da violência na
família, principalmente no contexto brasileiro.</p>
<p>Assim, este estudo objetivou analisar a produção científica
brasileira acerca da relação entre o consumo de álcool e de outras
drogas e a ocorrência da violência intrafamiliar.</p>
<p><bold>METODOLOGIA</bold></p>
<p><bold>Definição, protocolo e critérios de elegibilidade</bold></p>
<p>Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, que visa reunir e
sistematizar resultados de pesquisa sobre um determinado tema ou uma
determinada questão, contribuindo para o aprofundamento do tema
investigado. Neste estudo, iniciou-se com a definição do problema:
<italic>Qual a relação entre o consumo de álcool e de outras drogas e a
ocorrência da violência intrafamiliar no Brasil?</italic></p>
<p>Esta revisão foi elaborada seguindo protocolos já estabelecidos e
cientificamente aceitos (MENDES; SILVEIRA; GALVÃO, 2008; SOUZA; SILVA;
CARVALHO, 2010). A elaboração da revisão integrativa foi sistematizada
em obediência aos seguintes critérios definidos por Souza, Silva e
Carvalho (2010): 1) estabelecimento do objetivo específico; 2)
formulação dos questionamentos a serem respondidos ou da hipótese a ser
testada; 3) levantamento para identificar e coletar o máximo de
materiais relevantes de acordo com os critérios de inclusão e exclusão
previamente estabelecidos. Os autores, então, avaliaram minuciosamente
os critérios de métodos empregados no desenvolvimento dos estudos
selecionados, a fim de determinarem se são validados metodologicamente.
Esse processo resultou em uma redução de estudos incluídos na revisão.
Os dados coletados foram interpretados e sistematizados, e as conclusões
foram formuladas com base nos vários estudos selecionados.</p>
<p>A busca bibliográfica ocorreu na segunda quinzena de fevereiro de
2019, tendo sido realizada pelos autores, separadamente, para que
houvesse validação da busca. Como critérios para seleção dos artigos,
adotaram-se os seguintes: artigos (observacionais, experimentais,
revisões, relatos de experiência, entre outros) que abordassem a
temática da violência intrafamiliar, seja ela com envolvimento do autor
ou da vítima e a relação com o consumo de AD; publicados no período de
2013 a 2019; em português; disponíveis na íntegra eletronicamente e com
acesso gratuito. Reforça-se que foram excluídos os estudos que estavam
repetidos nas bases de dados, as teses, dissertações e os relatórios
técnicos. A definição do período se deu pela opção em analisar a
literatura mais atual.</p>
<p><bold>Fontes de informação e estratégias de busca</bold></p>
<p>Para a coleta de dados, foram utilizadas todas as bases de dados
incluídas na Biblioteca Virtual em Saúde (BVS). Foram utilizados
descritores controlados, encontrados nos Descritores em Ciências da
Saúde (DeCS): “Bebidas Alcoólicas”, “Abuso de Álcool”, “Alcoolismo”,
“Abuso de Drogas”, “Dependência de Drogas”, “Comportamento de Fumar”,
“Drogas Ilícitas”, “Violência na Família”, “Violência Doméstica”,
“Violência Infantil”, “Violência Contra a Mulher”, “Violência por
Parceiro Íntimo”, “Violência de Gênero”, “Violência Contra o Idoso”.
Conceitualmente, a violência doméstica se distingue da intrafamiliar por
incluir outros membros do grupo sem função parental, como agregados,
empregados domésticos e visitantes periódicos (BRASIL, 2002). No
entanto, o termo é comumente utilizado para designar a violência de
gênero e contra crianças em situações de abuso e maus tratos, por isso,
também foi utilizado como descritor nestarevisão.</p>
<p>Como descritor não controlado, utilizou-se o termo “Drogas Lícitas”.
Santos, Pimenta e Nobre (2007) explicam que os descritores controlados
representam os termos registrados no DeCS e são utilizados para
indexação de artigos nas bases de dados. Já os nãos controlados se
referem a palavras ou sinônimos que a grafia e o significado representem
o assunto a ser pesquisado, mas não são utilizados para a indexação dos
artigos, não estando registradosnos DeCS. Contudo, quando estes são
utilizados, proporcionam a busca/refinamento do material escolhido.Como
operador booleano, foi utilizado o termo “AND” durante as buscas.Foram
utilizadas 56 estratégias de busca, combinando os descritores (de dois
em dois, por exemplo, “Bebidas Alcoólicas AND Violência na
Família”).</p>
<p><bold>Seleção e extração dos dados</bold></p>
<p>A seleção das referências relevantes foi feita por todos os autores,
considerando os títulos e os resumos, sendo que as discordâncias foram
resolvidas por consenso. Se o resumo estava indisponível, era acessado o
texto completo para determinara elegibilidade. A <bold>Figura 1</bold>
mostra o esquema representativo dos procedimentos de seleção dos
artigos, indicando a amostra final de 42.</p>
<p>Figura 1: Esquema representativo dos procedimentos de seleção dos
artigos</p>
<p>Fonte: Elaborado pelo autor (fev. 2019).</p>
<p><bold>Análise dos dados</bold></p>
<p>Realizou-se a leitura na íntegra das 42 referências remanescentes, de
forma interpretativa. Destaca-se que o processo de análise foi baseado
em protocolos já estabelecidos (MENDES; SILVEIRA; GALVÃO, 2008;
SAMPAIO), adaptados ao objeto deste estudo, e envolveu: caracterização
de cada artigo selecionado (título, autores, ano de publicação, local de
realização da pesquisa, população e tipo de estudo); avaliação da
qualidade do conteúdo (conceitos importantes na área); tipos de drogas
envolvidas entre os participantes dos estudos; comparação de possíveis
fatores associados; discussão das ideias dos autores; conferição do
método utilizado em cada referência; limitações dos estudos.</p>
<p><bold>RESULTADOS</bold></p>
<p>Para facilitar a apresentação dos resultados, foram criados quadros
sinópticos que contemplaram os aspectos considerados pertinentes. No
Quadro 1, são apresentadas as características dos artigos segundo
título; ano de publicação; revista; tipo/abordagem e local do estudo;
população/público-alvo; e principais resultados. Observa-se que a maior
parte dos estudos era do tipo transversal (n = 22; 52,4%), sendo onze
descritivos e onze analíticos, publicados em 2017 (n = 10; 23,8%) e
desenvolvidos na região Nordeste do Brasil (n = 12;28,6%).</p>
<p>Em relação à população ou ao público-alvo dos estudos, destaca-se
maioria de mulheres (n = 21; 50%) (Figura 2), em circunstâncias
diversas, tais como gestação, privação de liberdade, situação de rua,
entre outras.</p>
<p>Figura 2: Quantidade de artigos segundo população ou público-alvo
envolvido na violência intrafamiliar nos estudos incluídos nesta
revisão</p>
<graphic mimetype="image" mime-subtype="png" xlink:href="media/image1.png" />
<p>Fonte: Elaborado pelo autor (fev. 2019).</p>
<p>Quanto ao local em que os estudos foram desenvolvidos, destaca-se que
a maior parte foi realizada em estabelecimentos de saúde (n = 20;
47,61%), seguidos dos de segurança pública (n = 9; 21,42%),
educacionais/escolares (n = 2; 4,76%), domicílios [amostragem
domiciliar] (n = 3; 7,14%), e outros estabelecimentos (n = 8;
19,04%).</p>
<p>Quadro 1: Descrição dos artigos incluídos na revisão segundo
variáveis de interesse</p>
<table>
  <col align="left" />
  <col align="left" />
  <col align="left" />
  <col align="left" />
  <col align="left" />
  <col align="left" />
  <col align="left" />
  <thead>
    <tr>
      <th><bold>Ano de publicação</bold></th>
      <th><bold>Título</bold></th>
      <th><bold>Revista</bold></th>
      <th><bold>Tipo/abordagem</bold></th>
      <th><bold>Local</bold></th>
      <th><bold>População/público-alvo</bold></th>
      <th><bold>Principais resultados</bold></th>
    </tr>
  </thead>
  <tbody>
    <tr>
      <td><bold>2013</bold></td>
      <td>O alcoolismo na história de vida de adolescentes: uma análise
      à luz das representações sociais</td>
      <td>Texto &amp; Contexto Enfermagem</td>
      <td><p>Qualitativo</p>
      <p>(história de vida e observação livre)</p></td>
      <td>Belém do Pará –Pará</td>
      <td>Adolescentes participantes de um projeto social</td>
      <td>Adolescentes que convivem com alcoolistas têm mais risco de
      consumir álcool e de senvolver em violência; Álcool aumenta a
      violência doméstica</td>
    </tr>
    <tr>
      <td></td>
      <td>Fatores associados à agressão física em gestantes e os
      desfechos negativos no recém-nascido</td>
      <td>Jornal de Pediatria</td>
      <td>Transversal (analítico)</td>
      <td>Rio de Janeiro –Rio de Janeiro</td>
      <td>Puérperas hospitalizadas por ocasião do parto</td>
      <td>Maior consumo de álcool e drogas associam a violência pelo
      parceiro; Quanto maior a violência pior o pré-natal; 36,2% das
      vítimas usaram álcool</td>
    </tr>
    <tr>
      <td></td>
      <td>Perfil da violência doméstica e familiar contra a mulher em um
      município de Minas Gerais, Brasil</td>
      <td>Cadernos Saúde Coletiva</td>
      <td>Transversal (descritivo)</td>
      <td>Alfenas – Minas Gerais</td>
      <td>Mulheres (Fonte: Boletins de Ocorrência Policial)</td>
      <td>Violência independe de raça, cor, idade, etnia, religião ou
      condição social; Pouca influência de drogas; Maior incidência:
      noite e fins de semana</td>
    </tr>
    <tr>
      <td></td>
      <td>Mulheres em tratamento ambulatorial por abuso de álcool:
      características sócio-demográficas e clínicas</td>
      <td>Revista Gaúcha de Enfermagem</td>
      <td>Transversal (descritivo)</td>
      <td>Ribeirão Preto – São Paulo</td>
      <td>Mulheres em tratamento ambulatorial por abuso de álcool</td>
      <td>40,7% relataram violência familiar e 9,5% apontam a violência
      como disparador do alcoolismo; 81,5% tinham outro familiar
      alcoolista; 92,6% eram mães</td>
    </tr>
    <tr>
      <td></td>
      <td>Relação da violência intrafamiliar e o uso abusivo de álcool
      ou entorpecentes na cidade de Pelotas, RS</td>
      <td>Revista da AMRIGS</td>
      <td>Transversal (descritivo)</td>
      <td>Pelotas –Rio Grande do Sul</td>
      <td>Membros da família que realizaram corpo de delito no Instituto
      Médico Legal (IML)</td>
      <td>89% eram do sexo feminino; Em 86,6% o agressor era o
      companheiro; 27,7% dos agressores ingeriram álcool; 7,8% usou
      outras drogas; 10,2% ingeriu AD</td>
    </tr>
    <tr>
      <td></td>
      <td>Perfil socioeconômico e demográfico em uma comunidade
      vulnerável ao uso de drogas de abuso</td>
      <td>Acta Paulista de Enfermagem</td>
      <td>Transversal (descritivo)</td>
      <td>Não informado</td>
      <td>Moradores de uma comunidade com índices elevados de violência
      relacionados às drogas</td>
      <td>Não relaciona violência e drogas; 19,8% referiram problemas
      com drogas na família; 18,2% referiram fazer uso de alguma
      droga</td>
    </tr>
    <tr>
      <td></td>
      <td>Exposição à violência entre adolescentes de uma comunidade de
      baixa renda no Nordeste do Brasil</td>
      <td>Ciência &amp; Saúde Coletiva</td>
      <td>Transversal (analítico)</td>
      <td>Fortaleza – Ceará</td>
      <td>Adolescentes de ambos os sexos, residentes em comunidade de
      baixa renda</td>
      <td>32,3% referiram ter pais etilistas; 26,2% consumiram álcool
      nos últimos seis meses; 23,8% já fizeram uso de drogas; 13,5%
      fazem abuso do álcool; 17,7% expostos à violência</td>
    </tr>
    <tr>
      <td></td>
      <td>Violência física por parceiro íntimo na gestação: prevalência
      e alguns fatores associados</td>
      <td>Aquichan</td>
      <td>Transversal (analítico)</td>
      <td>Maringá – Paraná</td>
      <td>Puérperas atendidas pelo serviço de saúde</td>
      <td>7,5% tiveram algum episódio de violência na gestação; Destas,
      5,9% e 13,3% fizeram uso de AD, respectivamente; 17,9% dos
      companheiros estavam sob efeito de drogas</td>
    </tr>
    <tr>
      <td><bold>2014</bold></td>
      <td>A importância da família no processo de prevenção da recaída
      no alcoolismo</td>
      <td>Revista de Enfermagem da UERJ</td>
      <td><p>Qualitativo</p>
      <p>(grupo focal)</p></td>
      <td>Rio de Janeiro – Rio de Janeiro</td>
      <td>Usuários do serviço da Secretaria Municipal de Saúde/RJ</td>
      <td>Maior demanda no grupo é motivada pela violência intra
      familiar e não somente do alcoolismo, pois este leva à alteração
      no comportamento</td>
    </tr>
    <tr>
      <td></td>
      <td>Abuso de álcool e drogas e violência contra as mulheres:
      denúncias de vividos</td>
      <td>Revista Brasileira de Enfermagem</td>
      <td>Qualitativo (entrevistas semiestruturadas)</td>
      <td>Rio Grande do Sul –Rio Grande do Sul</td>
      <td>Mulheres que realizaram a denúncia da violência do
      companheiro</td>
      <td>Uso de AD potencializou violência nas mulheres entrevistadas;
      84,61% relacionou o uso de AD às agressões</td>
    </tr>
    <tr>
      <td></td>
      <td>Violência conjugal: as controvérsias no relato dos parceiros
      íntimos em inquéritos policiais</td>
      <td>Ciência &amp; Saúde Coletiva</td>
      <td><p>Transversal</p>
      <p>(quanti-qualitativo, descritivo)</p></td>
      <td><p>Florianópolis</p>
      <p>– Santa Catarina</p></td>
      <td>Casais (homens e mulheres) com caso de violência descrito em
      inquéritos policiais</td>
      <td>Principal motivo de agressão para as mulheres é AD; Homens
      responsabilizam as mulheres pela agressão e falam do álcool, mas
      não de drogas</td>
    </tr>
    <tr>
      <td></td>
      <td>Estudo sobre a violência sexual em Serviço de Atendimento à
      Mulher</td>
      <td>Revista de Enfermagem da UFPI</td>
      <td><p>Transversal</p>
      <p>(descritivo)</p></td>
      <td>Teresina – Piauí</td>
      <td>Mulheres atendidas no ambulatório</td>
      <td>Autores: 46,82% eram desconhecidos, mas 53,17% haviam feito
      uso de AD; Vítimas: 21,42% haviam feito uso de AD, mas 61,12% não
      haviam usado AD</td>
    </tr>
    <tr>
      <td></td>
      <td>Prevalência e fatores associados à violência sofrida em
      mulheres encarceradas por tráfico de drogas no Estado de
      Pernambuco, Brasil: um estudo transversal</td>
      <td>Ciência &amp; Saúde Coletiva</td>
      <td><p>Transversal</p>
      <p>(analítico)</p></td>
      <td>Recife –Pernambuco</td>
      <td>Mulheres privadas de liberdades por tráfico de drogas em
      Colônia Penal Feminina</td>
      <td>78,9% não brancas; 85,8% solteiras com filhos; 83,3% tinham
      baixa escolaridade; 44,1% são vítimas de violência e destas 44,1%
      o agressor era o companheiro; 47,3% fizeram uso de drogas</td>
    </tr>
    <tr>
      <td><bold>2015</bold></td>
      <td>Violência doméstica e abuso de álcool e drogas na
      adolescência</td>
      <td>Revista Ciência Plural</td>
      <td><p>Transversal</p>
      <p>(analítico)</p></td>
      <td>Natal – Rio Grande do Norte</td>
      <td>Adolescentes atendidos em um Programa de Assistência à Saúde
      do Adolescente</td>
      <td>Uso e abuso de AD são as principais causas desencadeadoras de
      situações de vulnerabilidade; 30,5% identificam AD como um
      problema na família</td>
    </tr>
    <tr>
      <td></td>
      <td>A violência contra a mulher em Montes Claros</td>
      <td>Barbarói</td>
      <td><p>Retrospectivo</p>
      <p>(quanti-qualitativo, descritivo)</p></td>
      <td>Montes Claros – Minas Gerais</td>
      <td>Mulheres que registraram boletim de ocorrência de
      violência</td>
      <td>53,9% das vítimas já sofreram violência antes; 73,6% dos
      agressores tinham problema com álcool e 18,1% com outras
      drogas</td>
    </tr>
    <tr>
      <td></td>
      <td>Prevalência de violência física por parceiro íntimo em homens
      e mulheres de Florianópolis, SC, brasil: estudo de base
      populacional</td>
      <td>Cadernos de Saúde Pública</td>
      <td>Transversal (analítico)</td>
      <td><p>Florianópolis</p>
      <p>– Santa Catarina</p></td>
      <td>Adultos residentes em zona urbana do Município de
      Florianópolis</td>
      <td>Mulheres são mais susceptíveis; 18,5% fizeram uso abusivo de
      álcool; AD apontado como um dos principais motivos para a
      violência</td>
    </tr>
    <tr>
      <td></td>
      <td>Notificações de violência sexual contra a mulher no
      Brasil</td>
      <td>Revista Brasileira em Promoção da Saúde</td>
      <td>Retrospectivo (descritivo)</td>
      <td>Brasil (SINAN)</td>
      <td>Notificações relativas à violência sexual contra mulheres de
      qualquer idade</td>
      <td>49,4% das vítimas tinham de 10 a 19 anos; 60,6% ocorreram na
      residência da mulher; Em 25,8% o autor era desconhecido; Em 42,8%
      não havia suspeita de uso de álcool</td>
    </tr>
    <tr>
      <td></td>
      <td>A dinâmica das relações familiares de moradores de rua
      usuários de crack</td>
      <td>Saúde em Debate</td>
      <td><p>Qualitativo</p>
      <p>(sócio-histórico)</p></td>
      <td><p>Florianópolis</p>
      <p>–Santa Catarina</p></td>
      <td>Homens e mulheres moradores de rua usuários de
      <italic>crack</italic></td>
      <td>Família não é a única causa do <italic>crack</italic>, mas
      destaca-se o exemplo do uso de AD como disparador; A violência na
      família foi a motivação para morar na rua e consumir
      <italic>crack</italic></td>
    </tr>
    <tr>
      <td></td>
      <td>Uso de drogas, saúde mental e problemas relacionados ao crime
      e à violência: estudo transversal</td>
      <td>Revista Latino- Americana de Enfermagem</td>
      <td>Transversal (descritivo)</td>
      <td>São Paulo – São Paulo</td>
      <td>Adultos usuários de álcool e/ou de outras drogas que buscaram
      tratamento no CAPSad</td>
      <td>85,2% eram homens; Comum relação entre transtornos
      psiquiátricos e uso de substâncias; Quanto maiores os sintomas
      internos maior a interação com a violência</td>
    </tr>
    <tr>
      <td></td>
      <td>Violência perpetrada por parceiro íntimo à gestante: o
      ambiente à luz da teoria de Levine</td>
      <td>Revista da Escola de Enfermagem da USP</td>
      <td>Qualitativo (entrevistas semiestruturadas)</td>
      <td>Rio de Janeiro –Rio de Janeiro</td>
      <td>Gestantes que vivenciaram a violência perpetrada por
      parceiro</td>
      <td>66,6% sofreram violência física na infância e na adolescência;
      Presenciaram a mãe sendo agredida pelo pai alcoolizado; Maior
      violência quando o parceiro usa AD</td>
    </tr>
    <tr>
      <td></td>
      <td>Violência contra a mulher: agressores usuários de drogas
      ilícitas</td>
      <td>Revista de Pesquisa Cuidado é Fundamental</td>
      <td>Retrospectivo (descritivo, documental)</td>
      <td>Rio Grande – Rio Grande do Sul</td>
      <td>Inquéritos policiais de violência contra Mulheres em Delegacia
      de Polícia</td>
      <td>62,8% eram parceiros íntimos; 100% estavam sob o efeito de
      drogas; 50,8% também estavam alcoolizados; 72,8% tinham
      antecedentes criminais</td>
    </tr>
    <tr>
      <td></td>
      <td>Prevalência e fatores associados à violência entre parceiros
      íntimos após a revelação do diagnóstico de doenças sexualmente
      transmissíveis ao parceiro</td>
      <td>Cadernos de Saúde Pública</td>
      <td>Transversal (analítico)</td>
      <td>Fortaleza – Ceará</td>
      <td>Pessoas atendidas em serviços de referência para
      doençassexualmente transmissíveis</td>
      <td>28,1% praticaram violência, destes 35,8% usam álcool e 20%
      usam drogas; Álcool contribui para a violência doméstica e também
      para maior gravidade das lesões</td>
    </tr>
    <tr>
      <td><bold>2016</bold></td>
      <td>Violência contra idosos na família: motivações, sentimentos e
      necessidades do agressor</td>
      <td>Psicologia: Ciência e Profissão</td>
      <td><p>Qualitativo</p>
      <p>(entrevista semiestruturada)</p></td>
      <td>Pernambuco – Pernambuco</td>
      <td>Agressores familiares de idosos envolvidos em processos
      judiciais</td>
      <td>2/3 dos agressores são filhos e cônjuges; Álcool apontado como
      motivação; 75% dos agressores se referiram como usuários de
      AD</td>
    </tr>
    <tr>
      <td></td>
      <td>Violência física pelo parceiro íntimo e uso inadequado do
      pré-natal entre mulheres do Nordeste doBrasil</td>
      <td>Revista Brasileira de Epidemiologia</td>
      <td>Transversal (analítico)</td>
      <td>Recife –Pernambuco</td>
      <td>Gestantes cadastradas no Programa Saúde da Família</td>
      <td>Violência por parceiro íntimo diminui a captação e a adesão ao
      pré-natal e aumenta a ocorrência de consumo de AD; Em 25,4% dos
      pré-natais inadequados, a gestante sofreu violência e 73,7% dos
      pré-natais o parceiro usava drogas</td>
    </tr>
    <tr>
      <td></td>
      <td>Perdoar verdadeiramente ou agredir novamente: dilemas da
      violência familiar contra idosos</td>
      <td>Kairós Gerontologia</td>
      <td><p>Teórico</p>
      <p>(reflexivo)</p></td>
      <td>Não informado</td>
      <td>Textos sobre violência familiar contra idosos</td>
      <td>O idoso por sua fragilidade aceita a violência; Coloca o
      usuário de AD como o agressor que também necessita de cuidados;
      Dilema entre amor e violência</td>
    </tr>
    <tr>
      <td></td>
      <td>Dependência química e violência no universo feminino: revisão
      integrativa</td>
      <td>Revista online de pesquisa</td>
      <td>Revisão Integrativa da Literatura</td>
      <td>Bases de dados: LILACS, MEDLINECINAHL</td>
      <td>Textos sobre as evidências científicas sobre as relações entre
      dependência química e a violência no universo feminino</td>
      <td>Uso de AD aumenta o risco de ser vítima; AD são fatores
      importantes na violência em relação ao autor, assim como depressão
      e condições econômicas</td>
    </tr>
    <tr>
      <td></td>
      <td>Mulheres em situação de violência que buscaram apoio no centro
      de referência Geny Lehnen/RS</td>
      <td>Enfermagem em Foco</td>
      <td>Transversal (descritivo)</td>
      <td>Parobé –Rio Grande do Sul</td>
      <td>Mulheres em situação de violência atendidas em um Centro de
      Referência e Atendimento à Mulher</td>
      <td>Em 85% dos casos o agressor era o companheiro; 79,5% das
      mulheres receberam prescrição de psicotrópicos</td>
    </tr>
    <tr>
      <td></td>
      <td>Gênero, violência e viver na rua: vivências de mulheres que
      fazem uso problemático de drogas</td>
      <td>Revista Gaúcha de Enfermagem</td>
      <td><p>Qualitativo</p>
      <p>(entrevista semiestruturada)</p></td>
      <td>Salvador – Bahia</td>
      <td>Mulheres assistidas por um CAPSad</td>
      <td>Presenciaram violência na família; Sofreram violência na
      infância; Se sujeitam à violência para obter droga; Também se
      consideram autoras de atos violentos: reação</td>
    </tr>
    <tr>
      <td></td>
      <td>Uso de drogas injetáveis entre mulheres na Região
      Metropolitana de Santos, São Paulo, Brasil</td>
      <td>Physis: Revista de Saúde Coletiva</td>
      <td>Qualitativo (observação participante e grupo focal)</td>
      <td>Região Metropolitana de Santos – São Paulo</td>
      <td>Mulheres usuárias ativas ou ex-usuárias de drogas
      injetáveis</td>
      <td>Iniciaram uso na puberdade e na adolescência; Violência maior
      é decorrente da disputa pela droga; Poucas demonstram preocupação
      como uso de drogas na família</td>
    </tr>
    <tr>
      <td>2016</td>
      <td>Associações entre a prática de bullying e variáveis
      individuais e de contexto na perspectiva dos agressores</td>
      <td>Jornal de Pediatria</td>
      <td>Transversal (analítico)</td>
      <td>Brasil (PeNSE)</td>
      <td>Estudantes do 9° ano do ensino fundamental de escolas públicas
      e privadas (zona urbanae rural) do Brasil</td>
      <td><italic>Bullying</italic> amplifica a adoção de prática de AD;
      Uso de AD é considerado comportamento de risco; 37,2% dos
      agressores referiram violência intrafamiliar</td>
    </tr>
    <tr>
      <td><bold>2017</bold></td>
      <td>Violência sexual na adolescência, perfil da vítima e impactos
      sobre a saúde mental</td>
      <td>Ciência &amp; Saúde Coletiva</td>
      <td>Transversal (analítico)</td>
      <td>Brasil (PeNSE)</td>
      <td>Estudantes do 9° ano do ensino fundamental de escolas públicas
      e privadas (zona urbanae rural) do Brasil</td>
      <td>3,96% sofreram abuso; Vítimas têm mais chance de se envolverem
      com álcool e drogas; Abuso sexual tem relação com o consumo de
      AD</td>
    </tr>
    <tr>
      <td></td>
      <td>Perfil epidemiológico do atendimento por violência nos
      serviços públicos de urgência e emergência em capitais
      brasileiras, Viva 2014</td>
      <td>Ciência &amp; Saúde Coletiva</td>
      <td>Transversal (descritivo)</td>
      <td>Distrito Federal e em 24 capitais brasileiras</td>
      <td>Adultos atendidos em 86 serviços de urgência e emergência no
      âmbito do SUS</td>
      <td>73,2 % eram homens; 32,7% das vítimas tinham ingerido bebidas
      alcoólicas, com maior ocorrência nos finais de semana; Em 29,9% a
      agressão era perpetrada por algum familiar</td>
    </tr>
    <tr>
      <td></td>
      <td>Violência doméstica, álcool e outros fatores associados: uma
      análise bibliométrica</td>
      <td>Arquivos Brasileiros de Psicologia</td>
      <td>Investigação bibliométrica</td>
      <td>Portal Capes</td>
      <td>Todo o material disponível que tivesse sido publicado em
      periódicos entre os anos de 2003 e 2013</td>
      <td>43% das mulheres brasileiras já sofreram violência; 70% dos
      casos acontecem dentro de casa; AD agravam o risco; Vítimas têm
      mais risco de se tornarem consumidores de AD</td>
    </tr>
    <tr>
      <td></td>
      <td>Histórico de violência contra a mulher que vivencia o abuso de
      álcool edrogas</td>
      <td>Revista de Enfermagem UFPE</td>
      <td><p>Qualitativo</p>
      <p>(entrevista com profundidade)</p></td>
      <td>Cidade da região Centro-Oestedo Brasil</td>
      <td>Mulheres de clínica feminina de reabilitação em dependência
      química</td>
      <td>Vítimas de violência tendem ao abuso de AD; Uso de drogas
      aumenta as chances de se tornar vítima e autor;
      <italic>Crack</italic>é a pior droga ilícita</td>
    </tr>
    <tr>
      <td></td>
      <td>Perfil da violência sexual contra mulheres atendidas no
      serviço de apoio à mulher</td>
      <td>Revista de Enfermagem UFPE</td>
      <td>Retrospectivo (descritivo)</td>
      <td>Recife –Pernambuco</td>
      <td><p>Mulher atendidas num serviço de Atenção às</p>
      <p>Mulheres Vítimas de Violência</p></td>
      <td>23,9% das vítimas fizeram uso de AD; 46,1% dos autores estavam
      sob o efeito de AD; 63,7% dos autores eram desconhecidos pela
      mulher</td>
    </tr>
    <tr>
      <td></td>
      <td>Prevalência de violência por parceiro íntimo em idosos e
      fatores associados: revisão sistemática</td>
      <td>Ciência &amp; Saúde Coletiva</td>
      <td>Revisão Sistemática</td>
      <td><p>Bases de dados: PubMed, LILACSe</p>
      <p>PsycInfo</p></td>
      <td>Estudos sobre prevalência de violência por parceiro íntimo em
      idosos e fatores associados ao fenômeno</td>
      <td>Álcool foi o fator mais frequente associado à violência,
      seguido da depressão; Com o avanço da idade há um declínio da
      violência física esexual, mas uma prevalência da psicológica</td>
    </tr>
    <tr>
      <td></td>
      <td>Abuso sexual na infância e suas repercussões na vida
      adulta</td>
      <td><p>Texto &amp; Contexto</p>
      <p>Enfermagem</p></td>
      <td><p>Qualitativo</p>
      <p>(entrevistanão</p>
      <p>estruturada)</p></td>
      <td>Pernambuco</td>
      <td><p>Mulheres atendidas num serviço de acolhimento a</p>
      <p>vítimas de violência</p></td>
      <td>Principais abusadores eram padrasto, pai, irmãos e primos,
      nesta sequência; 44,4% foram denunciados oficialmente</td>
    </tr>
    <tr>
      <td>2017</td>
      <td>Violência contra a mulher em Vitória, Espírito Santo,
      Brasil</td>
      <td>Revista de Saúde Pública</td>
      <td>Transversal (analítico)</td>
      <td>Vitória – Espírito Santo</td>
      <td>Mulheres de 20 a 59 anos, que possuíam parceiro íntimo nos 12
      meses anteriores à data da entrevista</td>
      <td>Maiores índices de violência em mulheres que sofreram
      violência na infância e que tinham histórico de uso de AD; 23,6%
      das vítimas referem uso de drogas</td>
    </tr>
    <tr>
      <td></td>
      <td>Perfil clínico-epidemiológico de adolescentes e jovens vítimas
      de ferimento por arma de fogo</td>
      <td>CadernosSaúde Coletiva</td>
      <td>Transversal (descritivo)</td>
      <td>Fortaleza – Ceará</td>
      <td>Adolescentes e jovens vítimas de perfuração por arma de fogo
      internados em hospital referência em trauma</td>
      <td>65,31% têm envolvimento com drogas ilícitas; 37,7% são
      tabagistas; 31,2% são etilistas; 10,4% fazem uso de medicação
      controlada; Em 25,9% a causa da violência foi desavenças</td>
    </tr>
    <tr>
      <td></td>
      <td>Vivências sexuais de mulheres jovens usuárias de crack</td>
      <td>Barbarói</td>
      <td>Qualitativo (observação participante e entrevistas
      semiestruturadas)</td>
      <td>Recife – Pernambuco</td>
      <td>Mulheres usuárias de <italic>crack</italic> assistidas em
      unidade mista de tratamento intensivo</td>
      <td>Família é um fator de proteção, mas também influenciadora do
      uso; Vivência de violência intrafamiliar; Drogas são alívios para
      a vida</td>
    </tr>
    <tr>
      <td><bold>2018</bold></td>
      <td>A influência do consumo de bebidas alcoólicas na ocorrência de
      violência por parceiro íntimo: revisão integrativa</td>
      <td>Arquivos de Ciências da Saúde da UNIPAR</td>
      <td>Revisão Integrativa da Literatura</td>
      <td>Bases de dados: LILACS, SciELO, MEDLINE, BDENF</td>
      <td>Trabalhos acerca da influência do consumo de bebidas
      alcoólicas na ocorrência de violência por parceiro íntimo</td>
      <td>Álcool propicia a violência íntima e a instabilidade
      emocional; Mulheres são as maiores vítimas; 40% dos homens que
      agrediram estavam sob efeito</td>
    </tr>
    <tr>
      <td></td>
      <td>Usuários de <italic>crack</italic> em tratamento em
      Comunidades Terapêuticas: perfil e prevalência</td>
      <td>Arquivos Brasileiros de Psicologia</td>
      <td>Transversal (descritivo)</td>
      <td>Região da Zona da Mata– Minas Gerais</td>
      <td>Usuários de <italic>crack</italic> (homens e mulheres) que
      buscaram tratamento em Comunidades Terapêuticas</td>
      <td>76,4% já haviam sido presos; 41,7% já agrediram ou ameaçaram
      alguém; 55,6% foram agredidos porconhecidos</td>
    </tr>
  </tbody>
</table>
<p><bold>Notas:</bold> PubMed: Base bibliográfica da <italic>National
Library of Medicine</italic>; LILACS: Literatura Latino-Americana e do
Caribe em Ciências da Saúde; PsycInfo: Base bibliográfica da
<italic>American Psychological Association</italic>; SciELO:
<italic>Scientific Eletronic Library Online</italic>; MEDLINE:
<italic>Medical Literature Analysis and Retrieval System
Online</italic>; BDENF: Banco de Dados em Enfermagem; CINAHL:
<italic>Cummulative Index to Nursing and Allied Health
Literature</italic>; CAPSad: Centro de Atenção Psicossocial Álcool e
Drogas; SINAN: Sistema de Informação de Agravos de Notificação; PeNSE:
Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar; Portal Capes: Coordenação de
Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior.</p>
<p>Fonte: Elaborado pelo autor (fev. 2019).</p>
<p>O Quadro 2 traz a descrição dos artigos brasileiros incluídos na
revisão segundo variáveis de interesse relacionadas às formas de uso da
droga, aos tipos de violência analisados e à relação entre AD, violência
intrafamiliar e violência em geral. Assim, foi possível observar que a
maior parte dos estudos não traz uma padronização do consumo da droga,
citando apenas o uso (n=23; 54,76%), sem especificar sua classificação
(uso, abuso ou dependência). Nove artigos (21,42%) descreveram outros
padrões, porém, também relacionados ao uso, tais como as palavras “uso”,
“ingesta”, “consumo”, “uso regular”, “uso abusivo”, “sob efeito” e “uso
problemático”. Poucos autores utilizaram o termo “dependência” (n = 10;
23,8%).</p>
<p>Em relação à droga analisada, com maior frequência, foi relacionado o
termo “álcool e outras drogas” (n = 20; 47,61%), não descrevendo quais
tipos seriam (lícitas ou ilícitas). Alguns autores descreveram outras
drogas como tabaco (n = 7; 16,66%), <italic>crack</italic> (n = 6;
14,28%) e maconha (n = 3; 7,14%). O álcool foi relacionado em 36 artigos
(85,71%) e, isoladamente, em 6 (14,28%). Três estudos (7,14%) citaram
apenas o termo “drogas” e um artigo (0,42%) descreveu a prescrição de
psicotrópicos por médicos.Sobre os tipos de violências, em 11 artigos
(26,19%) não houve distinção do tipo de violência, sendo tratada em
termos gerais. A maioria descreveu ocorrência de violência física (n =
23; 54,72%), seguida das violências sexual (n = 19; 45,23%) e
psicológica (n = 18; 42,85%). Citaram-se, também, violência patrimonial
(n = 6; 14,28%), moral (n = 5;11,9%), negligência (n = 4;9,52%), de
gênero (n = 2;4,76%) e abandono (n = 1; 2,38%).</p>
<p>De acordo com a intenção do agente, alguns artigos (n = 22; 52,38%)
descreveram a violência de forma geral na comunidade e, também, na
família. Outros estudos trataram de descrever apenas a violência
intrafamiliar (n = 13; 30,95%) ou apenas a violência em geral (n = 7;
16,66%), mas foram mantidos na amostra final desta revisão por
demonstrarem relação com o consumo de AD e o impacto nas famílias.Na
maioria dos artigos (n = 18; 42,85%), os autores indicaram o uso de AD
como um dos principais fatores (propiciador, influenciador, motivador ou
desencadeador) da violência intrafamiliar. Em contrapartida, também foi
descrito que o consumo de AD pode ser consequência da violência
intrafamiliar, podendo atuar como um ciclo de consumo e reação, sendo a
violência uma propulsora do uso e vice-versa, descrevendo o uso/consumo
de álcool e de outras drogas como importante, mas não unicausal para a
violência intrafamiliar.</p>
<p><bold>DISCUSSÃO</bold></p>
<p>Para facilitar a compreensão do contexto da violência intrafamiliar,
foram estabelecidas quatro categorias a partir do público-alvo dos
estudos, que serão debatidas a seguir, levando em consideração o consumo
de álcool e de outras drogas e a violência: a) <italic>contra o
idoso</italic>; b) <italic>contra crianças e adolescentes</italic>; c)
<italic>por parceiro íntimo e contra as mulheres</italic>; d)
<italic>contra os demais membros da família</italic>.</p>
<p>Antes de seguir com a discussão dos grupos familiares, torna-se
importante destacar a limitação na padronização nos artigos aqui
incluídos em relação à utilização dos termos “uso”, “abuso”, “consumo”,
“dependência” e “ingestão”. Os padrões de consumo podem ser basicamente
conceituados como uso, abuso e dependência, sendo o termo
“<italic>uso”</italic> mais amplamente utilizado para delimitar o
consumo de substância psicoativa, seja esporádico, episódico ou
contínuo. O abuso ou uso nocivo está associado a algum nível de prejuízo
físico ou mental no indivíduo, enquanto que, na dependência, ocorre a
dificuldade no controle do consumo da substância, que leva a pessoa a
agir de forma repetida e impulsiva, causando grande impacto na vida.
Ressalta-se que a dependência de drogas não pode ser definida apenas em
função da quantidade e frequência de uso, mas sim no contexto em que se
dá o uso, variando de pessoa para pessoa. Fato é que nem todo usuário de
AD vai se tornar dependente, pois este fenômeno é extremamente complexo
e envolve uma série de fatores internos e externos – biológicos, da
própria substância e o contexto social que o sujeito está inserido
(SILVEIRA; DOERING-SILVEIRA, 2017).</p>
<p>Quadro 2: Descrição dos artigos brasileiros incluídos na revisão
segundo variáveis de interesse relacionadas às formas de uso da droga,
aos tipos de violência analisados e à relação entre álcool e drogas e a
violência intrafamiliar</p>
<table>
  <col align="left" />
  <col align="left" />
  <col align="left" />
  <col align="left" />
  <col align="left" />
  <col align="left" />
  <col align="left" />
  <thead>
    <tr>
      <th><bold>Título</bold></th>
      <th><bold>Droga analisada</bold></th>
      <th><bold>Padrão de consumo</bold></th>
      <th><bold>Tipos de violências descritos</bold></th>
      <th><bold>Relação entre AD e violência em geral</bold></th>
      <th><bold>Relação AD e a violência intrafamiliar</bold></th>
      <th><bold>Relação “Causa e Efeito”** entre AD e
      violência</bold></th>
    </tr>
  </thead>
  <tbody>
    <tr>
      <td>O alcoolismo na história de vida de adolescentes: uma análise
      à luz das representações sociais</td>
      <td>Álcool</td>
      <td>Uso</td>
      <td>Não descreve os tipos de agressão</td>
      <td>Sim</td>
      <td>Sim</td>
      <td>Causa e Efeito</td>
    </tr>
    <tr>
      <td>Fatores associados à agressão física em gestantes e os
      desfechos negativos no recém-nascido</td>
      <td>Álcool e outras drogas*</td>
      <td>Uso</td>
      <td>Violência física (agressão)</td>
      <td>Sim</td>
      <td>Sim</td>
      <td>Causa e Efeito</td>
    </tr>
    <tr>
      <td>Perfil da violência doméstica e familiar contra a mulher em um
      município de Minas Gerais, Brasil</td>
      <td>Álcool e substâncias tóxicas *</td>
      <td>Estar sob o efeito</td>
      <td>Violência física e psicológica</td>
      <td>Sim</td>
      <td>Sim</td>
      <td>AD propicia Violência</td>
    </tr>
    <tr>
      <td>Mulheres em tratamento ambulatorial por abuso de álcool:
      características sócio-demográficas e clínicas</td>
      <td>Álcool</td>
      <td>Dependência do álcool</td>
      <td>Não descreve os tipos de agressão.</td>
      <td>Sim</td>
      <td>Sim</td>
      <td>Violência leva ao consumo de álcool</td>
    </tr>
    <tr>
      <td>Relação da violência intrafamiliar e o uso abusivo de álcool
      ou entorpecentes na cidade de Pelotas, RS</td>
      <td>Álcool e outras drogas*</td>
      <td>Uso</td>
      <td>Violência física (lesão corporal)</td>
      <td>Sim</td>
      <td>Sim</td>
      <td>AD propicia Violência</td>
    </tr>
    <tr>
      <td>Perfil socioeconômico e demográfico em uma comunidade
      vulnerável ao uso de drogas de abuso</td>
      <td>Álcool, tabaco e outras drogas*</td>
      <td>Uso</td>
      <td>Não descreve os tipos de violência</td>
      <td>Sim</td>
      <td>Não</td>
      <td>Não relaciona</td>
    </tr>
    <tr>
      <td>Exposição à violência entre adolescentes de uma comunidade de
      baixa renda no Nordeste do Brasil</td>
      <td>Álcool e outras drogas*</td>
      <td>Uso</td>
      <td>Não descreve os tipos de violência</td>
      <td>Sim</td>
      <td>Não</td>
      <td>Não relaciona</td>
    </tr>
    <tr>
      <td>Violência física por parceiro íntimo na gestação: prevalência
      e alguns fatores associados</td>
      <td>Álcool, tabaco e outras drogas*</td>
      <td>Uso</td>
      <td>Violência física</td>
      <td>Não</td>
      <td>Sim</td>
      <td>AD propicia Violência</td>
    </tr>
    <tr>
      <td>A importância da família no processo de prevenção da recaída
      no alcoolismo</td>
      <td>Álcool</td>
      <td>Dependência</td>
      <td>Não descreve os tipos de agressão</td>
      <td>Sim</td>
      <td>Sim</td>
      <td>Causa e Efeito</td>
    </tr>
    <tr>
      <td>Abuso de álcool e drogas e violência contra as mulheres:
      denúncias de vividos</td>
      <td>Álcool, <italic>crack</italic>e outras drogas*</td>
      <td>Uso</td>
      <td>Não descreve os tipos de violência</td>
      <td>Não</td>
      <td>Sim</td>
      <td>AD propicia Violência</td>
    </tr>
    <tr>
      <td>Violência conjugal: as controvérsias no relato dos parceiros
      íntimos em inquéritos policiais</td>
      <td>Álcool e outras drogas*</td>
      <td>Uso</td>
      <td>Não descreve os tipos de violência</td>
      <td>Não</td>
      <td>Sim</td>
      <td>AD propicia Violência</td>
    </tr>
    <tr>
      <td>Estudo sobre a violência sexual em Serviço de Atendimento à
      Mulher</td>
      <td>Álcool e outras drogas*</td>
      <td>Uso</td>
      <td>Violência sexual</td>
      <td>Sim</td>
      <td>Sim</td>
      <td>AD propicia Violência</td>
    </tr>
    <tr>
      <td><p>Prevalência e fatores associados à violência sofrida em
      mulheres encarceradas por tráfico de drogas no</p>
      <p>Estado de Pernambuco, Brasil: um estudo transversal</p></td>
      <td>Drogas*</td>
      <td>Uso</td>
      <td>Não descreve os tipos de violência</td>
      <td>Sim</td>
      <td>Sim</td>
      <td>Não relaciona</td>
    </tr>
    <tr>
      <td>Violência doméstica e abuso de álcool e drogas na
      adolescência</td>
      <td>Álcool e outras drogas*</td>
      <td>Uso e abuso</td>
      <td>Não descreve os tipos de violência</td>
      <td>Sim</td>
      <td>Não</td>
      <td>Causa e Efeito</td>
    </tr>
    <tr>
      <td>A violência contra a mulher em Montes Claros</td>
      <td>Álcool e outras drogas*</td>
      <td>Problemas com o álcool e drogas</td>
      <td>Violência física, psicológica e sexual</td>
      <td>Sim</td>
      <td>Sim</td>
      <td>AD propicia Violência</td>
    </tr>
    <tr>
      <td>Prevalência de violência física por parceiro íntimo em homens
      e mulheres de Florianópolis, SC, Brasil: estudo de base
      populacional</td>
      <td>Álcool</td>
      <td>Abuso</td>
      <td>Violência física</td>
      <td>Não</td>
      <td>Sim</td>
      <td>Causa e Efeito</td>
    </tr>
    <tr>
      <td>Notificações de violência sexual contra a mulher no
      Brasil</td>
      <td>Álcool</td>
      <td>Uso</td>
      <td>Violência sexual</td>
      <td>Sim</td>
      <td>Não</td>
      <td>AD propicia Violência</td>
    </tr>
    <tr>
      <td>A dinâmica das relações familiares de moradores de rua
      usuários de crack</td>
      <td><italic>Crack</italic></td>
      <td>Uso</td>
      <td>Não descreve os tipos de violência</td>
      <td>Sim</td>
      <td>Sim</td>
      <td>Violência leva ao consumo de AD</td>
    </tr>
    <tr>
      <td>Uso de drogas, saúde mental e problemas relacionados ao crime
      e à violência: estudo transversal</td>
      <td>Álcool e outras drogas*</td>
      <td>Uso</td>
      <td>Não descreve os tipos de violência</td>
      <td>Sim</td>
      <td>Não</td>
      <td>AD propicia Violência</td>
    </tr>
    <tr>
      <td>Violência perpetrada por parceiro íntimo à gestante: o
      ambiente à luz da teoria de Levine</td>
      <td>Álcool e outras drogas*</td>
      <td>Uso</td>
      <td>Violência física, patrimonial, moral, sexual e
      psicológica</td>
      <td>Não</td>
      <td>Sim</td>
      <td>AD propicia Violência</td>
    </tr>
    <tr>
      <td>Violência contra a mulher: agressores usuários de drogas
      ilícitas</td>
      <td>Álcool e outras drogas*</td>
      <td>Estar sob efeito</td>
      <td>Violência física, patrimonial, moral, sexual e
      psicológica</td>
      <td>Sim</td>
      <td>Sim</td>
      <td>AD propicia Violência</td>
    </tr>
    <tr>
      <td><p>Prevalência e fatores associados à violência entre
      parceiros íntimos após a revelação do diagnóstico de</p>
      <p>doenças sexualmente transmissíveis ao parceiro</p></td>
      <td>Álcool e outras drogas*</td>
      <td>Uso</td>
      <td>Violência física, sexual e psicológica</td>
      <td>Não</td>
      <td>Sim</td>
      <td>AD propicia Violência</td>
    </tr>
    <tr>
      <td>Violência contra idosos na família: motivações, sentimentos e
      necessidades do agressor</td>
      <td>Álcool e outras drogas*</td>
      <td>Uso</td>
      <td>Violência física e psicológica (agressão verbal e física)</td>
      <td>Não</td>
      <td>Sim</td>
      <td>AD propicia Violência</td>
    </tr>
    <tr>
      <td>Notificações de violência sexual contra a mulher no
      Brasil</td>
      <td>Álcool</td>
      <td>Uso</td>
      <td>Violência sexual</td>
      <td>Sim</td>
      <td>Não</td>
      <td>AD propicia Violência</td>
    </tr>
    <tr>
      <td>Violência física pelo parceiro íntimo e uso inadequado do
      pré-natal entre mulheres do Nordeste do Brasil</td>
      <td>Álcool, tabaco e drogas* ilícitas</td>
      <td>Uso e dependência (tabagismo)</td>
      <td>Violência física</td>
      <td>Não</td>
      <td>Sim</td>
      <td>Causa e Efeito</td>
    </tr>
    <tr>
      <td>Perdoar verdadeiramente ou agredir novamente: dilemas da
      violência familiar contra idosos</td>
      <td>Drogas*</td>
      <td>Uso</td>
      <td><p>Violência física e psicológica(verbal,</p>
      <p>gestual epostural)</p></td>
      <td>Sim</td>
      <td>Sim</td>
      <td>AD propicia Violência</td>
    </tr>
    <tr>
      <td>Dependência química e violência no universo feminino: revisão
      integrativa</td>
      <td>Álcool e outras drogas*</td>
      <td>Uso e dependência</td>
      <td>Violência física e psicológica</td>
      <td>Não</td>
      <td>Sim</td>
      <td>AD propicia Violência</td>
    </tr>
    <tr>
      <td>Mulheres em situação de violência que buscaram apoio no centro
      de referência GenyLehnen/RS</td>
      <td>Psicotrópicos</td>
      <td>Uso prescrito</td>
      <td>Violência física, psicológica, sexual, patrimonial e
      moral</td>
      <td>Sim</td>
      <td>Sim</td>
      <td>Violência leva à prescrição de psicotrópicos</td>
    </tr>
    <tr>
      <td>Gênero, violência e viver na rua: vivências de mulheres que
      fazem uso problemático de drogas</td>
      <td>Álcool e outras drogas*</td>
      <td>Uso, abuso e dependência</td>
      <td>Violência física, sexual, moral e de gênero</td>
      <td>Sim</td>
      <td>Sim</td>
      <td>Causa e Efeito</td>
    </tr>
    <tr>
      <td>Uso de drogas injetáveis entre mulheres na Região
      Metropolitana de Santos, São Paulo, Brasil</td>
      <td>Cocaína, <italic>crack</italic>, álcool e maconha</td>
      <td>Uso e dependência</td>
      <td>Violência física, psicológica, sexual, de gênero e
      negligência</td>
      <td>Sim</td>
      <td>Sim</td>
      <td>Causa e Efeito</td>
    </tr>
    <tr>
      <td>Associações entre a prática de bullying e variáveis
      individuais e de contexto na perspectiva dos agressores</td>
      <td>Álcool, tabaco e outras drogas*</td>
      <td>Uso regular</td>
      <td>Violência psicológica</td>
      <td>Sim</td>
      <td>Sim</td>
      <td>Causa e Efeito</td>
    </tr>
    <tr>
      <td>Violência sexual na adolescência, perfil da vítima e impactos
      sobre a saúde mental</td>
      <td>Álcool e outras drogas*</td>
      <td>Uso</td>
      <td>Violência sexual</td>
      <td>Sim</td>
      <td>Sim</td>
      <td>Causa e Efeito</td>
    </tr>
    <tr>
      <td>Perfil epidemiológico do atendimento por violência nos
      serviços públicos de urgência e emergência em capitais
      brasileiras, Viva 2014</td>
      <td>Álcool e outras drogas*</td>
      <td>Uso</td>
      <td>Violência física</td>
      <td>Sim</td>
      <td>Sim</td>
      <td>Causa e Efeito</td>
    </tr>
    <tr>
      <td>Violência doméstica, álcool e outros fatores associados: uma
      análise bibliométrica</td>
      <td>Álcool e outras drogas*</td>
      <td>Uso</td>
      <td>Violência física, sexual, moral, patrimonial, psicológica e
      negligência</td>
      <td>Não</td>
      <td>Sim</td>
      <td>Causa e Efeito</td>
    </tr>
    <tr>
      <td>Histórico de violência contra a mulher que vivencia o abuso de
      álcool e drogas</td>
      <td>Álcool, <italic>crack</italic>, cocaína e maconha</td>
      <td>Abuso e dependência</td>
      <td>Violência física, sexual e psicológica</td>
      <td>Sim</td>
      <td>Sim</td>
      <td>Causa e Efeito</td>
    </tr>
    <tr>
      <td>Perfil da violência sexual contra mulheres atendidas no
      serviço de apoio à mulher</td>
      <td>Álcool e outras drogas*</td>
      <td>Uso e estar sob efeito</td>
      <td>Violência sexual e psicológica</td>
      <td>Sim</td>
      <td>Sim</td>
      <td>Causa e Efeito</td>
    </tr>
    <tr>
      <td>Prevalência de violência por parceiro íntimo em idosos e
      fatores associados: revisão sistemática</td>
      <td>Álcool, tabaco e outras drogas*</td>
      <td>Uso</td>
      <td>Violência psicológica, física, sexual, econômica,
      negligência</td>
      <td>Não</td>
      <td>Sim</td>
      <td>AD propicia Violência</td>
    </tr>
    <tr>
      <td>Abuso sexual na infância e suas repercussões na vida
      adulta</td>
      <td>Álcool e outras drogas*</td>
      <td>Uso</td>
      <td>Violência sexual</td>
      <td>Sim</td>
      <td>Sim</td>
      <td>Causa e Efeito</td>
    </tr>
    <tr>
      <td>Violência contra a mulher em Vitória, Espírito Santo,
      Brasil</td>
      <td>Álcool, tabaco e outras drogas*</td>
      <td>Uso e ingestão (descreve a quantidade do álcool)</td>
      <td>Violência psicológica, física e sexual</td>
      <td>Não</td>
      <td>Sim</td>
      <td>Causa e Efeito</td>
    </tr>
    <tr>
      <td>Perfil clínico-epidemiológico de adolescentes e jovens vítimas
      de ferimento por arma de fogo</td>
      <td>Álcool, <italic>crack</italic>, cocaína, maconha, tabaco e
      outras drogas</td>
      <td>Uso e dependência</td>
      <td>Violência física</td>
      <td>Sim</td>
      <td>Não</td>
      <td>AD propicia Violência</td>
    </tr>
    <tr>
      <td>Vivências sexuais de mulheres jovens usuárias de crack</td>
      <td><italic>Crack</italic></td>
      <td>Dependência</td>
      <td>Violência sexual, negligência e abandono</td>
      <td>Sim</td>
      <td>Sim</td>
      <td>Não relaciona</td>
    </tr>
    <tr>
      <td>A influência do consumo de bebidas alcoólicas na ocorrência de
      violência por parceiro íntimo: revisão integrativa</td>
      <td>Álcool</td>
      <td>Uso</td>
      <td>Violência física, sexual, psicológica, moral e
      patrimonial</td>
      <td>Não</td>
      <td>Sim</td>
      <td>AD propicia Violência</td>
    </tr>
    <tr>
      <td>Usuários de <italic>crack</italic> em tratamento em
      Comunidades Terapêuticas: perfil e prevalência</td>
      <td>Álcool, <italic>crack</italic>, cocaína e tabaco</td>
      <td>Dependência</td>
      <td>Violência física, sexual e psicológica</td>
      <td>Sim</td>
      <td>Não</td>
      <td>Causa e Efeito</td>
    </tr>
  </tbody>
</table>
<p><bold>Notas:</bold> AD: álcool e outras drogas; *Não discrimina qual
droga foi utilizada, apenas descreve como outras drogas no geral, não
ocorrendo distinção entre cocaína, maconha, <italic>crack</italic>,
entre outras. ** Os termos “Causa” e “Efeito” foram utilizados de forma
mais didática, pois se sabe que este tipo de análise só é possível de
ser feita em estudos longitudinais, que não é o caso dos estudos aqui
incluídos.</p>
<p>Fonte: Elaborado pelo autor (fev. 2019).</p>
<p><bold>Consumo de álcool e de outras drogas e a violência contra o
idoso</bold></p>
<p>No Brasil, a violência contra o idoso se expressa das mais diversas
formas. São frequentes as denúncias de abusos, preconceitos, maus tratos
e negligências, além da violência física e sexual, somadas ao imaginário
social que considera o idoso como decadente (BRASIL, 2014).
Proporcionalmente ao aumento da expectativa de vida das pessoas (SILVA;
DIAS, 2016), cresce, também, a violência intrafamiliar contra os idosos,
gerando impacto importante na dimensão social e na saúde pública
mundial.</p>
<p>Nesse contexto, em 2003, foi sancionada a Lei Federal nº 1074,
conhecida como Estatuto do Idoso, sendo estabelecidos os direitos das
pessoas a partir de 60 anos, com previsão de punições aos que violarem
tais direitos. A lei assegura que os filhos maiores de 18 anos sejam
responsáveis pelo bem-estar e pela saúde de seus pais, proporcionando
aos idosos uma vida com qualidade, livre de agressões de qualquer
natureza, negligência e maus tratos (BRASIL, 2003).</p>
<p>No entanto, esta lei não foi suficiente para conter a violência
contra o idoso e três artigos encontrados nesta revisão relacionaram a
predominância da forma psicológica (verbal), agravada pelo uso do
álcool, fator mais frequente associado à violência intrafamiliar (SILVA;
DIAS, 2016; WITCZAK <italic>et al.</italic>, 2016; WARMLING; LINDNER;
COELHO,2017). Há um declínio da violência física e sexual com o
envelhecimento, mas uma permanência importante da violência psicológica.
Ademais, não se pode esquecer do abuso econômico como uma forma
prevalente entre os idosos (WARMLING; LINDNER; COELHO, 2017).</p>
<p>Ressalta-seque a maior parte dos agressores são filhos ou cônjuges
(WITCZAK <italic>et al.</italic>, 2016), corroborando com o estudo feito
por Brasil (2014), com maior risco se este familiar apresentar
dependência de AD (SILVA; DIAS, 2016). Minayo <italic>et
al.</italic>(2018) descrevem que em mais de 50% dos lares que têm idosos
e que os familiares são usuários de AD, esses idosos sofrem abuso físico
ou emocional. Witczak <italic>et al.</italic>(2016) debatem que, nesses
casos, o idoso encontra grande dificuldade de romper com o ciclo da
violência, pois se vê dividido entre alguém que ama e que o maltrata,
mas que, também, é uma fonte de ajuda.</p>
<p>Silva e Dias (2016) apontaram que o consumo de AD pelo idoso também
seria uma causa dos conflitos familiares e, consequentemente, da
violência. Em contrapartida, os autores debatem que esse consumo poderia
ser uma estratégia para enfrentar a violência, atuando como consequência
da violência.</p>
<p>O histórico de violência anterior também foi apontado nos estudos, ou
seja, conviver em um contexto violento pode propiciar a reprodução de
comportamentos agressivos contra os idosos, atuando como um ciclo de
violência: quem foi agredido se torna agressor (SILVA; DIAS, 2016;
MINAYO <italic>et al.</italic>, 2018).</p>
<p>Uma limitação importante dos estudos é o fato de os idosos apontados
serem independentes para as atividades da vida diária, fato que os
fizeram procurar ajuda espontaneamente. Tal observação nos leva a
questionar onde estariam os idosos dependentes de cuidado, aqueles
restritos ao domicílio por complicações clínicas, neurológicas ou até
mesmo da própria idade.</p>
<p><bold>Consumo de álcool e de outras drogas e a violência contra
crianças e adolescentes</bold></p>
<p>Estudos mostram que a violência se inicia muito cedo na vida de
algumas pessoas, podendo ser representada por ação ou omissão capaz de
provocar danos, lesões e transtornos no desenvolvimento integral.
Algumas crianças sentem-se abandonadas, sem importância, levando-as a
acreditarem que não têm valor, e a adotarem o pensamento de que os
conflitos podem ser resolvidos por meio da violência (BRASIL,2018).</p>
<p>A preocupação com os direitos das crianças e adolescentes é
introduzida legalmente em 1990, com a aprovação do Estatuto da Criança e
do Adolescente (ECA), que determina a proteção integral aos direitos dos
cidadãos em desenvolvimento, atribuindo ao Estado o dever de garantir a
promoção a este exercício, a fim de proporcionar direito à vida, saúde,
educação, alimentação, ao esporte, lazer, à cultura, dignidade, ao
respeito, à liberdade e, principalmente, ao convívio familiar e
comunitário (BRASIL, 1990).</p>
<p>Os artigos com este grupo populacional debatem que a violência
sofrida na infância e na adolescência acarreta maior chance de consumo
de substâncias psicoativas na vida adulta, além de destacarem que a
convivência com familiares adictos a AD aumenta não só o consumo dessas
substâncias como, também, a vulnerabilidade e a violência intrafamiliar
(SILVA; PADILHA, 2013; OLIVEIRA <italic>e tal.</italic>, 2016; FONTES;
CONCEIÇÃO; MACHADO, 2017). A convivência na família com o consumo de
álcool é internalizado e passa a fazer parte do cognitivo dessas
crianças e adolescentes, podendo atuar de forma positiva ou negativa na
formação do indivíduo, sendo um fator importante no surgimento do
alcoolismo (SILVA; PADILHA, 2013).</p>
<p>Outro ponto citado foi a associação do consumo de AD na adolescência
com maior probabilidade de se envolverem em atos violentos, tanto como
vítimas (COSTA <italic>e tal.</italic>, 2015; OLIVEIRA <italic>e
tal.</italic>, 2016), tanto como autores (MOREIRA <italic>e
tal.,</italic> 2013; SILVA; PADILHA, 2013; OLIVEIRA <italic>e
tal.</italic>, 2016). O álcool pode interferir na perda de limites,
precipitando o envolvimento com a violência, e funcionar como porta de
entrada para outras drogas psicoativas. O adolescente é mais
fragilizado, exposto e vulnerável ao uso dessas substâncias, além de ser
mais influenciável pelos pares, estando mais suscetível a comportamentos
impulsivos e de risco (BRASIL, 2018).</p>
<p>A experiência da violência intrafamiliar também foi citada como
encorajadora de situações de violência psicológica
(<italic>bullying</italic>) entre escolares, agravada pelo consumo de
álcool pelos adolescentes (SILVA; PADILHA, 2013; OLIVEIRA <italic>e
tal.</italic>, 2016; FONTES; CONCEIÇÃO; MACHADO, 2017). A família é o
primeiro espaço de socialização do indivíduo, e a escola é outro
importante espaço, devendo, portanto, fomentar discussões sobre
violência, drogas, direitos e deveres de cada esfera governamental, de
forma a garantir assistência adequada ao pleno desenvolvimento desses
indivíduos.</p>
<p>Segundo a Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE), em 2015,
55,5% dos estudantes adolescentes já haviam consumido bebidas alcoólicas
e 17% já haviam experimentado drogas ilícitas. Quanto aos que consumiam
na época da pesquisa, 7,4% indicaram consumo de álcool e 4,2% o uso de
drogas ilícitas. A pesquisa descreveu, ainda, que 7,4% já haviam sofrido
violência psicológica (<italic>bullying</italic>) e outros 19,8% já
haviam praticado este tipo de violência (BRASIL, 2016a).</p>
<p>Os artigos com dados da PeNSE incluídos nesta revisão apontaram que o
<italic>bullying</italic> amplifica o consumo de AD, sendo tais
substâncias fatores importantes na adoção de comportamentos de risco.
Segundo os autores, as vítimas apresentaram mais chances de se
envolverem com álcool e drogas; e o abuso sexual teve relação com o
consumo de AD (OLIVEIRA <italic>et al.</italic>, 2016; FONTES;
CONCEIÇÃO; MACHADO, 2017).</p>
<p><bold>Consumo de álcool e de outras drogas e a violência por parceiro
íntimo e a violência contra as mulheres</bold></p>
<p>A violência por parceiro íntimo é descrita como toda ou qualquer ação
ou omissão direcionada a uma pessoa com a qual se tem uma relação íntima
capaz de causar dano de ordem física, psicológica ou sexual (ARAÚJO
<italic>et al.</italic>, 2018). Quase sempre representa uma relação
desproporcional para a questão de gênero, sendo a mulher a maior vítima,
tanto pela questão cultural atribuída, pela história de dominação e
poder, quanto pela questão física de força (SILVA; COELHO; NJAINE, 2014;
LINDNER<italic>etal.</italic>, 2015; ARAÚJO <italic>et al.</italic>,
2018).</p>
<p>Segundo Reichenheim <italic>et al.</italic>(2011), nos conflitos que
emergem no cotidiano dos casais, houve uma prevalência da violência
psicológica (78,3%), seguida do abuso físico menor (21,5%) e dos abusos
físicos graves (12,9%). Tais achados também foram descritos por Andrade
<italic>et al.</italic>(2016), os quais apontaram ocorrência de 98,4% de
violência psicológica, seguida de 25,4% de violência física.</p>
<p>Os artigos que tratam dessa temática foram unânimes em enfatizar o
papel do álcool como principal fator relacionado à violência por
parceiro íntimo (SILVA; COELHO; NJAINE, 2014; ANDRADE <italic>et
al.</italic>, 2016; ARAÚJO <italic>et al.</italic>, 2018), e, também,
como agravante das lesões (LINDNER<italic>etal.</italic>, 2015; ANDRADE
<italic>et al.</italic>, 2016). O estudo de Araújo <italic>et
al.</italic> (2018) caracterizou o consumo alcoólico pelo agressor em
40% dos episódios violentos; 35% no estudo de Andrade <italic>et
al</italic>. (2016); e 18,5% na pesquisa de Lindner <italic>et
al.</italic> (2015).</p>
<p>Apenas um estudo estabeleceu a relação da violência com o consumo de
drogas, descrevendo que 20% dos agressores se consideraram usuários
(ANDRADE <italic>et al.</italic>, 2016). Outro resultado apontado pelos
estudos é que os homens estudados responsabilizavam a mulher, atribuindo
o ciúme como principal motivo. Em contrapartida, as mulheres atribuíam o
consumo de AD como causa da violência, seguido do término da relação
(SILVA; COELHO; NJAINE, 2014; LINDNER<italic>etal.</italic>, 2015). O
consumo de álcool pela vítima apareceu em um dos artigos, sendo
consequência da violência, atuando como alívio da dor e do sofrimento.
Por outro lado, esse consumo foi considerado como um fator que aumenta a
chance de sofrer violência, pois pode gerar um desequilíbrio emocional
nos cônjuges, com potencial de agravar os conflitos familiares
(LINDNER<italic>etal.</italic>, 2015).</p>
<p>No Brasil, em 2006, foi sancionada a Lei Maria da Penha (Lei nº
11.340/2006), que constitui uma importante conquista e um recurso
fundamental para o enfrentamento da violência contra a mulher (BRASIL,
2006b).</p>
<p>Estimativas globais indicam que uma em cada três mulheres (35%) já
sofreu algum tipo de violência por parceiro íntimo ou por terceiros
durante a vida. Ainda, 38% dos assassinatos de mulheres são cometidos
por um parceiro masculino (OPAS, 2017). No Brasil, segundo dados do
relatório global de 2019 da organização não governamental internacional
<italic>Humans Rights Watch</italic>(HRW) [Observatório dos Direitos
Humanos, em tradução livre], em 2016, 4.645 mulheres foram assassinadas,
o que representa uma taxa de 4,5 homicídios para cada 100 mil
brasileiras, caracterizando uma epidemia de violência doméstica no país
(HRW, 2019). Quando se desagrega a população feminina pela variável
raça/cor, a taxa de homicídios (por 100 mil) é maior entre as mulheres
negras (5,3) do que entre as não negras (3,1). De 2006 a 2016, a taxa de
homicídios para negras aumentou 15,4%, enquanto que entre as não negras
houve queda de 8%. Tem-se, ainda, que as mulheres jovens são mais
vitimadas do que as mais velhas (IPEA; FBSP, 2018).</p>
<p>A violência contra a mulher atinge todos os grupos femininos,
independente de raça, cor, renda ou crença (SOUSA; NOGUEIRA; GRADIM,
2013); e, frequentemente, ocorre nos próprios domicílios (ROMAGNOLI,
2015; MOREIRA <italic>et al.,</italic> 2015; BRASIL, 2015). Em relação
ao agressor, o estudo feito por Silva <italic>et al.</italic> (2014)
mostrou que o companheiro atual ou o ex foi responsável por 62,8% dos
atos violentos. Já no estudo de Oliveira e Leal (2016), a proporção foi
de 85%. Esses dados reforçam aqueles encontrados pela pesquisa conduzida
pelo Senado Federal, em 2015, a qual encontrou proporção igual a 73%
(BRASIL, 2015).</p>
<p>Por envolver questões afetivas, emocionais e financeiras importantes,
verifica-se uma tendência de baixa notificação e providências, devido ao
fato de a vítima se culpar pela violência sofrida, por esperar que o
comportamento violento cesse, ou, ainda, por temer pela sua integridade
física ou a de seus filhos, o que dificulta o rompimento da relação
abusiva (SOUZA e SOUZA <italic>et al</italic>.,2015; SOUZA e SOUZA
<italic>et al</italic>.,2016; SOUZA e SOUZA <italic>et
al</italic>.,2017).</p>
<p>De acordo com os dados do Sistema de Informação de Agravos de
Notificação (Sinan), em 2016, no âmbito dos serviços de saúde
brasileiros, o registro de violência física foi predominante (55,5%),
seguido de violência psicológica (27,9%) e violência sexual (14,8%). No
mesmo ano, o consolidado de registros de ocorrências policiais – Sistema
Nacional de Informações de Segurança Pública, Prisional e sobre drogas
do Ministério da Justiça –mostrou 63,6% de registros de ameaça, 33,1% de
lesões corporais intencionais e 3,2% de estupros, podendo considerar
como violência psicológica, física e sexual, respectivamente. Tais dados
apontam uma importante diferença quanto ao local de registro do fato
violento, mostrando que nenhum indicador sozinho é capaz de demonstrar o
real panorama da violência contra a mulher no Brasil, sendo cada um
deles capaz de demonstrar a violência em situações e momentos distintos
(BRASIL, 2016b).</p>
<p>Destaca-se que quatro estudos se referiram à mulher no período
gestacional, sendo que dois deles relacionaram o consumo de AD como
principal fator de associação à violência, com consequência sobre a
assistência pré-natal, pois as mulheres apresentaram baixa adesão às
consultas, fato que impõe risco às gestantes e aos bebês (VIELLAS
<italic>et al</italic>., 2013; CARNEIRO <italic>et al.</italic>, 2016).
O artigo de Teixeira <italic>et al.</italic> (2015) apontou que cerca de
66,6% das gestantes que sofreram agressão já haviam sofrido violência na
infância e presenciaram suas mães apanharem dos companheiros
alcoolizados.</p>
<p>Cinco estudos apontaram as mulheres enquanto usuárias de AD, sendo
que todos reportaram a violência como disparador do consumo de álcool e
de outras drogas, além do uso aumentar as chances de se envolverem em
atos violentos, tanto como vítimas e/ou como autoras (ESPER <italic>et
al.</italic>, 2013; SOUZA <italic>et al.</italic>, 2016; HAIEK
<italic>et al</italic>., 2016; AGUIAR; MENEZES, 2017; LUCCHESE
<italic>et al.</italic>, 2017). Outro ponto descrito nos artigos é que
as usuárias de AD, por vezes, sujeitam-se à prostituição e violência
para adquirir a droga (SOUZA <italic>et al.</italic>, 2016; HAIEK
<italic>et al</italic>., 2016; AGUIAR; MENEZES, 2017), envolvendo-se em
situações de conflito por disputa das substâncias. Assim, o consumo de
AD pode estar relacionado como causa de violência em relação à vítima,
demonstrando as prevalências de uso de AD pela vítima em 23,9%
(ALBUQUERQUE; SILVA, 2017); 21,4% (AGUIAR; SILVA; MONTE, 2014); 23,6%
(LEITE <italic>et al.</italic>, 2017).</p>
<p>Diante disso, sugere-se a relação entre o uso de AD como um
importante fator para a violência contra a mulher, conforme aponta
Brasil (2016b). Destaca-se que entre os estudos aqui analisados, Esper
<italic>et al.</italic>(2013) apontaram que 25,7% dos agressores estavam
sob efeito de álcool; Romagnoli (2015) indicou que 73,6% dos agressores
tinham problemas com álcool; Aguiar, Silva e Monte (2014) encontraram
que 53,17% dos autores de crimes sexuais haviam usado AD; Moreira
<italic>et al.</italic> (2015) apontaram que 57,1% dos agressores
estavam com suspeita de uso de álcool; Silva <italic>et al.</italic>
(2015) constataram que 50,8% dos agressores estavam sob o efeito de
álcool e 46,1% sob efeito de outras drogas. Complementando os dados
citados, Viera <italic>et al.</italic> (2014) encontraram que em
abusadores de AD, a taxa de agressão é 6,5 vezes mais alta, sendo essa
informação um importante indício de que não se pode deixar de relacionar
o consumo de AD com a violência intrafamiliar.</p>
<p><bold>Consumo de álcool e de outras drogas e a violência entre os
demais membros da família</bold></p>
<p>No presente levantamento, oito estudos relacionaram a violência
intrafamiliar de forma global, não ressaltando nenhum grupo específico
(BES <italic>et al.</italic>, 2013; REIS; UCHIMURA; OLIVEIRA, 2013;
SOARES <italic>et al.</italic>, 2014; CARAVACA-MORERA; PADILHA, 2015;
CLARO <italic>et al.</italic>, 2015; SOUTO <italic>et al.</italic>,
2017; MARTINS; NASCIMENTO, 2017; MADALENA; SARTES, 2018). Nestes
artigos, foram descritos que a família não é a única causa do consumo de
AD, mas um dos mais importantes fatores relacionados ao início e à
manutenção do vício (SILVA; COELHO; NJAINE, 2014). Outros fatores como
vulnerabilidade social, pobreza, falta de oportunidades na vida e de
imposição de regras, entre outros motivos, podem acarretar o consumo de
AD e, consequentemente, o aumento da violência intrafamiliar,
tornando-se um ciclo vicioso.</p>
<p>Alguns estudos descreveram a ocorrência de violências contra homens,
porém, não há discriminação específica na violência familiar, tratando-a
de forma geral (CLARO <italic>et al.</italic>, 2015; SOUTO <italic>et
al.</italic>, 2017; WARMLING; LINDNER; COELHO, 2017). Quando há
descrição de ocorrência no domicílio, a maior parte das vítimas são
mulheres e crianças (BES <italic>et al.</italic>, 2013; MARTINS;
NASCIMENTO, 2017).</p>
<p>Dois estudos realizados com dependentes de AD mostraram que as
vítimas procuraram tratamento do vício por causa da violência sofrida na
família (SOARES <italic>et al.</italic>, 2014; CARAVACA-MORERA; PADILHA,
2015). Outro estudo relatou a violência intrafamiliar como causa de
morar na rua e de ter iniciado o uso de AD, e ainda associou o uso de AD
ao exemplo dado pelos familiares como motivador da iniciação
(CARAVACA-MORERA; PADILHA, 2015). Por último, o estudo de Claro
<italic>et al.</italic> (2015) também relacionou o uso de AD com a
presença de transtornos psiquiátricos, mostrando maior consumo quando
diagnosticados com problemas mentais e, consequentemente, maior
interação com a violência.</p>
<p><bold>CONSIDERAÇÕES FINAIS</bold></p>
<p>A análise dos estudos aqui incluídos permitiu investigar a
interferência do consumo de AD na violência intrafamiliar, com seus
diversos membros (mulheres, crianças, adolescentes, idosos) e sob vários
aspectos, sugerindo que o álcool é a principal substância lícita mais
envolvida no fenômeno da violência intrafamiliar no Brasil, assim como
outras drogas ilícitas, mesmo que em menores proporções. Maior parte dos
artigos indicou o uso de AD como um dos principais fatores (propiciador,
influenciador, motivador, desencadeador) da violência. Em contrapartida,
também foi descrito que o consumo de AD pode ser consequência da
violência intrafamiliar, podendo atuar como um ciclo de consumo e
reação, sendo a violência uma propulsora do uso e vice-versa,
descrevendo o uso de álcool e de outras drogas como importante, mas não
unicausal para a violência na família.</p>
<p>Apesar de a busca ter sido ampla, utilizando diversos descritores e
estratégias, este estudo apresenta como limitação o fato de terem sido
avaliados apenas estudos publicados em português. Mesmo com a
possibilidade de a busca ter sido feita em outras bases, fazê-la apenas
na Biblioteca Virtual em Saúde foi devido ao fato de que nela reúnem-se
diversas bases brasileiras importantes, mantendo uma melhor logística do
estudo, sem deixar de acessar artigos importantes.</p>
<p>A partir das pesquisas analisadas, questiona-se que o local do estudo
tem grande importância no papel que o AD ocupa nos casos de violência.
Nos inquéritos realizados em estabelecimentos de segurança pública como
delegacias, Ministério Público ou justiça criminal, o consumo de AD
parece estabelecer maior lugar como causa da violência, visto que os
autores de atos criminosos utilizam o consumo de AD como justificativa
para a violência. Em contrapartida, os artigos desenvolvidos em
estabelecimentos de saúde, como Unidades de Saúde da Família, Hospitais,
Centros de Referência, entre outros, o consumo de AD está relacionado à
violência como causa multifatorial, podendo atuar tanto como causa como
consequência – ou ambas.</p>
<p>A maior parte dos estudos identificou a influência de outros fatores
de risco importantes no contexto do AD, tais como desigualdade de
gênero, escolaridade, condições socioeconômicas precárias, fraco apoio
familiar, rede de apoio ineficiente, permissividade em relação à
violência, história de violência na infância e isolamento social.</p>
<p>Outro ponto que merece destaque é a falta de padronização da
utilização dos termos relacionados ao padrão de uso do álcool e das
outras drogas, e a definição dos tipos de drogas analisados, fatos muito
importantes, pois é preciso analisar se as diferenças entre os padrões
(uso, abuso, ingestão, dependência, entre outros) e os tipos de drogas
(lícitas e ilícitas) influenciam mais ou menos na ocorrência da
violência na família. Ademais, isso dificulta a comparação entre os
estudos, sendo um fator limitante, tornando-se de extrema relevância
diferenciar os tipos e padrões de consumo das substâncias, pois nem toda
experimentação ou dependência terá relação com a violência.</p>
<p>Apesar de os estudos qualitativos serem de extrema importância nas
análises, principalmente nesta temática, já que as causas da violência
são múltiplas, observou-se maior parte de estudos quantitativos, mas de
cunho transversal. Assim, faz-se necessária a realização de estudos
longitudinais, na tentativa de avaliar o nexo causal entre o consumo de
álcool e de outras drogas e os atos violentos na família, devendo ser
abordado de maneira complexa, dinâmica e contextualizada, diferenciando
tipos de drogas e padrões de consumo.Além disso, sugere-se a realização
de mais estudos voltados aos idosos, por terem sido encontrados em menor
proporção, sendo ainda os que apresentaram menores discussões sobre o
papel do AD na violência. Apesar da maior parte dos estudos envolverem
mulheres como vítimas dos atos violentos estimulados pelo consumo de AD,
principalmente de seus parceiros íntimos, estimula-se a realização de
mais estudos com este foco, devido ao grande impacto nas estatísticas de
morbimortalidade feminina, apresentando-se como um desafio à abordagem
dos profissionais de saúde e dos demais seguimentos da sociedade.</p>
<p>Reconhecendo esses dois fenômenos como complexos, multicausais e
multifatoriais, com graves consequências econômicas, psicológicas e
sociais na população, torna-se essencial considerá-los nas políticas
públicas brasileiras, pois ocorrem simultaneamente e compartilham um
conjunto complexo de fatores de risco, requerendo ações intersetoriais
para seu enfrentamento.A abordagem a esses dois problemas deve ocorrer
em todos os pontos da rede de atenção à saúde, nos diversos níveis de
complexidade, buscando apoio e acompanhamento aos envolvidos em atos
violentos, estando ou não sob o efeito de drogas. Essas iniciativas
precisam estar apoiadas numa perspectiva de respeito à identidade e à
cidadania dos sujeitos, acompanhadas de diversas modificações na
sociedade, com maior incentivo à qualidade da educação, na melhoria das
condições de trabalho, cultura, renda, lazer, e de vida.</p>
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<p>BRASIL. <bold>Lei nº 11.340, de 7 de agosto de 2006</bold>. Cria
mecanismos para coibir a violência doméstica e familiar contra a mulher,
nos termos do § 8º do art. 226 da Constituição Federal, da Convenção
sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação contra as
Mulheres e da Convenção Interamericana para Prevenir, Punir e Erradicar
a Violência contra a Mulher; dispõe sobre a criação dos Juizados de
Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher; altera o Código de
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