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<p><bold>SONO, ESTRESSE, FADIGA E FUNCIONAMENTO EXECUTIVO DO</bold></p>
<p><bold>POLICIAL RODOVIÁRIO FEDERAL NO RIO GRANDE DO SUL</bold></p>
<p><bold>Ângela Maria de Freitas</bold></p>
<p>Doutorado em Ciências da Saúde- Neurociências PUCRS-2016. Mestrado em
Ciências da Saúde- Neurociências PUCRS 2009. Graduação em Psicologia
ULBRA. Graduação em Ciências Sociais UFRGS. Docente do Curso de
Psicologia UNICNEC. Assessoria em projetos de Saúde do Servidor SINPRF
desde 2009. Assessoria técnica SJS (1999-2003).</p>
<p><bold>País:</bold> Brasil <bold>Estado:</bold> Rio Grande do Sul
<bold>Cidade:</bold> Porto Alegre</p>
<p><bold>Email:</bold> freit2008@yahoo.com.br <bold>Orcid:</bold>
https://orcid.org/0000-0001-7340-184X</p>
<p><bold>Francelise de Freitas</bold></p>
<p>Mestre em Gerontologia Biomédica pela Escola de Medicina da PUCRS.
Especialista em Avaliação Psicológica. Psicóloga-PUCR. Autora de
capítulo do livro: Temas de Geriatria e Gerontologia para a Comunidade.
Cofundadora da Liga Acadêmica de Psicologia da Saúde do Hospital São
Lucas da PUCRS. integrante de projetos de pesquisa desenvolvidos no
Instituto do Cérebro do Rio Grande do Sul (INSCER)</p>
<p><bold>País:</bold> Brasil <bold>Estado:</bold> Rio Grande do Sul
<bold>Cidade:</bold> Porto Alegre</p>
<p><bold>Email:</bold> freitasfrancelise@gmail.com <bold>Orcid:</bold>
https://orcid.org/000-0003-0782-4558</p>
<p><bold>Maicon Nachtigall</bold></p>
<p>Graduação em Física - UFRGS; MBA em Psicologia Positiva; Policial
Rodoviário Federal; Presidente do Sindicato dos Policiais Rodoviários
Federais no Rio Grande do Sul; Palestrante.</p>
<p><bold>País:</bold> Brasil <bold>Estado:</bold> Rio Grande do Sul
<bold>Cidade:</bold> Pelotas</p>
<p><bold>Email:</bold> redemaicon@gmail.com <bold>Orcid:</bold>
https://orcid.org/0000-0001-9556-6127</p>
<p><bold>Joséli do Nascimento Pinto</bold></p>
<p>Policial Militar; Enfermeira; Docente Universitária; Doutoranda.</p>
<p><bold>País:</bold> Brasil <bold>Estado:</bold> Rio Grande do Sul
<bold>Cidade:</bold> Porto Alegre</p>
<p><bold>Email:</bold> joselinascimento@hotmail.com <bold>Orcid:</bold>
https://orcid.org/0000-0002-3594-7443</p>
<p><bold>Gilberto Sant'Anna da Silva</bold></p>
<p>Psicólogo, com especialização em Administração em Recursos Humanos, e
Policial Rodoviário Federal.</p>
<p><bold>País:</bold> Brasil <bold>Estado:</bold> Rio Grande do Sul
<bold>Cidade:</bold> Garibaldi</p>
<p><bold>Email:</bold> glbrtsantanna@gmail.com
<bold>Orcid:</bold>https://orcid.org/0000-0002-9795-3291</p>
<p><bold>Deolindo Paulo Carniel</bold></p>
<p>Policial Rodoviário Federal DPRF- lotação: 9ª SRPRF/RS. Mestrando em
Gerontologia Biomédica na PUC/RS. Pós-Graduação em Segurança Pública e
Justiça Criminal-PUCRS (2010). Pós-Graduação Direitos Humanos, Cidadania
e Sustentabilidade na PUC/RS (2022) ; Graduação em Administração;
Diretor de Saúde- SINPRF/RS. Presidente da Federação Nacional dos
Policiais Rodoviários Federais FenaPRF, (2017/2020)</p>
<p><bold>País:</bold> Brasil <bold>Estado:</bold> Rio Grande do Sul
<bold>Cidade:</bold> Porto Alegre</p>
<p><bold>Email:</bold> carniel@sinprfrs.org.br <bold>Orcid:</bold>
https://orcid.org/0000-0002-9783-7645</p>
<p><bold>Eduardo Leal-Conceição</bold></p>
<p>Psicólogo, graduado pela Pontifícia Universidade Católica do Rio
Grande do Sul (PUCRS), Neuropsicólogo pelo Conselho Federal de
Psicologia (CFP) e Especialista em Terapia Cognitivo-comportamental pelo
Child Behavior Institute (CBI) of Miami. Doutor Mestre em Medicina:
Ciências Médicas, com enfoque em Neurologia, pela Universidade Federal
do Rio Grande do Sul (UFRGS). Psicólogo e Neuropsicólogo no Hospital São
Lucas da PUCRS; Pesquisador no Instituto do Cérebro do Rio Grande do Sul
(InsCer).</p>
<p><bold>País:</bold> Brasil <bold>Estado:</bold> Rio Grande do Sul
<bold>Cidade:</bold> Porto Alegre</p>
<p><bold>Email:</bold> co.eduardoleal@gmail.com <bold>Orcid:</bold>
https://orcid.org/0000-0001-9789-698X</p>
<p><bold>Mirna Wetters Portuguez</bold></p>
<p>Doutora em neurociência pela Universidade Federal de São Paulo,
Professora da Escola de Medicina da Pucrs, Pesquisadora do Instituto do
Cérebro/Pucrs.</p>
<p><bold>País:</bold> Brasil <bold>Estado:</bold> Rio Grande do Sul
<bold>Cidade:</bold> Porto Alegre</p>
<p><bold>Email:</bold>
<ext-link ext-link-type="uri" xlink:href="mailto:mirna@pucrs.br"><underline>mirna@pucrs.br</underline></ext-link>
<bold>Orcid:</bold> https://orcid.org/0000-0003-4068-6249</p>
<p><bold>Adriana Machado Vasques</bold></p>
<p>Dra. em Gerontologia Biomédica, mestre em Neurociências, especialista
em Neuropsicologia. Psicóloga. Professora na Graduação e na
Especialização em Neuropsicologia e Psicologia Hospitalar.</p>
<p><bold>País:</bold> Brasil <bold>Estado:</bold> Rio Grande do Sul
<bold>Cidade:</bold> Porto Alegre</p>
<p><bold>Email:</bold> adrivasques@hotmail.com <bold>Orcid:</bold>
https://orcid.org/0000-0002-9066-0031</p>
<p><bold>José Rossy E Vasconcelos Júnior</bold></p>
<p>Médico Psiquiatra (2019), Mestre em Ciências da Saúde (2004),
graduado em Medicina (2015) e em Ciências Farmacêuticas (2001) pela
Universidade de Brasília - UnB. Polícia Rodoviária Federal - PRF (desde
2005) e Instrutor da Universidade da PRF.</p>
<p><bold>País:</bold> Brasil <bold>Estado:</bold> Distrito Federal
<bold>Cidade:</bold> Brasília</p>
<p><bold>Email:</bold> jose.rossy.junior@gmail.com <bold>Orcid:</bold>
https://orcid.org/0000-0001-8621-6002</p>
<p><bold>Contribuições dos autores:</bold></p>
<p><bold>Ângela Maria de Freitas -</bold> Integrou a equipe de
coordenação do estudo. Organização do projeto e coordenação do processo
avaliativo.</p>
<p><bold>Francelise de Freitas -</bold> Avaliação neuropsicológica dos
policiais participantes, dados de avaliação do artigo na métrica e
organização dos dados estatísticos.</p>
<p><bold>Maicon Nachtigall -</bold> Proponente da pesquisa a qual gerou
este artigo, buscando relações institucionais entre PRF e PUC/RS.
Organizador responsável dos agendamentos e participação dos PRFs no
estudo.</p>
<p><bold>Joséli do Nascimento Pinto</bold> - contribuiu substancialmente
na concepção e no planejamento do estudo; na obtenção, na análise e
interpretação dos dados; assim como na redação e na revisão crítica e
aprovação final da versão publicada.</p>
<p><bold>Gilberto Sant'Anna da Silva</bold> - integrou a equipe de
coordenação do estudo junto à PRF.</p>
<p><bold>Deolindo Paulo Carniel -</bold> Articulação e acompanhamento
junto a PRF sobre a amostra pesquisa; Definição das entrevistas e
acompanhamento da aplicação dos questionários com os pesquisadores,
Construção do referencial teórico, análise dos dados, coordenação das
devolutivas juntos ao PRFs.</p>
<p><bold>Eduardo Leal-Conceição -</bold> Contribuiu com a metodologia e
coleta de dados para a investigação, bem como auxílio na redação do
artigo.</p>
<p><bold>Mirna Wetters Portuguez:</bold> Co-orientaçao da pesquisa,
participação na análise dos dados e escrita da pesquisa.</p>
<p><bold>Adriana Machado Vasques -</bold> Colaborou na coleta de dados,
aplicando e fazendo o levantamento dos instrumentos e na devolutiva aos
participantes. Colaborou na construção do artigo.</p>
<p><bold>RESUMO</bold></p>
<p>O Brasil está entre os 10 países com maior número de óbitos por
acidentes de trânsito. Esse problema diz respeito ao cenário em que
atuam os Policiais Rodoviários Federais (PRFs), os quais realizam
patrulhamento ostensivo visando à segurança e à preservação da vida. Com
o objetivo de atualizar diretrizes institucionais de intervenção em
saúde para esses profissionais, passamos a investigar qualidade do sono,
estresse, fadiga e funcionamento executivo, utilizando como delineamento
um estudo observacional do tipo transversal com abordagem descritiva
analítica. Identificamos prevalência de profissionais com
comprometimento na qualidade do sono, e presença de fadiga crônica e de
vulnerabilidade ao estresse no trabalho, no item infraestrutura e rotina
(teste EVENT). Esse fator está relacionado a questões como dobrar
jornada de trabalho, problemas de saúde e acidentes de trabalho.</p>
<p><bold>Palavras-chave</bold>: Sono. Estresse. Fadiga. Policial
Rodoviário Federal.</p>
<p><bold>SLEEP, STRESS, FATIGUE AND EXECUTIVE FUNCTIONING OF</bold></p>
<p><bold>FEDERAL HIGHWAY POLICE IN RIO GRANDE DO SUL</bold></p>
<p><bold>ABSTRACT</bold></p>
<p>Brazil is among the top 10 countries with the highest number of
deaths from road traffic accidents. Within this scenario are the Federal
Highway Police (FHP), who carry out overt patrols, seeking to ensure
public safety and preservation of life. A cross-sectional observational
study with an analytical descriptive approach was conducted,
investigating the sleep quality, stress, fatigue, and executive
functioning of these professionals, aimed at updating the institutional
health intervention guidelines. We identified a prevalence of
individuals with impaired sleep quality, and the presence of chronic
fatigue and vulnerability to work stress, in infrastructure and routine
(EVENT test). This factor relates to issues such as of working double
shifts, health problems and accidents at work.</p>
<p><bold>Keywords</bold>: Sleep. Stress. Fatigue. Federal Highway
Police.</p>
<p><bold>Data de Recebimento:</bold> 12/04/2021 – <bold>Data de
Aprovação:</bold> 18/04/2022</p>
<p><bold>DOI:</bold> 10.31060/rbsp.2023.v17.n1.1479</p>
<p><bold>INTRODUÇÃO</bold></p>
<disp-quote>
  <p>O Brasil está entre os 10 países que apresentam os mais elevados
  números de óbitos por acidentes de trânsito, responsáveis também por
  sequelas físicas e psicológicas, principalmente entre a população
  jovem e em idade produtiva. A cada 15 minutos, uma pessoa morre em um
  acidente de trânsito no Brasil. Somente no ano de 2019, mais de 40 mil
  pessoas morreram em estradas brasileiras (SEGURADORA LÍDER-DPVAT,
  2019).</p>
  <p>Nas rodovias federais brasileiras, o Policial Rodoviário Federal
  (PRF) realiza o patrulhamento ostensivo, o policiamento, o combate ao
  crime, a fiscalização viária para a preservação da ordem e da
  segurança das pessoas e, fundamentalmente, a preservação da vida.</p>
  <p>Para esse contexto institucional, a PRF organiza suas ações de
  saúde baseadas na Instrução Normativa N<sup>o</sup>
  068/2016<italic>,</italic> a qual estabelece princípios e diretrizes
  para a implementação de políticas de atenção à saúde do servidor no
  âmbito da Polícia Rodoviária Federal, e desse modo cria o Programa de
  Saúde do Servidor (PROSSERV).</p>
  <p><bold>Art. 5º O Programa de Saúde do Servidor observará as
  seguintes diretrizes:</bold></p>
  <p><bold>I Multideterminação da saúde</bold>: a saúde é compreendida
  como fenômeno decorrente de diversos fatores de natureza biológica,
  psicológica e social; portanto, proveniente da relação do indivíduo
  com grupos, destacando-se as relações no trabalho;</p>
  <p><bold>II Abordagem biopsicossocial</bold>: as equipes
  multiprofissionais devem pautar sua atuação na perspectiva
  biopsicossocial dos indivíduos, por meio de ações interdisciplinares
  que favoreçam relações entre diferentes conhecimentos, considerando os
  múltiplos fatores que influenciam a condição de saúde dos servidores
  em suas relações com o trabalho;</p>
  <p><bold>III Interdisciplinaridade</bold>: a abordagem
  multiprofissional sobre as ações e programas de promoção da saúde deve
  contemplar os conhecimentos técnicos a partir de visão
  interdisciplinar, observada a relação entre as diferentes áreas do
  conhecimento e, fundamentalmente, considerado o conhecimento dos
  servidores para o desenvolvimento das ações e dos programas. (BRASIL,
  2016).</p>
</disp-quote>
<p>Em 2016, no programa <italic>Patrulha da Saúde</italic>, da
Superintendência Regional da PRF/RS, no que diz respeito à qualidade do
sono, foi identificada em 66% dos participantes qualidade do sono
regular, e em 10% de PRFs, qualidade do sono ruim. Além disso, 45%
desses profissionais apresentaram episódios de Sonolência Diurna
Excessiva (SDE) e 48% declararam ter sono parcialmente reparador.</p>
<p>A partir desses dados de 2016, este estudo foi estruturado com o
objetivo de investigar qualidade do sono, estresse, fadiga e
funcionamento executivo em PRFs. A relevância deste estudo está em
atualizar diretrizes institucionais voltadas à garantia de melhores
condições de trabalho e de intervenções em saúde.</p>
<p><bold>ESTRESSE</bold></p>
<p>Em relação ao estresse, Costa <italic>et al.</italic> (2007)
verificaram que os policiais que não tiveram à sua disposição
estratégias para lidar com eventos estressores ficaram sujeitos à
debilitação do organismo e ao surgimento de doenças que comprometem sua
saúde devido à baixa capacidade de respostas do sistema imunológico.</p>
<p>A profissão de policial é de alta periculosidade. Seu exercício é
estressante por exigir exposição contínua a riscos e hostilidades.
Sabe-se que, em situação de ameaça, o corpo reage com respostas
automáticas de “luta” ou “fuga”, sendo respostas comportamentais e
fisiológicas ao estresse e aos sentimentos de medo no processamento
cognitivo. A primeira resposta ocorre dentro das estruturas subcorticais
do sistema límbico do cérebro, e a segunda envolve o processamento
cognitivo cortical, causando sentimentos conscientes, como o próprio
medo (BALDWIN <italic>et al.</italic>, 2019; VIOLANTI <italic>et
al.,</italic> 2017).</p>
<p>O estímulo desse sistema de estresse ocasiona um aumento de força,
resistência e atenção para melhorar as chances de sobrevivência em curto
prazo. Porém, a longo prazo – e vale assinalar que a profissão em
questão pode ser exercida ao longo de décadas – e sob condições de
estresse extremo, esse estímulo pode vir a ser crônico, sendo
prejudicial à saúde do servidor, assim como a seu desempenho geral,
resultando em aumento de erros e declínio na execução de tarefas
(FENICI; BRISINDA; SORBO, 2011).</p>
<p>Muitos acreditam que a violência enfrentada cotidianamente pelos
policiais seja um dos estressores mais agravantes no trabalho policial.
Porém, fontes mais significativas de estresse, como as organizacionais,
as preocupações sobre falha de equipamentos e as exigências da tarefa
não podem ser desconsideradas (COLETA; COLETA, 2008).</p>
<p><bold>SONO</bold></p>
<p>Outro fator em análise neste artigo é o sono, fundamental para o
equilíbrio das funções metabólicas, cognitivas e hormonais. Em muitos
casos, o sono passa por alterações significativas em indivíduos que
trabalham com policiamento ostensivo ou em eventos de alto risco.</p>
<p>As consequências das alterações no padrão de sono são diversas:
reduções na eficiência do processamento cognitivo, do tempo de reação e
do desempenho atencional; prejuízo de memória; aumento da
irritabilidade; alterações metabólicas; cansaço e visão turva (BONNET;
ARAND, 2003). Como coadjuvante dos problemas de sono, identificou-se,
tanto na literatura quanto nos estudos diretos com os policiais, a
presença da Sonolência Diurna Excessiva (SDE), caracterizada pela
incapacidade de se manter acordado e alerta durante os principais
períodos de vigília do dia, resultando em sonolência e lapsos de sono
não intencionais (<sc>STORES,</sc> 2007).</p>
<p>O impacto da SDE no trabalhador adulto se manifesta através da
diminuição de produtividade, do aumento de absenteísmo, de maiores
índices de acidentes e de uma alta probabilidade de incapacitação
ocasionada por doença relacionada à SDE (BERTOLAZI <italic>et
al</italic>., 2009).</p>
<p><bold>FUNÇÕES EXECUTIVAS</bold></p>
<p> Funções executivas envolvem intenção, seleção, controle de impulsos,
planejamento estratégico e memória. É o que permite ao indivíduo
direcionar comportamentos a metas, avaliar a eficiência e a adequação
desses comportamentos, abandonar estratégias ineficazes em prol de
outras mais eficientes e, desse modo, resolver problemas imediatos
(FUSTER, 2002).</p>
<disp-quote>
  <p>Diante de um estresse crônico ou extremo, há um declínio das
  funções executivas, envolvendo funções cognitivas como atenção,
  percepção e tomada de decisão. A redução da atenção acarreta uma maior
  dificuldade de foco, podendo desencadear uma “cegueira atencional”.
  Também associadas a esse tipo de estresse crônico encontram-se
  dificuldades na tomada de decisão, impulsividade, desorganização e
  ineficiência. Em muitas situações, os policiais encontram-se em um
  estado de inflexibilidade psicológica diante da vasta escala de
  dificuldades e desafiadoras demandas no trabalho (VIOLANTI <italic>et
  al.</italic>, 2017).</p>
</disp-quote>
<p><bold>FADIGA</bold></p>
<p>Entende-se por fadiga um estado que supera o cansaço físico ou
mental. Nessa condição, além da capacidade física, a cognitiva é
reduzida por tempo indeterminado.</p>
<p>Ações diárias comuns podem parecer um “sacrifício” ou impossíveis de
serem realizadas devido à sensação de debilidade e dificuldade de
concentração. Normalmente, a fadiga mental está associada a aspectos
emocionais, geralmente ligados à pressão psicológica resultante de
alguma circunstância ou situação (OGEIL <italic>et al.</italic>, 2018).
Entre os principais sintomas relacionados à fadiga estão: dificuldade de
concentração, insônia, falta de apetite, desmotivação, irritabilidade,
sensação de cansaço e esgotamento.</p>
<p><bold>MATERIAIS E MÉTODOS</bold></p>
<p><bold>Tipo de pesquisa</bold></p>
<p>Esta pesquisa empregou o método observacional do tipo transversal com
abordagem descritiva analítica. Os estudos transversais são utilizados
para caracterização de determinados eventos, pois ajudam a identificar a
associação entre o perfil da amostra e os fatores de interesse, como, em
questão: sono, estresse, fadiga e funções executivas.</p>
<p><bold>Local de estudo</bold></p>
<p>A coleta de dados ocorreu em quatro delegacias regionais da Polícia
Rodoviária Federal no estado do Rio Grande do Sul. Os critérios
utilizados foram:</p>
<p>- Delegacias <italic>com maior e menor</italic> intensidade de
movimento, visando a contemplar profissionais com características mais
heterogêneas possíveis;</p>
<p>- Disponibilidade do local para receber pesquisadores, com salas e
espaço apropriado para aplicação dos instrumentos de pesquisa.</p>
<p><bold>Tabela 1: Distribuição absoluta: locais, data e número de
participantes</bold></p>
<table-wrap>
  <table>
    <colgroup>
      <col width="47%" />
      <col width="30%" />
      <col width="23%" />
    </colgroup>
    <tbody>
      <tr>
        <td><bold>Local</bold></td>
        <td><bold>Data</bold></td>
        <td><bold>N<sup>o</sup> PRFs</bold></td>
      </tr>
      <tr>
        <td><bold>2<sup>ª</sup> Delegacia</bold></td>
        <td>Abril 2019</td>
        <td>24</td>
      </tr>
      <tr>
        <td><bold>8<sup>ª</sup> Delegacia</bold></td>
        <td>Abril 2019</td>
        <td>54</td>
      </tr>
      <tr>
        <td><bold>SEDE PRF</bold></td>
        <td>Abril 2019</td>
        <td>22</td>
      </tr>
      <tr>
        <td><bold>1<sup>ª</sup> Delegacia</bold></td>
        <td>Maio 2019</td>
        <td>16</td>
      </tr>
      <tr>
        <td><bold>3<sup>ª</sup> Delegacia</bold></td>
        <td>Maio 2019</td>
        <td>9</td>
      </tr>
      <tr>
        <td colspan="2"><bold>Total:</bold></td>
        <td><bold>125*</bold></td>
      </tr>
    </tbody>
  </table>
</table-wrap>
<p>*Número total da amostra representa 17% da polução total de PRFs no
RS</p>
<p>Fonte: Elaborada pelos autores (2022).</p>
<p><bold>População estudada e procedimento de coleta de dados</bold></p>
<p>No estado do Rio Grande do Sul, o número de Policiais Rodoviários
Federais é de aproximadamente 720 profissionais, distribuídos entre a
sede da Superintendência e as 13 delegacias regionais. O número total de
participantes neste estudo é de 125 PRFs. A amostra foi não
probabilística do tipo censo. Nas delegacias selecionadas, todos os
policiais foram convidados a participarem da pesquisa voluntariamente.
Nos postos e nas delegacias selecionadas para o estudo, foram realizadas
palestras explicando os objetivos do estudo, os critérios de inclusão e
os instrumentos de pesquisa.</p>
<p>Os critérios de inclusão utilizados foram:</p>
<p>- Manifestar interesse em participar do estudo voluntariamente;</p>
<p>- Estar exercendo atividade de Policial Rodoviário Federal;</p>
<p>- Não utilizar medicação psiquiátrica ou que gere qualquer alteração
de atenção, memória, estados de vigília, sono e orientação;</p>
<p>-Ter acima de 12 meses de atividade operacional ou atividade
administrativa.</p>
<p><bold>Instrumentos de coleta de dados</bold></p>
<p><italic>Escala de Sonolência Epworth</italic> (<italic>ESE</italic>):
o objetivo deste instrumento é quantificar o grau de sonolência diurna
medida através de um questionário sucinto, sendo útil na identificação
de distúrbios de sono (JOHNS, 1991). A pontuação deste teste varia de 0
a 24 pontos. O escore acima de 10 pontos sugere o diagnóstico de
Sonolência Diurna Excessiva (SDE).</p>
<p><italic>Índice de Qualidade de Sono de Pittsburgh</italic>
(<italic>PSQI-BR</italic>): desenvolvido por Buysse <italic>et
al.</italic> (1989) e validado no Brasil, em população adulta, por
Bertolazi <italic>et al.</italic> (2009), este instrumento é constituído
por 19 questões, as quais são categorizadas em sete componentes:
qualidade subjetiva do sono; latência do sono; duração do sono;
eficiência habitual do sono; alterações do sono; uso de medicações para
o sono; e disfunção diurna do sono. A soma dos valores atribuídos aos
sete componentes varia de 0 a 21 pontos (ARAUJO <italic>et al.</italic>,
2015).</p>
<p><italic>Questionários sobre cotidiano policial</italic>: questionário
com perguntas abertas e de múltipla escolha que possibilita conhecer
aspectos relacionados ao trabalho policial e suas condições atuais de
saúde.</p>
<p> <italic>Teste Wisconsin de Classificação de Cartas</italic>
(<italic>WCST</italic>): internacionalmente reconhecido como padrão ouro
na avaliação das funções executivas (REPPOLD; PEDROM; TRENTINI, 2010),
este instrumento requer capacidade para desenvolver e manter uma
estratégia apropriada de solução de problema por meio de condições de
estímulos mutáveis a fim de atingir uma meta futura (LURIA, 1973; HEATON
<italic>et al.</italic>, 2005).</p>
<p><italic>Escala Modificada de Impacto da Fadiga</italic>
(<italic>MFIS</italic>): é uma versão da escala reduzida de impacto da
fadiga (M-FIS) validada para a língua portuguesa. Esta escala é composta
por 21 questões distribuídas em três domínios: físico (9 itens),
cognitivo (10 itens) e psicossocial (2 itens). O formato das respostas
permite escores de 0 a 4 para cada item, no formato tipo Likert, em que
os escores maiores refletem maior impacto da fadiga. O escore total da
MFIS é dado pela soma dos três domínios e varia de 0 a 84 pontos.
Valores abaixo de 38 correspondem à ausência de fadiga (PAVAN <italic>et
al</italic>., 2007).</p>
<p><italic>Escala de Vulnerabilidade ao Estresse no Trabalho</italic>
(<italic>EVENT</italic>): este instrumento tem por finalidade avaliar a
vulnerabilidade dos sujeitos quanto à presença de elementos estressores
no ambiente de trabalho. A escala é composta por 40 itens, estruturados
em escala Likert de três pontos: nunca (0), às vezes (1) e
frequentemente (2); e distribuídos em três fatores: clima e
funcionamento organizacional; pressão no trabalho; e infraestrutura e
rotina (SISTO <italic>et al</italic>., 2012).</p>
<p><bold>Procedimentos éticos</bold></p>
<p>Este estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa (CEP) da
Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), Nº
3.183.980. Em março de 2019, de acordo com suas atribuições definidas na
resolução CNS N° 466, de 2012, e da norma operacional N° 001, de 2013,
do CNS, manifestou-se pela aprovação do estudo.</p>
<p>Após aprovação do projeto na comissão de ética (CEP-PUCRS), o
Sindicato dos Policiais Rodoviários Federais (SINPRF\RS) e a Federação
Nacional dos Policiais Rodoviários Federais (FENAPRF), em contato com a
SUPERINTENDÊNCIA-PRF, autorizaram a entrada dos pesquisadores nas
delegacias regionais.</p>
<p><bold>Procedimentos de análise dos dados</bold></p>
<p>O tratamento estatístico dos dados foi realizado no programa
estatístico <italic>Statistical Package for Social
Sciences</italic>, versão 25.0 (SPSS Inc., Chicago, IL, USA, 2018) para
Windows. A apresentação dos resultados ocorreu pela estatística
descritiva, e o estudo da simetria das distribuições contínuas,
pelo <italic>Kolmogorov-Smirnov</italic>. Na comparação dos escores
contínuos entre grupos independentes, foram utilizados os testes
t-<italic>Student</italic> e Análise de Variância <italic>One
Way</italic> – <italic>Post Hoc Tukey</italic>. A consistência interna
do instrumento SAQ foi calculada pelo coeficiente <italic>Alpha de
Cronbach</italic>. Sobre a análise que envolveu duas variáveis
categóricas, foram empregados os testes Qui-quadrado
de <italic>Pearson</italic> (c<sup>2</sup>), complementado pela análise
dos resíduos ajustados e o teste exato de <italic>Fisher</italic>.</p>
<p><bold>RESULTADOS</bold></p>
<disp-quote>
  <p>A amostra de 125 profissionais da ativa apresentou média de idade
  de 42,3 anos. Na abordagem da idade por meio de faixas etárias, a
  concentração ocorreu nas faixas <italic>de 40 a 49 anos</italic> –
  50,8% (n = 63), bem como nas idades de <italic>até 39 anos</italic> –
  36,3% (n = 45). O nível de escolaridade de maior frequência foi o
  <italic>Ensino Superior Completo</italic>, presente em 74,8% (n = 83)
  dos casos. Entre os participantes predomina o sexo masculino 95,2% (n
  = 118).</p>
</disp-quote>
<p><bold>Tabela 2: Caracterização profissional, condições de saúde e
prática de esporte</bold></p>
<table-wrap>
  <table>
    <colgroup>
      <col width="59%" />
      <col width="20%" />
      <col width="21%" />
    </colgroup>
    <tbody>
      <tr>
        <td rowspan="2"><bold>Aspectos do trabalho</bold></td>
        <td colspan="2"><bold>Total Amostra (n = 125) *</bold></td>
      </tr>
      <tr>
        <td><bold>n</bold></td>
        <td><bold>%</bold></td>
      </tr>
      <tr>
        <td><bold>Tempo PRF (meses)</bold></td>
        <td colspan="2"></td>
      </tr>
      <tr>
        <td><p specific-use="wrapper">
          <disp-quote>
            <p>Média ± DP (Amplitude)</p>
          </disp-quote>
        </p></td>
        <td colspan="2">124,7 ± 81,1 (4 – 300)</td>
      </tr>
      <tr>
        <td><p specific-use="wrapper">
          <disp-quote>
            <p>Mediana (1º-3º Quartil)</p>
          </disp-quote>
        </p></td>
        <td colspan="2">120,0 (49,0 – 180,0)</td>
      </tr>
      <tr>
        <td><bold>Tempo PRF (anos)</bold></td>
        <td colspan="2"></td>
      </tr>
      <tr>
        <td><p specific-use="wrapper">
          <disp-quote>
            <p>Média ± DP (Amplitude)</p>
          </disp-quote>
        </p></td>
        <td colspan="2">10,39 ± 6,76 (0,33 – 25,00)</td>
      </tr>
      <tr>
        <td><p specific-use="wrapper">
          <disp-quote>
            <p>Mediana (1º-3º Quartil)</p>
          </disp-quote>
        </p></td>
        <td colspan="2">10,0 (4,08 – 15,00)</td>
      </tr>
      <tr>
        <td><bold>Escala de serviço**</bold></td>
        <td></td>
        <td></td>
      </tr>
      <tr>
        <td><p specific-use="wrapper">
          <disp-quote>
            <p>Administrativo</p>
          </disp-quote>
        </p></td>
        <td>24</td>
        <td>19,7</td>
      </tr>
      <tr>
        <td><p specific-use="wrapper">
          <disp-quote>
            <p>Operacional</p>
          </disp-quote>
        </p></td>
        <td>98</td>
        <td>80,3</td>
      </tr>
      <tr>
        <td><bold>Condições de saúde física</bold></td>
        <td></td>
        <td></td>
      </tr>
      <tr>
        <td><p specific-use="wrapper">
          <disp-quote>
            <p>Ruim</p>
          </disp-quote>
        </p></td>
        <td>3</td>
        <td>2,4</td>
      </tr>
      <tr>
        <td><p specific-use="wrapper">
          <disp-quote>
            <p>Razoável</p>
          </disp-quote>
        </p></td>
        <td>46</td>
        <td>36,8</td>
      </tr>
      <tr>
        <td><p specific-use="wrapper">
          <disp-quote>
            <p>Boa</p>
          </disp-quote>
        </p></td>
        <td>66</td>
        <td>52,8</td>
      </tr>
      <tr>
        <td><p specific-use="wrapper">
          <disp-quote>
            <p>Ótima</p>
          </disp-quote>
        </p></td>
        <td>10</td>
        <td>8,0</td>
      </tr>
      <tr>
        <td><bold>Condições de saúde psicológica</bold></td>
        <td></td>
        <td></td>
      </tr>
      <tr>
        <td><p specific-use="wrapper">
          <disp-quote>
            <p>Ruim</p>
          </disp-quote>
        </p></td>
        <td>13</td>
        <td>10,4</td>
      </tr>
      <tr>
        <td><p specific-use="wrapper">
          <disp-quote>
            <p>Razoável</p>
          </disp-quote>
        </p></td>
        <td>34</td>
        <td>27,2</td>
      </tr>
      <tr>
        <td><p specific-use="wrapper">
          <disp-quote>
            <p>Boa</p>
          </disp-quote>
        </p></td>
        <td>58</td>
        <td>46,4</td>
      </tr>
      <tr>
        <td><p specific-use="wrapper">
          <disp-quote>
            <p>Ótima</p>
          </disp-quote>
        </p></td>
        <td>20</td>
        <td>16,0</td>
      </tr>
      <tr>
        <td><bold>Prática de esporte</bold></td>
        <td></td>
        <td></td>
      </tr>
      <tr>
        <td><p specific-use="wrapper">
          <disp-quote>
            <p>Não</p>
          </disp-quote>
        </p></td>
        <td>13</td>
        <td>10,4</td>
      </tr>
      <tr>
        <td><p specific-use="wrapper">
          <disp-quote>
            <p>Sim</p>
          </disp-quote>
        </p></td>
        <td>112</td>
        <td>89,6</td>
      </tr>
      <tr>
        <td><p specific-use="wrapper">
          <disp-quote>
            <p>Qual esporte</p>
          </disp-quote>
        </p></td>
        <td></td>
        <td></td>
      </tr>
      <tr>
        <td><p specific-use="wrapper">
          <disp-quote>
            <p>Musculação</p>
          </disp-quote>
        </p></td>
        <td>46</td>
        <td>41,1</td>
      </tr>
      <tr>
        <td><p specific-use="wrapper">
          <disp-quote>
            <p>Corrida</p>
          </disp-quote>
        </p></td>
        <td>34</td>
        <td>30,4</td>
      </tr>
      <tr>
        <td><p specific-use="wrapper">
          <disp-quote>
            <p>Futebol</p>
          </disp-quote>
        </p></td>
        <td>23</td>
        <td>20,5</td>
      </tr>
      <tr>
        <td><p specific-use="wrapper">
          <disp-quote>
            <p>Ciclismo</p>
          </disp-quote>
        </p></td>
        <td>10</td>
        <td>8,9</td>
      </tr>
      <tr>
        <td><p specific-use="wrapper">
          <disp-quote>
            <p>Caminhada</p>
          </disp-quote>
        </p></td>
        <td>8</td>
        <td>7,1</td>
      </tr>
      <tr>
        <td><p specific-use="wrapper">
          <disp-quote>
            <p>Academia</p>
          </disp-quote>
        </p></td>
        <td>6</td>
        <td>5,4</td>
      </tr>
      <tr>
        <td><p specific-use="wrapper">
          <disp-quote>
            <p>Cross Fit; Funcional</p>
          </disp-quote>
        </p></td>
        <td>6</td>
        <td>5,4</td>
      </tr>
      <tr>
        <td><p specific-use="wrapper">
          <disp-quote>
            <p>Esporte aquático (natação, remo, windsurf e kitesurf)</p>
          </disp-quote>
        </p></td>
        <td>7</td>
        <td>6,3</td>
      </tr>
      <tr>
        <td><p specific-use="wrapper">
          <disp-quote>
            <p>Lutas ou defesa pessoal (jiu-jitsu, karatê, krav
            maga)</p>
          </disp-quote>
        </p></td>
        <td>2</td>
        <td>1,8</td>
      </tr>
      <tr>
        <td><p specific-use="wrapper">
          <disp-quote>
            <p>Tênis, vôlei, padel</p>
          </disp-quote>
        </p></td>
        <td>7</td>
        <td>6,3</td>
      </tr>
      <tr>
        <td><p specific-use="wrapper">
          <disp-quote>
            <p>Outros</p>
          </disp-quote>
        </p></td>
        <td>4</td>
        <td>3,6</td>
      </tr>
    </tbody>
  </table>
</table-wrap>
<p>*Percentuais obtidos com base no total de casos válidos</p>
<p>**Dados ausentes: Escala de serviço – 3[2,4%]</p>
<p>Fonte: Elaborada pelos autores (2022).</p>
<p>O tempo de trabalho na PRF em média é de 120 meses. A escala de
serviço predominante entre os participantes do estudo é operacional –
80,3% (n = 98). Na caracterização de itens que consideram de maior
relevância no exercício de suas atividades, os participantes citam a
<italic>atenção</italic> – 100%; <italic>capacidade de tomar
decisões</italic> – 99,2% (n = 124); <italic>conhecimento
técnico</italic> – 94,4% (n = 118); <italic>concentração</italic> –
92,8% (n = 116). A <italic>estratégia (</italic>plano, método e
habilidade usados para alcançar um objetivo ou resultado específico),
foi citada por 72,8% (n = 91) como fundamental. No item percepção das
condições de saúde, verificou-se que para o aspecto físico, 52,8% (n =
66) relataram <italic>boas condições</italic>, seguido daqueles que se
caracterizaram como portando razoáveis <italic>condições de</italic>
saúde – 36,8% (n = 46). Em relação aos aspectos psicológicos, foi
identificada saúde psíquica <italic>boa</italic> e
<italic>razoável</italic>, com proporções de 46,4% (n = 58) e 27,2% (n
=34), respectivamente (ver Tabela 2).</p>
<p><bold>TESTE WISCONSIN DE CLASSIFICAÇÃO DE CARTAS (WCST)</bold></p>
<p>O subteste <italic>Número de Categorias Completadas</italic> avalia
formação de conceitos, categorização, planejamento estratégico e
capacidade de transformar pensamento em ação, tais como iniciar, modular
ou inibir atividade mental (ESTÉVEZ-GONZÁLEZ; GARCÍA-SÁNCHEZ;
BARRAQUER-BORAS, 2000). Nessa categoria, a pontuação média para os
acertos (AC) foi de 78,2 (DP = 18,3), estimativa acima da metade das 128
cartas classificadas, correspondendo a uma proporção de 61,1% de
acertos. Para essa mesma categoria, 76,6% (n = 82) alcançaram a
pontuação máxima de 6 pontos brutos (<italic>categorias
completadas</italic>) com média de 5,3 (DP ± 1,5).</p>
<p><bold>Figura 1: Escore Z <italic>-</italic> Número de Categorias
Completadas <italic>Wisconsin</italic></bold></p>
<graphic mimetype="image" mime-subtype="png" xlink:href="media/image1.png" />
<p>Fonte: Elaborada pelos autores (2022).</p>
<p>Quando as pontuações das categorias completadas foram padronizadas
para o <italic>Escore Z</italic>, utilizamos como base de cálculo os
parâmetros do escore bruto população normal, média de 5,18 e desvio
padrão 1,52 (HEATON <italic>et al.</italic>, 2005).</p>
<p> No Subteste <italic>de erros perseverativos</italic>, o qual avalia
capacidade para recordar respostas anteriores, manter a atenção e inibir
respostas (BARDENHAGEN; BOWDEN, 1998), a média de pontos foi de 14,6 (DP
± 11,4). Quando as pontuações dos <italic>erros perseverativos</italic>
foram comparadas aos escores da população normal [12,92 ± 12,46],
através do Escore Z, os resultados para os profissionais dessa amostra
apontaram média de 0,08 (DP ± 0,90).</p>
<p><bold>Figura 2:</bold> <bold>Escore Z - Erros Perseverativos
Wisconsin</bold></p>
<graphic mimetype="image" mime-subtype="png" xlink:href="media/image2.png" />
<p>Fonte: Elaborada pelos autores (2022).</p>
<p>A chance de os profissionais alcançarem <italic>erros
perseverativos</italic> superiores à média da população normal é de
53,19%, índices que não indicam disfunção executiva para essa
amostra.</p>
<p><bold>ESCALA DE SONOLÊNCIA EPWORTH (ESE)</bold></p>
<disp-quote>
  <p>Para os dados da Escala de Sonolência EPWORTH, a pontuação média
  obtida foi de 9,1 (<italic>DP</italic> = 3,9). O número de PRFs com
  SDE foi observada em 34,4% (n = 42) dos profissionais, sendo que 29,5%
  (n = 36) possuem s<italic>onolência leve</italic>, e 4,9% (n = 6)
  apresentaram pontuações relacionadas à <italic>sonolência
  moderada</italic>.</p>
</disp-quote>
<p><bold>Figura 3A:</bold> <bold>Pontuação obtida referente à presença e
ausência SDE – Escala de Sonolência EPWORTH</bold></p>
<graphic mimetype="image" mime-subtype="png" xlink:href="media/image3.png" />
<p><bold>Figura 3B: Pontuação obtida referente à classificação por
sintoma – Escala de Sonolência EPWORTH</bold></p>
<disp-quote>
  <graphic mimetype="image" mime-subtype="png" xlink:href="media/image4.png" />
</disp-quote>
<p><bold>ÍNDICE DE QUALIDADE DE SONO PITTSBURGH (PSQI-BR)</bold></p>
<p>Da soma obtida dos sete componentes, obteve-se a pontuação global do
PSQI. Quanto maior o número de pontos, pior é a qualidade do sono. A
pontuação máxima é de 21 pontos, sendo que escores superiores a 5 pontos
indicam qualidade de sono ruim no padrão do sono. Nessa escala PSQI-BR,
a pontuação geral obtida foi de:</p>
<p>65,6% (n = 82) apresentando escores indicando qualidade do sono
ruim;</p>
<disp-quote>
  <p>18,4% (n = 23) apresentando escores para qualidade do sono com
  alterações; 16,0% (n = 20) apresentando qualidade do sono boa.</p>
</disp-quote>
<p>Dos sete componentes integrantes na escala PSQI, três apontam para
qualidade do sono com comprometimento: <italic>Alterações do
Sono</italic>, <italic>Latência do sono</italic>, e <italic>Disfunção
diurna do sono</italic>.</p>
<p><bold>Tabela 3: índice de Qualidade de Sono Pittsburgh
(PSQI-BR)</bold></p>
<table-wrap>
  <table>
    <colgroup>
      <col width="35%" />
      <col width="16%" />
      <col width="16%" />
      <col width="11%" />
      <col width="10%" />
      <col width="12%" />
    </colgroup>
    <tbody>
      <tr>
        <td rowspan="2"><p><bold>Componentes da Escala</bold></p>
        <p><bold>PSQI-BR</bold></p></td>
        <td colspan="2"><p><bold>Níveis de dificuldade</bold></p>
        <p><bold>Total Amostra (n = 125) *</bold></p></td>
        <td colspan="3"><bold>Estimativas</bold></td>
      </tr>
      <tr>
        <td><bold>n</bold></td>
        <td><bold>%</bold></td>
        <td><bold>Média</bold></td>
        <td><bold>DP</bold></td>
        <td><bold>Mediana</bold></td>
      </tr>
      <tr>
        <td><bold>01 Qualidade subjetiva do sono</bold></td>
        <td></td>
        <td></td>
        <td>1,3</td>
        <td>0,7</td>
        <td>1,0</td>
      </tr>
      <tr>
        <td><p specific-use="wrapper">
          <disp-quote>
            <p>0 Muito bom</p>
          </disp-quote>
        </p></td>
        <td>14</td>
        <td>11,2</td>
        <td></td>
        <td></td>
        <td></td>
      </tr>
      <tr>
        <td><p specific-use="wrapper">
          <disp-quote>
            <p>1 Bom</p>
          </disp-quote>
        </p></td>
        <td><bold>65</bold></td>
        <td><bold>52,0</bold></td>
        <td></td>
        <td></td>
        <td></td>
      </tr>
      <tr>
        <td><p specific-use="wrapper">
          <disp-quote>
            <p>2 Ruim</p>
          </disp-quote>
        </p></td>
        <td>41</td>
        <td>32,8</td>
        <td></td>
        <td></td>
        <td></td>
      </tr>
      <tr>
        <td><p specific-use="wrapper">
          <disp-quote>
            <p>3 Muito ruim</p>
          </disp-quote>
        </p></td>
        <td>5</td>
        <td>4,0</td>
        <td></td>
        <td></td>
        <td></td>
      </tr>
      <tr>
        <td><bold><underline>02 Latência do sono</underline></bold></td>
        <td></td>
        <td></td>
        <td>1,4</td>
        <td>1,0</td>
        <td>1,0</td>
      </tr>
      <tr>
        <td><p specific-use="wrapper">
          <disp-quote>
            <p>&lt; ou = 15 minutos</p>
          </disp-quote>
        </p></td>
        <td>24</td>
        <td>19,2</td>
        <td></td>
        <td></td>
        <td></td>
      </tr>
      <tr>
        <td><p specific-use="wrapper">
          <disp-quote>
            <p>16 a 30 minutos</p>
          </disp-quote>
        </p></td>
        <td>40</td>
        <td>32,0</td>
        <td></td>
        <td></td>
        <td></td>
      </tr>
      <tr>
        <td><p specific-use="wrapper">
          <disp-quote>
            <p>31 a 60 minutos</p>
          </disp-quote>
        </p></td>
        <td><bold>43</bold></td>
        <td><bold>34,4</bold></td>
        <td></td>
        <td></td>
        <td></td>
      </tr>
      <tr>
        <td><p specific-use="wrapper">
          <disp-quote>
            <p>&gt; 60 minutos</p>
          </disp-quote>
        </p></td>
        <td><bold>18</bold></td>
        <td><bold>14,4</bold></td>
        <td></td>
        <td></td>
        <td></td>
      </tr>
      <tr>
        <td><bold>03 Duração do sono</bold></td>
        <td></td>
        <td></td>
        <td>1,0</td>
        <td>0,8</td>
        <td>1,0</td>
      </tr>
      <tr>
        <td><p specific-use="wrapper">
          <disp-quote>
            <p>&gt; 7 horas</p>
          </disp-quote>
        </p></td>
        <td>31</td>
        <td>24,8</td>
        <td></td>
        <td></td>
        <td></td>
      </tr>
      <tr>
        <td><p specific-use="wrapper">
          <disp-quote>
            <p>6 a 7 horas</p>
          </disp-quote>
        </p></td>
        <td><bold>67</bold></td>
        <td><bold>53,6</bold></td>
        <td></td>
        <td></td>
        <td></td>
      </tr>
      <tr>
        <td><p specific-use="wrapper">
          <disp-quote>
            <p>5 a 6 horas</p>
          </disp-quote>
        </p></td>
        <td>21</td>
        <td>16,8</td>
        <td></td>
        <td></td>
        <td></td>
      </tr>
      <tr>
        <td><p specific-use="wrapper">
          <disp-quote>
            <p>&lt; 5 horas</p>
          </disp-quote>
        </p></td>
        <td>6</td>
        <td>4,8</td>
        <td></td>
        <td></td>
        <td></td>
      </tr>
      <tr>
        <td><bold>04 Eficiência habitual do sono**</bold></td>
        <td></td>
        <td></td>
        <td>0,4</td>
        <td>0,8</td>
        <td>0,0</td>
      </tr>
      <tr>
        <td><p specific-use="wrapper">
          <disp-quote>
            <p>&gt; 85%</p>
          </disp-quote>
        </p></td>
        <td><bold>89</bold></td>
        <td><bold>71,2</bold></td>
        <td></td>
        <td></td>
        <td></td>
      </tr>
      <tr>
        <td><p specific-use="wrapper">
          <disp-quote>
            <p>75-84%</p>
          </disp-quote>
        </p></td>
        <td>25</td>
        <td>20,0</td>
        <td></td>
        <td></td>
        <td></td>
      </tr>
      <tr>
        <td><p specific-use="wrapper">
          <disp-quote>
            <p>65-74%</p>
          </disp-quote>
        </p></td>
        <td>6</td>
        <td>4,8</td>
        <td></td>
        <td></td>
        <td></td>
      </tr>
      <tr>
        <td><p specific-use="wrapper">
          <disp-quote>
            <p>&lt; 65%</p>
          </disp-quote>
        </p></td>
        <td>4</td>
        <td>3,2</td>
        <td></td>
        <td></td>
        <td></td>
      </tr>
      <tr>
        <td><bold><underline>05 Alterações do
        sono</underline></bold></td>
        <td></td>
        <td></td>
        <td>1,5</td>
        <td>0,6</td>
        <td>2,0</td>
      </tr>
      <tr>
        <td><p specific-use="wrapper">
          <disp-quote>
            <p>Nenhuma no último mês</p>
          </disp-quote>
        </p></td>
        <td>4</td>
        <td>3,2</td>
        <td></td>
        <td></td>
        <td></td>
      </tr>
      <tr>
        <td><p specific-use="wrapper">
          <disp-quote>
            <p>Menos de 1 vez por semana</p>
          </disp-quote>
        </p></td>
        <td>56</td>
        <td>44,8</td>
        <td></td>
        <td></td>
        <td></td>
      </tr>
      <tr>
        <td><p specific-use="wrapper">
          <disp-quote>
            <p>1 ou 2 vezes por semana</p>
          </disp-quote>
        </p></td>
        <td><bold>59</bold></td>
        <td><bold>47,2</bold></td>
        <td></td>
        <td></td>
        <td></td>
      </tr>
      <tr>
        <td><p specific-use="wrapper">
          <disp-quote>
            <p>3 ou mais vezes por semana</p>
          </disp-quote>
        </p></td>
        <td>6</td>
        <td>4,8</td>
        <td></td>
        <td></td>
        <td></td>
      </tr>
      <tr>
        <td><bold>06 Medicações para o sono</bold></td>
        <td></td>
        <td></td>
        <td></td>
        <td></td>
        <td></td>
      </tr>
      <tr>
        <td><p specific-use="wrapper">
          <disp-quote>
            <p>Nenhuma no último mês</p>
          </disp-quote>
        </p></td>
        <td><bold>98</bold></td>
        <td><bold>78,4</bold></td>
        <td>0,5</td>
        <td>1,0</td>
        <td>0,0</td>
      </tr>
      <tr>
        <td><p specific-use="wrapper">
          <disp-quote>
            <p>Menos de 1 vez por semana</p>
          </disp-quote>
        </p></td>
        <td>6</td>
        <td>4,8</td>
        <td></td>
        <td></td>
        <td></td>
      </tr>
      <tr>
        <td><p specific-use="wrapper">
          <disp-quote>
            <p>1 ou 2 vezes por semana</p>
          </disp-quote>
        </p></td>
        <td>11</td>
        <td>8,8</td>
        <td></td>
        <td></td>
        <td></td>
      </tr>
      <tr>
        <td><p specific-use="wrapper">
          <disp-quote>
            <p>3 ou mais vezes por semana</p>
          </disp-quote>
        </p></td>
        <td>10</td>
        <td>8,0</td>
        <td></td>
        <td></td>
        <td></td>
      </tr>
      <tr>
        <td><bold><underline>07 Disfunção diurna do
        sono</underline></bold></td>
        <td></td>
        <td></td>
        <td>1,4</td>
        <td>0,8</td>
        <td>1,0</td>
      </tr>
      <tr>
        <td><p specific-use="wrapper">
          <disp-quote>
            <p>Nenhuma dificuldade</p>
          </disp-quote>
        </p></td>
        <td>12</td>
        <td>9,6</td>
        <td></td>
        <td></td>
        <td></td>
      </tr>
      <tr>
        <td><p specific-use="wrapper">
          <disp-quote>
            <p>Dificuldade muito leve</p>
          </disp-quote>
        </p></td>
        <td><bold>57</bold></td>
        <td><bold>45,6</bold></td>
        <td></td>
        <td></td>
        <td></td>
      </tr>
      <tr>
        <td><p specific-use="wrapper">
          <disp-quote>
            <p>Dificuldade Razoável</p>
          </disp-quote>
        </p></td>
        <td>47</td>
        <td>37,6</td>
        <td></td>
        <td></td>
        <td></td>
      </tr>
      <tr>
        <td><p specific-use="wrapper">
          <disp-quote>
            <p>Dificuldade muito Grande</p>
          </disp-quote>
        </p></td>
        <td>9</td>
        <td>7,2</td>
        <td></td>
        <td></td>
        <td></td>
      </tr>
      <tr>
        <td><bold>Pittsburg T3 total class</bold></td>
        <td></td>
        <td></td>
        <td>7,6</td>
        <td>3,2</td>
        <td>7,0</td>
      </tr>
      <tr>
        <td><p specific-use="wrapper">
          <disp-quote>
            <p>Boa (0 – 4)</p>
          </disp-quote>
        </p></td>
        <td><p specific-use="wrapper">
          <disp-quote>
            <p>20</p>
          </disp-quote>
        </p></td>
        <td><p specific-use="wrapper">
          <disp-quote>
            <p>16,0</p>
          </disp-quote>
        </p></td>
        <td></td>
        <td></td>
        <td></td>
      </tr>
      <tr>
        <td><p specific-use="wrapper">
          <disp-quote>
            <p>Ruim (5 – 10)</p>
          </disp-quote>
        </p></td>
        <td><p specific-use="wrapper">
          <disp-quote>
            <p><bold>82</bold></p>
          </disp-quote>
        </p></td>
        <td><p specific-use="wrapper">
          <disp-quote>
            <p><bold>65,6</bold></p>
          </disp-quote>
        </p></td>
        <td></td>
        <td></td>
        <td></td>
      </tr>
      <tr>
        <td><p specific-use="wrapper">
          <disp-quote>
            <p>Presença de distúrbio (&gt;10)</p>
          </disp-quote>
        </p></td>
        <td><p specific-use="wrapper">
          <disp-quote>
            <p>23</p>
          </disp-quote>
        </p></td>
        <td><p specific-use="wrapper">
          <disp-quote>
            <p>18,4</p>
          </disp-quote>
        </p></td>
        <td></td>
        <td></td>
        <td></td>
      </tr>
    </tbody>
  </table>
</table-wrap>
<p>* Percentuais obtidos com base no total de cada domínio da escala</p>
<p>** Dados ausentes: Eficiência habitual do sono – 1 [0,8%]</p>
<p>Fonte: Elaborada pelos autores (2022).</p>
<p><bold>ESCALA MODIFICADA DO IMPACTO DA FADIGA (MFIS)</bold></p>
<p>Na Escala Modificada de Impacto de Fadiga (MFIS), observou-se que
49,2% (n = 60) dos profissionais apresentaram sintomatologia compatível
com fadiga. A pontuação para o total da escala MFIS variou de 4 a 65
pontos, com média de 37,7 (DP = 12,7) pontos.</p>
<p>Dos 49,2% que apresentaram presença de fadiga, identificamos escore
médio significativamente maior na fadiga cognitiva (22,6 DP 4,5) se
comparada com as estimativas obtidas nos escores para fadiga física
(20,5 DP 4,4)</p>
<p><bold>ESCALA DE VULNERABILIDADE AO ESTRESSE NO TRABALHO
(EVENT)</bold></p>
<p><bold>Fator F1 (<italic>Clima e funcionamento
organizacional</italic></bold>): o escore médio obtido foi de 8,4 (DP =
5,9), em que 40,8% apresentaram baixo estresse para questões
organizacionais.</p>
<p> <bold>Fator F2 (<italic>Pressão no trabalho</italic>)</bold>: o
escore médio obtido pelo grupo de profissionais aqui avaliados alcançou
10,8 (DP = 5,4), prevalecendo as classificações Inferior, 35,8% (n =
43), e Médio Inferior, 30% (n = 36). Esse fator avalia questões como
acúmulo de trabalho e prazos em atividades.</p>
<p><bold>Fator F3 (<italic>Infraestrutura e rotina</italic>)</bold>: a
média foi de 6,2 (DP = 3,6). A maior frequência foi para classificação
Superior, 32,5% (n = 39), indicando ser um fator significativo de
estresse. Para esse fator, destinam-se questões como dobrar jornada de
trabalho, problemas de saúde e acidentes de trabalho.</p>
<p><bold>Fator Total (<italic>Presença ou ausência de
estresse</italic>)</bold>: a estimativa da média foi de 25,4%, com
predomínio das classificações Inferior, 45,8% (n = 55), e Médio
Inferior, 19,2% (n = 23), representando 65% da amostra com ausência de
estresse. Apenas 16,7% dos participantes apresentaram escores indicando
estresse (ver figura 4).</p>
<p><bold>Figura 4: Escala de vulnerabilidade ao estresse no trabalho
(EVENT<italic>)</italic></bold></p>
<p><named-content content-type="chart">[CHART][CHART]</named-content></p>
<p><named-content content-type="chart">[CHART][CHART]</named-content></p>
<p><bold>DISCUSSÃO</bold></p>
<p>Sabe-se que quanto mais atualizadas são as informações sobre a saúde
do Policial Rodoviário Federal, maiores são os subsídios para os
programas de acompanhamento e revisão dos modelos de atenção a esses
profissionais.</p>
<p>Neste estudo, o primeiro fator para análise é a prevalência de
profissionais com significativo comprometimento na qualidade do sono,
presença de fadiga crônica e vulnerabilidade ao estresse no item
<italic>Infraestrutura e rotina –</italic> Teste EVENT, o qual está
relacionado a questões como dobrar jornada de trabalho, problemas de
saúde e acidentes de trabalho. Um segundo fator é a pontuação obtida
pelos PRFs referente à qualidade do sono, sendo identificado 65,6% com
<italic>qualidade do sono ruim</italic>; 18,4% têm <italic>presença de
alterações do sono</italic>; e apenas 16% possuem <italic>qualidade do
sono boa</italic>. Somente para fins comparativos, na população adulta
brasileira, os distúrbios do sono estão em torno de 45% dos indivíduos
pesquisados (ACADEMIA BRASILEIRA DE NEUROLOGIA, 2019).</p>
<p>Escores como esses também foram identificados em estudo realizado com
policiais militares do estado do Rio Grande do Sul, onde há prevalência
de distúrbios relacionados ao sono em 63,6% dos profissionais, sendo que
100% dos participantes registraram algum tipo de distúrbio ou queixa
relacionada ao sono (PINTO <italic>et al.</italic>, 2018). Nos Estados
Unidos, 4.957 policiais foram investigados por intermédio de
questionários eletrônicos, e a prevalência de distúrbios do sono para
esse grupo foi de 60% (BOND <italic>et al.</italic>, 2013).</p>
<p>Cabe lembrar que as <italic>variáveis extensivas</italic> são aquelas
observadas a longo prazo, como um segundo desdobramento de alterações no
sono. Essas variáveis incluem a perda do emprego, sequelas de acidentes,
rompimento de relações, surgimento e agravamento de problemas de saúde
(MÜLLER; GUIMARÃES, 2007). Para esses autores, identificar quais as
variáveis envolvidas nos transtornos do sono requerer acompanhamento
sistemático para que atividades cotidianas como trabalhar, estudar,
cuidar da família e ter lazer sejam retomadas com saúde.</p>
<p>A hipótese de que a fadiga física não seja predominante no grupo aqui
estudado baseia-se no fato de que 89,6% realizam algum tipo de exercício
físico.</p>
<p>Uma das variáveis de maior evidência é a correlação direta entre a
classificação de <italic>sono ruim</italic> e a presença de um tipo
muito específico de fadiga: a cognitiva. Para Yang e Wu (2005), estar
fadigado não é necessariamente um sintoma de uma determinada doença, mas
pode ser entendido como uma experiência diária de desgaste. Fadiga
também pode ser compreendida não como efeito adverso, mas como uma
adaptação psicológica ou um mecanismo de defesa frente ao risco de
esforço exagerado ou exaustão (VAN DIJK; SWAEN, 2003). Portanto, fadiga
cognitiva merece atenção, pois, como lembra Dewald <italic>et
al.</italic> (2010) e Roberts, Roberts e Duong (2009): processos
cognitivos como aprendizagem, memória, raciocínio e funções executivas
sofrem alterações em decorrência da fadiga.</p>
<p>O desempenho cognitivo também pode ser influenciado pelo número de
horas de sono em vista de que a privação de sono está entre os fatores
de relevância para estados de fadiga (DORRIAN; DINGES, 2006). No que diz
respeito a esse fator, as consequências mais comuns da privação de sono
são os lapsos comportamentais, a ausência de respostas cognitivas, as
respostas tardias diante da realização de uma tarefa, os erros que
ocorrem na ausência de estímulos e as reações de alarme falso em tarefas
de vigilância (ALHOLA; POLO-KANTOLA, 2007).</p>
<p>Durante a avaliação das funções executivas em PRFs, não identificamos
prejuízos ou disfunções, mesmo no grupo que possui <italic>qualidade do
sono ruim</italic>. Entretanto, se mantidas as condições de privação de
sono, fadiga persistente e estresse contínuo, os danos cognitivos
surgirão, evidenciando prejuízos no desempenho de suas atividades e na
saúde mental.</p>
<p>Em relação à qualidade do sono, ao utilizarmos escala de Pittsburgh
<italic>(PSQI-BR</italic>), identificamos que três dos sete componentes
que integram a escala de sono, os PRFs apresentam <italic>alterações do
sono</italic>, <italic>latência do sono</italic> e <italic>disfunção
diurna</italic>.</p>
<p>As <italic>alterações do sono</italic> estão caracterizadas pela
frequência de perturbações do sono, como acordar no meio da noite ou
acordar muito antes do horário previsto; ter dificuldade para respirar;
tossir ou roncar muito alto; sentir muito frio; sentir muito calor; ter
sonhos ruins ou pesadelos; e ter dor no corpo ao deitar-se (CARDOSO
<italic>et al.</italic>, 2009; SILVA <italic>et al.,</italic> 2012). Nos
policiais analisados, alterações do sono foram identificadas em 47,2% (n
= 59), com ocorrência de uma a duas vezes por semana, e em 44,8% (n =
56), com ocorrência de uma vez por semana.</p>
<p>Estudos relacionam <italic>alterações do sono</italic> à presença de
transtornos emocionais e/ou psiquiátricos, os quais impactam diretamente
a qualidade de vida dos indivíduos que vivenciam essa condição.
Degradação das funções mentais superiores – como memória, atenção e
funções executivas, lentidão motora, diminuição da velocidade de
processamento e alterações de humor são comorbidades frequentes nas
alterações do sono (BITTENCOURT <italic>et al.,</italic> 2005; MÜLLER;
GUIMARÃES, 2007). Dentre os principais distúrbios listados pelo Manual
Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (AMERICAN PSYCHIATRIC
ASSOCIATION, 2014) estão: insônia, hipersonolência, narcolepsia, apneia,
transtorno do pesadelo, sonambulismo, síndrome das pernas inquietas,
entre outros.</p>
<p>A <italic>latência do sono</italic>, referente à duração do intervalo
entre o horário em que o indivíduo decide dormir e o horário em que de
fato adormece (tempo necessário para iniciar o sono) (CARDOSO <italic>et
al.</italic>, 2009; SILVA <italic>et al.</italic>, 2012), foi
identificada com faixa de tempo de 31 a 60 minutos, em 34,4% (n = 43)
dos PRFs.</p>
<p>A literatura indica que alguns fatores comportamentais podem
influenciar na <italic>latência do sono</italic>, como ingestão de
cafeína e bebidas alcoólicas, as quais podem piorar a qualidade de sono
(ROPKE <italic>et al.</italic>, 2018; PINHEIRO, 2012; CLARK; LANDOLT,
2017). Sabe-se que a <italic>latência do sono</italic> tem um padrão
alterado nos diversos distúrbios, como na insônia secundária à
depressão, em que se detecta a latência reduzida para o sono REM, porém
o aumento de despertares, ou na narcolepsia, em que a latência é
substancialmente diminuída, o sono é fragmentado (TOGEIRO; SMITH,
2005).</p>
<p>Já a <italic>disfunção diurna do sono</italic> (SDE), caracterizada
pela sonolência durante o dia, foi identificada em 45,6% (n = 57) dos
participantes. Nesse grupo que apresentou algum tipo de disfunção
diurna, foi identificada a relação desta com presença de fadiga e saúde
psicológica razoável, confirmando a associação significativa entre
<italic>disfunção diurna do sono</italic> e saúde psicológica. Para os
profissionais com <italic>ausência de disfunção diurna/dificuldade
leve</italic>, a associação ocorreu com a percepção de saúde psicológica
<italic>boa</italic> e <italic>ótima</italic>. A SDE também é descrita
por uma inversão do ciclo circadiano, quando, em decorrência da má
qualidade do sono noturno, o indivíduo passa a apresentar desempenho
afetado nas atividades cotidianas laborais e estudantis (OLIVEIRA
<italic>et al.</italic>, 2020). Estudos indicam que essa desregulação
orgânica na dualidade cortisol/melatonina também pode ocasionar, por
exemplo, uma maior predisposição ao surgimento de patologias
cardiovasculares (DRAGER <italic>et al.</italic>, 2018).</p>
<p>Para Ma <italic>et al.</italic> (2019), problemas referentes ao sono
vêm sendo relacionados à exposição frequente a eventos traumáticos
característicos da profissão de policial, sobrecarga de trabalho,
ausência de comunicação e dificuldades com colegas e chefias.</p>
<p>Embora todos esses cruzamentos e comparativos de escores, para esse
grupo de policiais, aponte para a presença de sono ruim, sabe-se da
existência de consequências indiretas e muitas vezes invisíveis, como
queda do desempenho no trabalho, prejuízos nas funções cognitivas e
comprometimento da saúde mental. O Centro para Prevenção e Controle de
Doenças dos Estados Unidos constatou que indivíduos que dormem menos de
5 horas por noite apresentam 42% de chances de desenvolver obesidade,
40% de possibilidades de ter diagnóstico de diabetes, 69% de ter
hipertensão, 62% de ter acidente vascular cerebral (AVC) e 152% maior
probabilidade de ter um infarto cardíaco (GRANDNER <italic>et
al.,</italic> 2013; WU; GU; YU, 2014; GARBARINO; MAGNAVITA, 2015).</p>
<p>Assim, o problema em questão não é somente o avanço de escores para
qualidade do sono ruim ou escores para presença de fadiga, mas os
fatores provenientes desses resultados.</p>
<p>Na hipótese de se realizar o mesmo estudo para outro grupo de
policiais, os escores obtidos poderão ser diferentes, mas não
necessariamente melhores, uma vez que variáveis de grande peso, como
turno rotativo e escala de trabalho na madrugada, dificilmente serão
isoladas do trabalho policial.</p>
<p><bold>CONCLUSÃO</bold></p>
<p>No índice de qualidade de sono, constatou-se que 65,6% dos Policiais
Rodoviários Federais avaliados neste estudo apresenta qualidade de sono
ruim. Apenas 16,0% dos investigados relataram ter boa qualidade de sono.
Em 49% dos PRFs, foi identificada a presença de fadiga, predominando
escores para fadiga cognitiva. Identificamos significativa relação entre
fadiga e qualidade do sono, tempo de latência para dormir e distúrbios
do sono. Quanto maior a fadiga, maior o prejuízo na qualidade do
sono.</p>
<p>Em 41% dos PRFs registramos índices significativos de estresse
relacionado à rotina e à infraestrutura do trabalho, como dobrar jornada
de trabalho; doença ou acidente; equipamentos precários; licença-saúde;
mudança de chefia e pouca cooperação da equipe; e imprevisibilidade no
trabalho. Em relação à avaliação das funções executivas, identificamos
número acima da média, significando capacidade de planejamento,
flexibilidade mental, controle de respostas automáticas e memória de
trabalho sem prejuízos.</p>
<p>Identificamos a prevalência de profissionais com comprometimento do
sono, fadiga crônica e vulnerabilidade ao estresse, fatores importantes
para a saúde e que impactam diretamente na atividade laboral. Por meio
desses achados, espera-se a elaboração de diretrizes e ações visando a
reversão desses índices e contribuições consistentes para modelos
atualizados de prevenção e acompanhamento em Saúde.</p>
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