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<p><bold>TRABALHO E SAÚDE NOS ESTABELECIMENTOS PRISIONAIS BAIANOS: AS
RELAÇÕES ENTRE ESTRESSE E
LIDERANÇA</bold><xref ref-type="fn" rid="fn1">1</xref><xref ref-type="fn" rid="fn2">2</xref></p>
<p><bold>Sandro José Gomes</bold></p>
<p>Com mais de 10 anos de experiência na gestão de Unidade Prisional,
possui Pós-Doutorado em Direitos Humanos e Cidadania no CENID - México e
em Crítica Cultural pela Universidade do Estado da Bahia - UNEB, é
doutor em psicologia pela UAL - Universidade Autónoma de Lisboa,
possuindo diversas publicações acadêmico-científicas sobre o sistema
prisional.</p>
<p><bold>País:</bold> Brasil <bold>Estado:</bold> Bahia
<bold>Cidade:</bold> Paulo Afonso</p>
<p><bold>Email:</bold> sandro.gomes@seap.ba.gov.br <bold>ORCID:</bold>
https://orcid.org/0000-0001-7637-8809</p>
<p><bold>RESUMO</bold></p>
<p>Esta pesquisa analisa as relações entre os estressores, o
<italic>coping</italic>, os sintomas de estresse e o estilo de liderança
e suas implicações na atividade gerencial nas unidades prisionais da
Bahia. A pesquisa foi correlacional e descritiva, dentro de análises
quantitativas, com a aplicação de testes psicométricos (EVENT, ISSL,
ETC, EAEG) e um questionário. A amostra estava formada por 320 agentes e
80 gerentes prisionais. Foi encontrado um alto nível de estresse na
população estudada, ficando evidente que a variável EVENT tem um efeito
significativo no ETC (B = 0,095; p = 0,003), indicando que o aumento da
pressão no trabalho provoca aumento no uso de estratégias de
<italic>coping</italic>. Encontrou-se ainda uma correlação positiva do
estilo de liderança focado nas tarefas (<italic>r</italic> = 0,112;
<italic>p</italic> &lt; 0,05) com os sintomas de estresse. O estudo
mostra que a eficácia do gerente prisional sob uma condição de elevado
estresse consiste no desenvolvimento de redes de relações que o ajuda a
decidir em tais circunstâncias.</p>
<p><bold>Palavras-chaves:</bold> Liderança. Estresse. Sistema prisional.
Teoria do Reforço Cognitivo.</p>
<p><bold>ABSTRACT</bold></p>
<p><italic><bold>WORK AND HEALTH IN PRISON ESTABLISHMENTS IN BAHIA: THE
RELATIONSHIPS BETWEEN STRESS AND LEADERSHIP</bold></italic></p>
<p><italic>This research analyzed the relationships between stressors,
coping, stress symptoms and leadership style and their implications for
managerial activity in prisons in Bahia. The research was correlational
and descriptive, within quantitative analyses, with the application of
psychometric tests (EVENT, ISSL, ETC, EAEG) and a questionnaire. The
sample consisted of 320 agents and 80 prison managers. A high level of
stress was found in the population studied, making it evident that the
variable EVENT has a significant effect on ETC (B = 0.095; p = 0.003),
indicating that increased pressure at work causes an increase in the use
of coping strategies. There was also a positive correlation between
task-focused leadership style (r = 0.112; p &lt; 0.05) with stress
symptoms. The study showed that the prison manager's effectiveness under
a high-stress condition consists of developing networks of relationships
that help him to decide in such circumstances.</italic></p>
<p><italic><bold>Keywords:</bold> Leadership. Stress. Prison system.
Theory of Cognitive Reinforcement.</italic></p>
<p><bold>Data de Recebimento:</bold> 11/06/2021 – <bold>Data de
Aprovação:</bold> 24/08/2022</p>
<p><bold>DOI:</bold> 10.31060/rbsp.2023.v17.n2.1550</p>
<p><bold>INTRODUÇÃO</bold></p>
<disp-quote>
  <p>Neste artigo é levado em consideração que o estilo de liderança dos
  gerentes prisionais, quando correlacionado com a variável estresse,
  não apenas influencia no alcance das metas do estabelecimento
  penitenciário, como também pode afetar a saúde dos trabalhadores
  prisionais.</p>
  <p>O artigo é resultado da adaptação da pesquisa realizada na
  elaboração da Tese de doutorado em Psicologia, defendida em 2016, na
  Universidade Autónoma de Lisboa, em Lisboa, Portugal, intitulada
  <italic>Liderança em contextos instáveis: stresse e stressores dos
  gerentes prisionais e agentes penitenciários das unidades prisionais
  do estado da Bahia</italic>. O objetivo original da pesquisa era
  analisar as relações entre os estressores, o <italic>coping</italic>,
  os sintomas de estresse e o estilo de liderança e suas implicações na
  atividade gerencial nas unidades prisionais da Bahia, descrevendo a
  correspondência destas relações com as principais proposições da
  Teoria do Reforço Cognitivo (TRC) de Fiedler e seus colaboradores.</p>
  <p>Na hipótese central foi considerado que os efeitos negativos do
  estresse e o estilo de liderança inapropriado têm implicações sobre a
  atividade gerencial e o adoecimento dos trabalhadores prisionais,
  sendo pressuposta uma correlação entre o estilo de liderança utilizado
  no gerenciamento das unidades prisionais e a vulnerabilidade ao
  estresse no ambiente prisional com a sintomatologia do estresse dos
  agentes e gerentes prisionais; a qual fora comprovada,
  estatisticamente, através do uso de instrumentos psicométricos para as
  variáveis liderança e estresse ocupacional.</p>
  <p>A pesquisa, no que diz respeito ao enquadramento teórico, em sua
  revisão de literatura e fundamentação teórica retratou o estresse
  ocupacional sobre o enfoque das questões psicológicas e o controle
  sobre o trabalho; apresentando a estrutura e o funcionamento do
  ambiente de trabalho, as unidades prisionais, como um fator de alta
  vulnerabilidade ao estresse para os agentes
  penitenciários<xref ref-type="fn" rid="fn3">3</xref> e os gerentes
  prisionais, com especial destaque para o estilo de liderança do
  gerente prisional. A liderança foi retratada no enquadramento teórico
  correlacionada ao estresse.</p>
</disp-quote>
<p><bold>O ESTRESSE OCUPACIONAL</bold></p>
<disp-quote>
  <p>A maior fonte de estresse para adultos, segundo Junior e Lipp
  (2011), é o estresse ocupacional, conceituado por Lin, Lin e Lin
  (2011) como a experiência pessoal de desconforto efetuada pelo
  desequilíbrio significativo que a pessoa percebe entre certas
  exigências do seu contexto de trabalho e as suas capacidades de
  resposta.</p>
  <p>O estresse ocupacional não afeta apenas a saúde mental do
  trabalhador, mas também é danoso à organização, pois afeta o
  <italic>turnover</italic><xref ref-type="fn" rid="fn4">4</xref>, a
  produtividade e o desempenho organizacional, devendo ser levado em
  consideração que algumas profissões predispõem os seus profissionais a
  situações mais estressantes que outras (JUNIOR; LIPP, 2011;
  MOSADEGHRAD, 2013).</p>
  <p>Diversos estudos realizados com profissionais de segurança pública
  consideram que, dentre tais profissionais, os mais afetados pelo
  estresse ocupacional são os policiais e os agentes penitenciários
  (BEZERRA; MINAYO; CONSTANTINO, 2013; BONEZ; DAL MORO; SEHNEM, 2013;
  FERREIRA; MENEZES; DIAS, 2012; FINNEY; STERGIOPOULOS; HENSEL; BONATO;
  DEWA, 2013).</p>
  <p>No tocante ao estresse ocupacional dos agentes penitenciários, Roy
  e Avdija (2012) atribuem este ao ambiente prisional, afirmando que a
  maioria dos estudos sobre o ambiente prisional mostra que este afeta o
  bem-estar emocional dos funcionários da prisão, traz estresse entre
  eles, afeta a satisfação destes no trabalho e, em última análise,
  culmina em <italic>burnout</italic> entre muitos destes funcionários.
  Portanto, de uma forma geral, nas unidades prisionais o estresse é
  elevado, ainda que as tarefas sejam rotineiras e os agentes
  penitenciários sejam preparados para desempenhá-las (MOLLEMAN; VAN DER
  BROEK, 2014; MORAES, 2013).</p>
  <p>Neste contexto, nos estudos sobre estresse ocupacional, é possível
  predizer o estresse, consoante à revisão de literatura feita por Faro
  e Pereira (2012), através da associação de três variáveis: as fontes
  de pressão no trabalho (estressores), as estratégias de
  <italic>coping</italic> e os sintomas de estresse.</p>
  <p>Para Sadir e Lipp (2013), a principal preocupação dos pesquisadores
  que estudam o estresse ocupacional é a identificação dos estressores,
  que podem ser tanto de natureza física como psicossocial (BALASSIANO;
  TAVARES; PIMENTA, 2011), podendo ser encontrado no ambiente prisional
  estressores de ambas as naturezas (ALMEIDA; PAES-MACHADO, 2013; CHIES,
  2013; MOLLEMAN; VAN DER BROEK, 2014; MORAES, 2013).</p>
  <p>Desta forma, Junior e Lipp (2011) encontraram embasamentos
  científicos que demonstram que os estressores devem ser pesquisados em
  quatro fatores diferentes e interligados, que são os fatores
  relacionados às tarefas; às normas da organização; aos processos do
  trabalho; e às relações interpessoais. No ambiente prisional, o estilo
  de liderança do gerente prisional pode influenciar todos estes
  fatores, considerando que:</p>
  <p>A administração do presídio não pode ficar engessada, presa a
  procedimentos ineficazes. Várias são as medidas adotadas pela
  administração carcerária sem que sejam expostas as razões... Muitas
  vezes, por exemplo, uma simples mudança de cela causa revolta
  internamente e pode levar a transtornos em toda a cadeia. (MENDES,
  2011, p. 91-92).</p>
  <p>Nesta perspectiva, em sua pesquisa com agentes penitenciários da
  capital baiana, Monteiro (2013) aponta que o contato direto com o
  preso não é o fator preponderante para o aumento da pressão nas
  unidades prisionais, mas sim as relações no ambiente de trabalho com
  os pares e as lideranças, afetadas em função da rotina prisional,
  havendo uma grande insatisfação dos agentes com a administração por
  parte dos gerentes prisionais.</p>
  <p>Para Monteiro (2013), uma das consequências dos problemas de
  relacionamento entre os agentes e a direção da prisão é a resistência
  dos gerentes prisionais em ouvir os agentes quando estes trazem as
  demandas dos presos, causando revolta entre os presos, o que culmina
  em motins e até mesmo em rebeliões.</p>
  <p>Neste sentido, conforme Silveira, Enumo, Pozzato e de Paula (2014)
  afirmam, deve ser considerado que o estilo de liderança dos
  superiores, quando inadequado ao contexto de trabalho, culmina na
  impossibilidade de diálogo, que implica na falta de participação na
  tomada de decisão, tornando-se um estressor que está relacionado a uma
  liderança caracterizada em baixos níveis de relacionamentos, o qual
  somado a outros estressores próprios do sistema prisional pode
  resultar em elevados níveis de vulnerabilidade ao estresse no ambiente
  de trabalho, podendo também resultar em adoecimento do trabalhador
  conforme a resposta deste ao contexto estressor.</p>
  <p>O conjunto de estratégias cognitivas e comportamentais utilizadas
  como resposta aos estressores é definido como <italic>coping</italic>,
  que pode ser positivo (controle pela ação ou pela emoção e também
  associando os aspetos cognitivos de apoio social) ou negativo, quando
  resultante da associação entre a fuga e o isolamento (VEIT; CASTRO,
  2013).</p>
  <p>Embora a experiência e a inteligência sejam estratégias de controle
  associadas ao controle no contexto do trabalho prisional,
  possibilitando aos trabalhadores prisionais fazerem uso de seu
  repertório de comportamentos e conhecimentos adquiridos pelas
  experiências passadas diante de uma situação de elevado estresse
  (ATKIN-PLUNK; ARMSTRONG, 2013), quando se trata de estratégias de
  <italic>coping</italic> usadas no enfrentamento ao estresse
  ocupacional nas prisões, os estudos de Monteiro (2013) apontam que o
  álcool é uma estratégia negativa muito utilizada entre os
  trabalhadores prisionais, a qual traz danos ao desempenho das funções
  destes trabalhadores na unidade prisional; tendo, neste sentido, Dias
  <italic>et al.</italic> (2012) apontado que no sistema prisional
  brasileiro existe uma relação direta entre a enorme pressão à qual
  estes trabalhadores prisionais estão submetidos e o elevado consumo de
  bebidas alcoólicas. Assim sendo, em sua revisão de literatura,
  Ferreira, Menezes e Dias (2012) apontam um estudo com os agentes
  penitenciários da Região Metropolitana de Salvador/BA, realizado em
  2002, no qual verificou-se que 68,5% dos agentes consumiam bebidas
  alcoólicas regularmente; dados bastante próximos ao estudo de Dias
  <italic>et al.</italic> (2012) realizado em 2011 com os agentes
  penitenciários na Região Metropolitana de Belo Horizonte/MG, no qual
  havia 63,1% de agentes masculinos e 60% de agentes femininas que
  consumiam álcool regularmente.</p>
  <p>Desta forma, deve ser considerado que o álcool e outras drogas
  enquanto estratégia de <italic>coping</italic> negativa utilizada
  pelos trabalhadores prisionais baianos (MONTEIRO, 2013) é um fator
  determinante de saúde que agrava a sintomatologia do estresse
  (VALENTIM; SANTOS; PAIS-RIBEIRO, 2014), afetando estes trabalhadores
  com danos sociais, físicos e psicológicos (SADIR; LIPP, 2013).</p>
</disp-quote>
<p><bold>O ESTILO DE LIDERANÇA</bold></p>
<disp-quote>
  <p>A liderança é conceituada como um fenômeno de influência
  interpessoal, exercida em determinada situação através do processo de
  comunicação humana, visando o alcance de determinados objetivos
  (HOLTZ; HAROLD, 2013).</p>
  <p>Desta maneira, Fiedler e Gibson (2010) afirmam que, em situações de
  pressão excessiva e conflitos, a liderança é fundamental para a
  eficiência da equipe. Neste sentido, Nascimento (2012) aponta que os
  modelos teóricos de liderança estão baseados na interação entre líder
  e liderado, com a possibilidade de a liderança ser mais orientada para
  as pessoas ou para as tarefas.</p>
</disp-quote>
<p>A partir da “Teoria dos Estilos de Decisão dos Líderes”, cujo foco da
liderança centra-se mais especificamente na forma como os líderes tomam
decisões e nas repercussões que produzem nos índices de produtividade e
satisfação geral dos liderados, surge uma tendência denominada
“comportamental”, que partia do pressuposto básico de que a
produtividade, a motivação e a qualidade do desempenho dos seguidores
decorrem da maneira como o líder se comporta e do que ele faz
(NASCIMENTO, 2012).</p>
<disp-quote>
  <p>Porém, as abordagens comportamentais, uma vez que possuem um
  enfoque de direcionamento, ignoram as mudanças nas situações, isto é,
  no contexto em que a liderança é exercida; assim, posteriormente, os
  fatores situacionais foram associados aos comportamentos, fazendo
  surgir a terceira tendência, baseada num novo conjunto de abordagens
  denominadas abordagens contingenciais, que não tinham por objetivo
  descobrir o melhor estilo de liderança, mas o estilo mais apto à
  eficácia diante de uma determinada circunstância (WOLFF; CABRAL;
  LOURENÇO, 2013).</p>
  <p>Fiedler (1967) considerou que não apenas o líder, mas também os
  liderados e a situação são variáveis que determinam o processo da
  liderança; fato que constituiu-se numa grande contribuição aos estudos
  sobre liderança, posto que as teorias anteriores, tanto as teorias de
  traços de personalidade, que centram-se nas características do líder,
  quanto as teorias dos estilos de liderança, baseadas no impacto que o
  comportamento do líder produz nos seus subordinados, não exploraram
  determinadas variáveis que interferem no processo de liderança.</p>
  <p>Neste contexto, Fiedler (1967) desenvolveu a ideia do controle
  situacional, fundamentado em três perspectivas: a relação do líder com
  os liderados (representada pelo grau de confiança, credibilidade e
  respeito que os seguidores têm para com o seu líder); a posição de
  poder que ele detém (i.e., autoridade para disciplinar, promover,
  etc.); e a estruturação da tarefa (i.e., o grau em que os
  procedimentos são estabelecidos no trabalho). Portanto, quanto melhor
  for o relacionamento líder/subordinados, quanto maior for seu poder de
  recompensar e punir, e quanto mais estruturada for a tarefa, maior é o
  controle situacional e, por consequência, maiores são as chances de
  sucesso dessa liderança (NASCIMENTO, 2012).</p>
  <p>Nascimento (2012) aponta que Fiedler e Garcia (1987) reformulam a
  teoria original por meio da denominada Teoria do Reforço Cognitivo
  (TRC), que incluía o estresse como uma variável de desvantagem
  situacional e admitia, em sua essência, que o estresse afeta a
  liderança pois é prejudicial à racionalidade. A TRC sustenta que a
  inteligência e a experiência contribuem para a eficácia da liderança
  em determinadas situações, considerando que o desempenho da equipe é
  determinado pela interação entre estes traços do líder, isto é: a
  inteligência e a experiência; um tipo de comportamento do líder, que é
  a liderança diretiva; e os aspectos da situação, ou seja, o estresse
  interpessoal e a natureza da tarefa da equipe (VON KROGH; NONAKA;
  RECHSTEINER, 2012; DINH; LORD, 2012).</p>
  <p>A TRC propõe que o estresse elevado interfere na capacidade de
  processamento da informação e tomada de decisão, podendo tornar a
  inteligência inútil frente à situação estressora (FIEDLER; GARCIA,
  1987). É proposto ainda na TRC que, sob condições de elevado estresse,
  os líderes experientes conseguem maior eficácia do que os
  inexperientes; portanto, quanto maior for a experiência do líder em
  situações de elevado estresse, mais eficaz será seu desempenho
  (FIEDLER; GARCIA, 1987).</p>
</disp-quote>
<p><bold>MATERIAIS E MÉTODOS</bold></p>
<list list-type="alpha-upper">
  <list-item>
    <label>A)</label>
    <p specific-use="wrapper">
      <disp-quote>
        <p><bold>Tipo de pesquisa</bold></p>
      </disp-quote>
    </p>
  </list-item>
</list>
<disp-quote>
  <p>No tocante ao tipo de pesquisa, o estudo de método misto foi
  analítico quanto aos seus fins, possuindo um caráter descritivo e
  correlacional dentro de análises predominantemente quantitativas.</p>
</disp-quote>
<list list-type="alpha-upper">
  <list-item>
    <label>B)</label>
    <p specific-use="wrapper">
      <disp-quote>
        <p><bold>Local do estudo e população estudada</bold></p>
      </disp-quote>
    </p>
  </list-item>
</list>
<disp-quote>
  <p>A população do estudo foi constituída por 1.600 agentes
  penitenciários e 100 gerentes prisionais, envolvendo todos os gerentes
  prisionais e todos os agentes penitenciários de 24 unidades prisionais
  da Bahia, sendo a amostra do estudo formada por 320 agentes
  penitenciários e 80 gerentes prisionais.</p>
</disp-quote>
<list list-type="alpha-upper">
  <list-item>
    <label>C)</label>
    <p specific-use="wrapper">
      <disp-quote>
        <p><bold>Instrumentos e procedimentos de coleta</bold></p>
      </disp-quote>
    </p>
  </list-item>
</list>
<disp-quote>
  <p>Nos estudos empíricos, em virtude de já existirem instrumentos
  padronizados para medirem as variáveis em estudo (estilo de liderança
  e estresse – estressores, <italic>coping</italic> e sintomas de
  estresse), não foi elaborada nenhuma escala nova para medir tais
  variáveis. Assim, a pesquisa teve, no plano concreto da investigação,
  a aplicação da Escala de Vulnerabilidade ao Estresse no Trabalho,
  construída por Sisto, Baptista, Noronha e Santos (2007), considerando
  que este instrumento possibilita estudar a relação entre clima
  organizacional, pressão no trabalho e outros agentes de estresse;
  sendo também aplicado o Inventário de Sintomas de
  <italic>Stress</italic>, construído por Lipp e Guevara (1994), para
  verificar tanto a presença de estresse quanto a ausência nos sujeitos,
  como a ocorrência de sintomas físicos e psicológicos e, ademais, qual
  a fase do estresse em que se encontrava cada pesquisado. Também foi
  aplicada a Escala Toulousaine de <italic>Coping</italic>, adaptada de
  Esparbès, Sordes-Arder e Tap (1993) por Stephenson (2001), que mede as
  estratégias de <italic>coping</italic>, para uso com a população
  brasileira<italic>.</italic></p>
  <p>Por fim, foi aplicada a Escala de Avaliação de Estilos Gerenciais
  criada por Melo (2001), que mede o foco da liderança do gerente; sendo
  ainda aplicado um questionário ocupacional, com o propósito de
  facilitar a compreensão desta Escala, considerando a recomendação de
  Melo (2004) de que o fator tarefa seja complementado por um
  questionário que possibilite maior compreensão do contexto no qual um
  estilo de liderança é predominante.</p>
  <p>O questionário ocupacional, a Escala de Vulnerabilidade ao Estresse
  no Trabalho (EVENT), a Escala Toulousaine de <italic>Coping</italic>
  (ETC) e o Inventário de Sintomas de <italic>Stress</italic> para
  Adultos de Lipp (ISSL) foram aplicados a todos os pesquisados, tanto
  aos agentes penitenciários quanto aos gerentes prisionais; no entanto,
  a Escala de Avaliação de Estilos Gerenciais (EAEG) foi aplicada apenas
  com os agentes penitenciários.</p>
</disp-quote>
<list list-type="alpha-upper">
  <list-item>
    <label>D)</label>
    <p specific-use="wrapper">
      <disp-quote>
        <p><bold>Procedimentos éticos</bold></p>
      </disp-quote>
    </p>
  </list-item>
</list>
<disp-quote>
  <p>A pesquisa, CAAE: 04033913.3.0000.0053, foi aprovada pelo Comitê de
  Ética em Pesquisa da Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS),
  Bahia. Parecer nº 507.374.</p>
</disp-quote>
<list list-type="alpha-upper">
  <list-item>
    <label>E)</label>
    <p specific-use="wrapper">
      <disp-quote>
        <p><bold>Procedimentos de análise de dados</bold></p>
      </disp-quote>
    </p>
  </list-item>
</list>
<disp-quote>
  <p>Considerando que o objetivo principal da pesquisa é estabelecer
  relações que possibilitem predizer uma ou mais variáveis em termos de
  outras, desta forma, foram utilizadas a correlação e a regressão,
  posto serem duas técnicas estreitamente relacionadas que envolvem uma
  forma de estimação; pois a análise de correlação fornece um dado
  numérico que resume o grau de relacionamento entre duas variáveis e a
  regressão ajuda a entender como determinadas variáveis influenciam
  outra variável, isto é, verifica como o comportamento de uma(s)
  variável(is) pode(m) mudar o comportamento de outra (BATTISTI;
  VIGORENA; DENUZI; KNIE, 2015).</p>
  <p>O que justifica o uso da Regressão Linear Múltipla é a necessidade
  de explicar os valores de uma variável em função de outras, portanto,
  foi utilizada procurando relacionar a variável resposta (estratégias
  de <italic>coping</italic>) com as variáveis regressoras (estilo de
  liderança e agentes estressores). Realizou-se ainda outra Regressão
  Linear Múltipla procurando relacionar a variável resposta (estilo de
  liderança) com as variáveis regressoras (estratégias de
  <italic>coping</italic> e agentes estressores). O objetivo destas duas
  regressões é saber se a variável estilo de liderança, num contexto
  situacional marcado por suposta vulnerabilidade superior ao estresse e
  elevado uso de estratégias de <italic>coping</italic> negativas,
  comporta-se como variável dependente ou variável independente
  (BATTISTI <italic>et al.</italic>, 2015; DANCEY; REIDY, 2013).</p>
  <p>Portanto, foram utilizadas as análises descritiva e indutiva de
  dados estatísticos para a interpretação das informações quantitativas,
  sendo processadas por meio do programa <italic>Statistical Package for
  the Social Sciences</italic> (SPSS), versão 22.0 Windows.</p>
</disp-quote>
<p><bold>RESULTADOS E DISCUSSÃO</bold></p>
<disp-quote>
  <p>Nesta pesquisa, estudos de precisão para os fatores da EVENT foram
  realizados baseados no alfa de <italic>Cronbach</italic>, sendo obtido
  para o Fator 1 = 0,946; para o Fator 2 = 0,874 e para o Fator 3 =
  0,914. No fator 1, “Clima e Funcionamento Organizacional,” os
  resultados apresentam uma porcentagem alta em 70,5% (n = 282) da
  população pesquisada, sendo as maiores médias obtidas nos itens
  “6-dificuldades pessoais com o chefe”, “11-expectativa excessiva da
  chefia” e “19-impossibilidade de dialogar com a chefia”. No tocante ao
  fator 2, “Pressão no Trabalho”, a porcentagem encontrada foi alta em
  47,5% (n = 190) dos pesquisados, sendo o item de maior média:
  “35-responsabilidade excessiva”. Quanto ao fator 3, “Infraestrutura e
  Rotina”, a população estudada está exposta a um nível alto de
  vulnerabilidade, correspondente a 60,8% (n = 243), com as maiores
  médias nos itens “8-doenças ou acidente pessoal”, “20-licença de saúde
  recorrente dos colegas” e “32-pouca cooperação da equipe para
  trabalhos que deveriam ser feitos em conjunto”. Assim, considerando os
  valores padronizados na EVENT para o nível de estresse, a
  vulnerabilidade geral ao estresse (42,48) encontra-se no nível médio
  superior (de 37 a 45).</p>
  <p>Quanto à vulnerabilidade por fator, no Clima e Funcionamento
  Organizacional a vulnerabilidade ao estresse encontra-se em nível
  superior (20 ou mais). A infraestrutura e rotina encontra-se em nível
  médio superior (de 7 a 9) e a pressão no trabalho em nível médio
  (15).</p>
  <p>Os dados obtidos pelo Inventário de Sintomas de
  <italic>Stress</italic> para Adultos (ISSL) mostram que 38,5% (n =154)
  dos pesquisados estavam na fase de alerta ou resistência; 26% (n =
  104), na fase quase exaustão; e 11% (n = 44) já se encontravam na fase
  de exaustão; havendo uma porcentagem de apenas 24,5% (n = 98) em que
  não foi diagnosticada nenhuma fase de estresse. Destaca-se, portanto,
  um nível mais elevado de estresse na fase quase-exaustão.</p>
  <p>No que diz respeito aos sintomas através dos quais os trabalhadores
  prisionais manifestam o estresse, observa-se que a maioria dos
  pesquisados apresentam predominantemente sintomas psicológicos
  (49,34%, n = 149), enquanto que 24,50% (n = 74) apresentam
  predominantemente sintomas físicos, e 26,16% (n = 79) apresentam tanto
  sintomas físicos, quanto psicológicos em nível próximo. Dentre os
  sintomas psicológicos manifestos por todos os trabalhadores prisionais
  estressados nas fases quase-exaustão (n = 104) e exaustão (n = 44)
  destaca-se o item “irritação excessiva”, que foi assinalado por todos
  os trabalhadores que estavam em uma destas fases. No tocante aos
  sintomas psicológicos na fase exaustão, o item “impossibilidade de
  trabalhar” foi assinalado por todos os n = 44 trabalhadores que se
  encontravam nesta fase.</p>
  <p>Das 24 unidades prisionais pesquisadas, foi diagnosticado estresse
  nas fases quase-exaustão ou exaustão entre os trabalhadores de 11
  unidades; tendo, em todas estas unidades, 100% dos gerentes prisionais
  com a formação especializada na área.</p>
  <p>No tocante às estratégias de <italic>Coping</italic> dos
  Trabalhadores Prisionais da Bahia, as subescalas da ETC apresentam
  níveis de consistência interna que variam de razoável, na subescala
  Apoio Social (α = 0,689), a bom: Controle (α = 0,796), Isolamento (α =
  0,839) e Recusa (α = 0,820).</p>
  <p>A média geral da subescala controle na escala de
  <italic>Likert</italic> de 1 a 5 foi M = 3,74 com DP = 0,404. A média
  geral da subescala Apoio Social na escala de <italic>Likert</italic>
  de 1 a 5 foi M = 3,30 e DP = 0,404. A média geral da subescala
  Isolamento na escala de <italic>Likert</italic> de 1 a 5 foi M = 2,28
  com DP = 0,41; embora o item “39-tomo drogas ou fumo para acalmar a
  minha angústia” tenha obtido M = 3,11. A média geral da estratégia
  Isolamento foi M = 31,97.</p>
  <p>Apesar das estratégias da subescala isolamento serem utilizadas
  apenas por 10,5% (n = 42) dos pesquisados, a estratégia referente ao
  consumo de álcool, fumo e outras drogas obteve uma média superior a M
  = 3 em 64% (n = 256) dos pesquisados, sendo n = 224 agentes
  penitenciários e n = 32 gerentes prisionais.</p>
  <p>No tocante aos resultados obtidos com a EAEG, suas subescalas
  apresentam bons índices de consistência interna, com valores de Alfa
  de <italic>Cronbach</italic> de 0,758 para a subescala Relacionamento;
  0,888 para a subescala Situacional e 0,880 para a subescala Tarefa. O
  fator tarefa apresentou a maior média e o fator relacionamento, a
  menor. As diferenças entre as médias das pontuações das subescalas
  Tarefa e Relacionamento são maiores que as das subescalas
  Relacionamento e Situação.</p>
  <p>A média geral das respostas no fator relacionamento foi 2,57, com
  desvio-padrão de 0,29; sendo encontrado nos itens “5-interessa-se
  pelos sentimentos dos subordinados”, “16-mostra-se acessível aos
  subordinados” e “19-encontra tempo para ouvir os membros do grupo” a
  menor média (M = 2,14) entre os itens de todas as subescalas da EAEG.
  O fator Tarefa apresentou média geral de 3,72, com desvio-padrão de
  0,52; tendo o item “8-valoriza a disciplina e a subordinação
  (hierarquia)” obtido a maior média entre os itens de todas as
  subescalas, M = 4,1. O fator situacional teve média geral de 2,79, com
  desvio-padrão de 0,58.</p>
</disp-quote>
<p> O questionário mostra que tanto a maioria dos agentes penitenciários
quanto a maioria dos gerentes prisionais concordam que o desempenho das
tarefas não era satisfatório (65,5%; n = 262), e aponta que 72,75 % (n =
291), dos trabalhadores prisionais pesquisados percebiam que a liderança
na sua unidade prisional era diretiva. A maioria dos 34,5% (n = 138) que
afirmou que o desempenho das tarefas era satisfatório; também afirmou
que o estilo de liderança dos gerentes de sua unidade prisional era
focado nos relacionamentos ou nas situações. Encontrou-se, também, com
este instrumento, elevada percentagem de gerentes prisionais experientes
(81,82%), principalmente, nas 11 unidades prisionais que tinham a
maioria dos pesquisados nas fases quase-exaustão ou exaustão; sendo o
estilo de liderança destas unidades focado nas tarefas em 72,73% (n = 8)
e o desempenho das tarefas dado como não satisfatório em 81,82% (n =
09), englobando as unidades em que a liderança era focada nas
tarefas.</p>
<disp-quote>
  <p>Com base nos dados obtidos em todos os instrumentos, foi construído
  um modelo de regressão linear tendo como variáveis independentes as
  subescalas da EAEG e da EVENT e como variável dependente a ETC, para
  avaliar se a EAEG e a EVENT influenciam a ETC; sendo encontrado um
  modelo significativo (F = 2,196; p = 0,043), ainda que suas variáveis
  independentes só explicassem 4% (R<sup>2</sup> = 0,04) da variável
  dependente. A análise dos coeficientes de regressão (Tabela 1), porém,
  mostra que a variável EVENT Pressão no Trabalho tem um efeito
  significativo na ETC (B = 0,095; p = 0,003), indicando que o aumento
  da pressão no trabalho provoca um aumento na ETC.</p>
</disp-quote>
<p><bold>Tabela 1: Modelo de regressão linear</bold></p>
<table-wrap>
  <table>
    <colgroup>
      <col width="33%" />
      <col width="12%" />
      <col width="14%" />
      <col width="14%" />
      <col width="13%" />
      <col width="14%" />
    </colgroup>
    <thead>
      <tr>
        <th><bold>Variáveis independentes</bold></th>
        <th><bold>B</bold></th>
        <th><bold>Erro Padrão</bold></th>
        <th><bold>β</bold></th>
        <th><bold>t</bold></th>
        <th><bold>p</bold></th>
      </tr>
      <tr>
        <th><p specific-use="wrapper">
          <disp-quote>
            <p>Constante</p>
          </disp-quote>
        </p></th>
        <th><p specific-use="wrapper">
          <disp-quote>
            <p>2,935</p>
          </disp-quote>
        </p></th>
        <th><p specific-use="wrapper">
          <disp-quote>
            <p>0,123</p>
          </disp-quote>
        </p></th>
        <th></th>
        <th><p specific-use="wrapper">
          <disp-quote>
            <p>23,815</p>
          </disp-quote>
        </p></th>
        <th><p specific-use="wrapper">
          <disp-quote>
            <p>0,000</p>
          </disp-quote>
        </p></th>
      </tr>
      <tr>
        <th><p specific-use="wrapper">
          <disp-quote>
            <p>EAEG_RELACIONAMENTO</p>
          </disp-quote>
        </p></th>
        <th><p specific-use="wrapper">
          <disp-quote>
            <p>-0,050</p>
          </disp-quote>
        </p></th>
        <th><p specific-use="wrapper">
          <disp-quote>
            <p>0,030</p>
          </disp-quote>
        </p></th>
        <th><p specific-use="wrapper">
          <disp-quote>
            <p>-0,094</p>
          </disp-quote>
        </p></th>
        <th><p specific-use="wrapper">
          <disp-quote>
            <p>-1,656</p>
          </disp-quote>
        </p></th>
        <th><p specific-use="wrapper">
          <disp-quote>
            <p>0,099</p>
          </disp-quote>
        </p></th>
      </tr>
      <tr>
        <th><p specific-use="wrapper">
          <disp-quote>
            <p>EAEG_SITUACIONAL</p>
          </disp-quote>
        </p></th>
        <th><p specific-use="wrapper">
          <disp-quote>
            <p>0,005</p>
          </disp-quote>
        </p></th>
        <th><p specific-use="wrapper">
          <disp-quote>
            <p>0,015</p>
          </disp-quote>
        </p></th>
        <th><p specific-use="wrapper">
          <disp-quote>
            <p>0,018</p>
          </disp-quote>
        </p></th>
        <th><p specific-use="wrapper">
          <disp-quote>
            <p>0,327</p>
          </disp-quote>
        </p></th>
        <th><p specific-use="wrapper">
          <disp-quote>
            <p>0,744</p>
          </disp-quote>
        </p></th>
      </tr>
      <tr>
        <th><p specific-use="wrapper">
          <disp-quote>
            <p>EAEG_TAREFA</p>
          </disp-quote>
        </p></th>
        <th><p specific-use="wrapper">
          <disp-quote>
            <p>-0,018</p>
          </disp-quote>
        </p></th>
        <th><p specific-use="wrapper">
          <disp-quote>
            <p>0,017</p>
          </disp-quote>
        </p></th>
        <th><p specific-use="wrapper">
          <disp-quote>
            <p>-0,059</p>
          </disp-quote>
        </p></th>
        <th><p specific-use="wrapper">
          <disp-quote>
            <p>-1,031</p>
          </disp-quote>
        </p></th>
        <th><p specific-use="wrapper">
          <disp-quote>
            <p>0,303</p>
          </disp-quote>
        </p></th>
      </tr>
      <tr>
        <th><p specific-use="wrapper">
          <disp-quote>
            <p>EVENT_CFO</p>
          </disp-quote>
        </p></th>
        <th><p specific-use="wrapper">
          <disp-quote>
            <p>0,005</p>
          </disp-quote>
        </p></th>
        <th><p specific-use="wrapper">
          <disp-quote>
            <p>0,025</p>
          </disp-quote>
        </p></th>
        <th><p specific-use="wrapper">
          <disp-quote>
            <p>0,011</p>
          </disp-quote>
        </p></th>
        <th><p specific-use="wrapper">
          <disp-quote>
            <p>0,195</p>
          </disp-quote>
        </p></th>
        <th><p specific-use="wrapper">
          <disp-quote>
            <p>0,846</p>
          </disp-quote>
        </p></th>
      </tr>
      <tr>
        <th><p specific-use="wrapper">
          <disp-quote>
            <p>EVENT_PT</p>
          </disp-quote>
        </p></th>
        <th><p specific-use="wrapper">
          <disp-quote>
            <p>0,095</p>
          </disp-quote>
        </p></th>
        <th><p specific-use="wrapper">
          <disp-quote>
            <p>0,032</p>
          </disp-quote>
        </p></th>
        <th><p specific-use="wrapper">
          <disp-quote>
            <p>0,169</p>
          </disp-quote>
        </p></th>
        <th><p specific-use="wrapper">
          <disp-quote>
            <p>2,993</p>
          </disp-quote>
        </p></th>
        <th><p specific-use="wrapper">
          <disp-quote>
            <p>0,003</p>
          </disp-quote>
        </p></th>
      </tr>
      <tr>
        <th><p specific-use="wrapper">
          <disp-quote>
            <p>EVENT_IER</p>
          </disp-quote>
        </p></th>
        <th><p specific-use="wrapper">
          <disp-quote>
            <p>0,022</p>
          </disp-quote>
        </p></th>
        <th><p specific-use="wrapper">
          <disp-quote>
            <p>0,029</p>
          </disp-quote>
        </p></th>
        <th><p specific-use="wrapper">
          <disp-quote>
            <p>0,043</p>
          </disp-quote>
        </p></th>
        <th><p specific-use="wrapper">
          <disp-quote>
            <p>0,767</p>
          </disp-quote>
        </p></th>
        <th><p specific-use="wrapper">
          <disp-quote>
            <p>0,444</p>
          </disp-quote>
        </p></th>
      </tr>
    </thead>
    <tbody>
    </tbody>
  </table>
</table-wrap>
<p>Variável dependente: ETC</p>
<p>Fonte: Elaboração própria (2016).</p>
<disp-quote>
  <p>Para confirmar se de fato o estilo de liderança era uma variável
  independente foi construído outro modelo de regressão linear, desta
  vez, tendo como variáveis independentes as subescalas da EVENT e da
  ETC e como variável dependente a EAEG. O modelo não se mostrou
  significativo (F = 1,473; p = 0,176) e apenas explica 3,2%
  (R<sup>2</sup> = 0,032) da variabilidade da EAEG. Nenhum dos
  coeficientes de regressão foi significativo (Tabela 2), indicando que
  nenhuma das variáveis independentes tinha uma influência significativa
  na EAEG. Desta forma, comparando os dois modelos de regressão linear,
  encontra-se uma provável comprovação que o estilo de liderança se
  comporta como uma variável independente.</p>
</disp-quote>
<p><bold>Tabela 2: Modelo de regressão linear</bold></p>
<table-wrap>
  <table>
    <colgroup>
      <col width="32%" />
      <col width="13%" />
      <col width="14%" />
      <col width="14%" />
      <col width="13%" />
      <col width="14%" />
    </colgroup>
    <thead>
      <tr>
        <th><bold>Variáveis independentes</bold></th>
        <th><bold>B</bold></th>
        <th><bold>Erro Padrão</bold></th>
        <th><bold>β</bold></th>
        <th><bold>t</bold></th>
        <th><bold>p</bold></th>
      </tr>
      <tr>
        <th><p specific-use="wrapper">
          <disp-quote>
            <p>(Constant)</p>
          </disp-quote>
        </p></th>
        <th><p specific-use="wrapper">
          <disp-quote>
            <p>3,019</p>
          </disp-quote>
        </p></th>
        <th><p specific-use="wrapper">
          <disp-quote>
            <p>0,276</p>
          </disp-quote>
        </p></th>
        <th></th>
        <th><p specific-use="wrapper">
          <disp-quote>
            <p>10,921</p>
          </disp-quote>
        </p></th>
        <th><p specific-use="wrapper">
          <disp-quote>
            <p>0,000</p>
          </disp-quote>
        </p></th>
      </tr>
      <tr>
        <th><p specific-use="wrapper">
          <disp-quote>
            <p>EVENT_CFO EVENT</p>
          </disp-quote>
        </p></th>
        <th><p specific-use="wrapper">
          <disp-quote>
            <p>0,017</p>
          </disp-quote>
        </p></th>
        <th><p specific-use="wrapper">
          <disp-quote>
            <p>0,037</p>
          </disp-quote>
        </p></th>
        <th><p specific-use="wrapper">
          <disp-quote>
            <p>0,027</p>
          </disp-quote>
        </p></th>
        <th><p specific-use="wrapper">
          <disp-quote>
            <p>0,471</p>
          </disp-quote>
        </p></th>
        <th><p specific-use="wrapper">
          <disp-quote>
            <p>0,638</p>
          </disp-quote>
        </p></th>
      </tr>
      <tr>
        <th><p specific-use="wrapper">
          <disp-quote>
            <p>EVENT_PT</p>
          </disp-quote>
        </p></th>
        <th><p specific-use="wrapper">
          <disp-quote>
            <p>0,055</p>
          </disp-quote>
        </p></th>
        <th><p specific-use="wrapper">
          <disp-quote>
            <p>0,047</p>
          </disp-quote>
        </p></th>
        <th><p specific-use="wrapper">
          <disp-quote>
            <p>0,066</p>
          </disp-quote>
        </p></th>
        <th><p specific-use="wrapper">
          <disp-quote>
            <p>1,160</p>
          </disp-quote>
        </p></th>
        <th><p specific-use="wrapper">
          <disp-quote>
            <p>0,247</p>
          </disp-quote>
        </p></th>
      </tr>
      <tr>
        <th><p specific-use="wrapper">
          <disp-quote>
            <p>EVENT_IER</p>
          </disp-quote>
        </p></th>
        <th><p specific-use="wrapper">
          <disp-quote>
            <p>0,075</p>
          </disp-quote>
        </p></th>
        <th><p specific-use="wrapper">
          <disp-quote>
            <p>0,042</p>
          </disp-quote>
        </p></th>
        <th><p specific-use="wrapper">
          <disp-quote>
            <p>0,114</p>
          </disp-quote>
        </p></th>
        <th><p specific-use="wrapper">
          <disp-quote>
            <p>2,002</p>
          </disp-quote>
        </p></th>
        <th><p specific-use="wrapper">
          <disp-quote>
            <p>0,146</p>
          </disp-quote>
        </p></th>
      </tr>
      <tr>
        <th><p specific-use="wrapper">
          <disp-quote>
            <p>ETC_CONTROLE</p>
          </disp-quote>
        </p></th>
        <th><p specific-use="wrapper">
          <disp-quote>
            <p>0,012</p>
          </disp-quote>
        </p></th>
        <th><p specific-use="wrapper">
          <disp-quote>
            <p>0,043</p>
          </disp-quote>
        </p></th>
        <th><p specific-use="wrapper">
          <disp-quote>
            <p>0,022</p>
          </disp-quote>
        </p></th>
        <th><p specific-use="wrapper">
          <disp-quote>
            <p>0,286</p>
          </disp-quote>
        </p></th>
        <th><p specific-use="wrapper">
          <disp-quote>
            <p>0,775</p>
          </disp-quote>
        </p></th>
      </tr>
      <tr>
        <th><p specific-use="wrapper">
          <disp-quote>
            <p>ETC_APOIO_SOCIAL</p>
          </disp-quote>
        </p></th>
        <th><p specific-use="wrapper">
          <disp-quote>
            <p>-0,036</p>
          </disp-quote>
        </p></th>
        <th><p specific-use="wrapper">
          <disp-quote>
            <p>0,032</p>
          </disp-quote>
        </p></th>
        <th><p specific-use="wrapper">
          <disp-quote>
            <p>-0,064</p>
          </disp-quote>
        </p></th>
        <th><p specific-use="wrapper">
          <disp-quote>
            <p>-1,125</p>
          </disp-quote>
        </p></th>
        <th><p specific-use="wrapper">
          <disp-quote>
            <p>0,262</p>
          </disp-quote>
        </p></th>
      </tr>
      <tr>
        <th><p specific-use="wrapper">
          <disp-quote>
            <p>ETC_ISOLAMENTO</p>
          </disp-quote>
        </p></th>
        <th><p specific-use="wrapper">
          <disp-quote>
            <p>0,019</p>
          </disp-quote>
        </p></th>
        <th><p specific-use="wrapper">
          <disp-quote>
            <p>0,051</p>
          </disp-quote>
        </p></th>
        <th><p specific-use="wrapper">
          <disp-quote>
            <p>0,034</p>
          </disp-quote>
        </p></th>
        <th><p specific-use="wrapper">
          <disp-quote>
            <p>0,373</p>
          </disp-quote>
        </p></th>
        <th><p specific-use="wrapper">
          <disp-quote>
            <p>0,709</p>
          </disp-quote>
        </p></th>
      </tr>
      <tr>
        <th><p specific-use="wrapper">
          <disp-quote>
            <p>ETC_RECUSA</p>
          </disp-quote>
        </p></th>
        <th><p specific-use="wrapper">
          <disp-quote>
            <p>-0,065</p>
          </disp-quote>
        </p></th>
        <th><p specific-use="wrapper">
          <disp-quote>
            <p>0,060</p>
          </disp-quote>
        </p></th>
        <th><p specific-use="wrapper">
          <disp-quote>
            <p>-0,099</p>
          </disp-quote>
        </p></th>
        <th><p specific-use="wrapper">
          <disp-quote>
            <p>-1,085</p>
          </disp-quote>
        </p></th>
        <th><p specific-use="wrapper">
          <disp-quote>
            <p>0,279</p>
          </disp-quote>
        </p></th>
      </tr>
    </thead>
    <tbody>
    </tbody>
  </table>
</table-wrap>
<p>Variável dependente: EAEG</p>
<p>Fonte: Elaboração própria (2016).</p>
<disp-quote>
  <p>Ainda no que diz respeito ao estilo de liderança, a correlação
  entre a EAEG Relacionamento e a EAEG Tarefa é negativa e significativa
  (<italic>r</italic> = -0,186; <italic>p</italic> &lt; 0,05) indicando,
  conforme a Tabela 3, uma tendência de diminuição de uma variável com o
  aumento da outra.</p>
</disp-quote>
<p><bold>Tabela 3: Correlações entre a EAEG e as outras
escalas</bold></p>
<table-wrap>
  <table>
    <colgroup>
      <col width="28%" />
      <col width="18%" />
      <col width="18%" />
      <col width="18%" />
      <col width="18%" />
    </colgroup>
    <thead>
      <tr>
        <th></th>
        <th colspan="4"><bold>EAEG</bold></th>
      </tr>
      <tr>
        <th></th>
        <th>α</th>
        <th>Relacionamento</th>
        <th>Situacional</th>
        <th>Tarefa</th>
      </tr>
      <tr>
        <th><bold>Estresse</bold></th>
        <th></th>
        <th></th>
        <th></th>
        <th></th>
      </tr>
      <tr>
        <th>Relacionamento</th>
        <th>0,460**</th>
        <th>1</th>
        <th></th>
        <th></th>
      </tr>
      <tr>
        <th>Situacional</th>
        <th>0,534**</th>
        <th>-0,025</th>
        <th>1</th>
        <th></th>
      </tr>
      <tr>
        <th>Tarefa</th>
        <th>0,610**</th>
        <th>-0,186*</th>
        <th>0,016</th>
        <th>1</th>
      </tr>
      <tr>
        <th><bold>EVENT</bold></th>
        <th></th>
        <th></th>
        <th></th>
        <th></th>
      </tr>
      <tr>
        <th>Global</th>
        <th>0,118*</th>
        <th>0,022</th>
        <th>0,049</th>
        <th>0,110</th>
      </tr>
      <tr>
        <th>Clima e Func. Orga.</th>
        <th>0,039</th>
        <th>0,045</th>
        <th>0,052</th>
        <th>-0,022</th>
      </tr>
      <tr>
        <th>Pressão no Trabalho</th>
        <th>0,072</th>
        <th>-0,032</th>
        <th>-0,008</th>
        <th>0,134*</th>
      </tr>
      <tr>
        <th>Infraestrutura e Rotina</th>
        <th>0,129*</th>
        <th>0,012</th>
        <th>0,035</th>
        <th>0,145*</th>
      </tr>
      <tr>
        <th><bold>ETC</bold></th>
        <th></th>
        <th></th>
        <th></th>
        <th></th>
      </tr>
      <tr>
        <th>Global</th>
        <th>-0,051</th>
        <th>-0,087</th>
        <th>0,020</th>
        <th>-0,013</th>
      </tr>
      <tr>
        <th>Controle</th>
        <th>0,073</th>
        <th>-0,040</th>
        <th>0,074</th>
        <th>0,081</th>
      </tr>
      <tr>
        <th>Apoio Social</th>
        <th>0,058</th>
        <th>-0,091</th>
        <th>0,023</th>
        <th>-0,021</th>
      </tr>
      <tr>
        <th>Isolamento</th>
        <th>-0,040</th>
        <th>-0,025</th>
        <th>-0,026</th>
        <th>-0,016</th>
      </tr>
      <tr>
        <th>Recusa</th>
        <th>-0,077</th>
        <th>0,004</th>
        <th>-0,041</th>
        <th>-0,079</th>
      </tr>
      <tr>
        <th><bold>ISSL</bold></th>
        <th>0,031</th>
        <th>-0,065</th>
        <th>-0,018</th>
        <th>0,112*</th>
      </tr>
    </thead>
    <tbody>
    </tbody>
  </table>
</table-wrap>
<p>* <italic>p</italic> &lt; 0,05 | ** <italic>p</italic> &lt;0,01</p>
<p>Fonte: Elaboração própria (2016).</p>
<disp-quote>
  <p>Quanto à vulnerabilidade dos agentes penitenciários e gerentes
  prisionais aos estressores, a EVENT mostrou que estes estão
  correlacionados com os sintomas de estresse (EVENT Infraestrutura e
  Rotina; <italic>r</italic> = 0,143; <italic>p</italic> &lt; 0,05)
  destes trabalhadores e com as estratégias de <italic>coping</italic>
  que estes usam; pois, na análise de regressão tendo o
  <italic>coping</italic> como variável dependente, a EVENT_PT tem um
  efeito significativo na ETC (B = 0,095; p = 0,003).</p>
  <p>No tocante aos fatores da EVENT, a análise estatística mostrou que
  as correlações da Infraestrutura e Rotina com o Clima e Funcionamento
  Organizacional e com a Pressão no Trabalho são positivas,
  significativas, mas de muito baixa intensidade, conforme é mostrado na
  Tabela 4, que apresenta os coeficientes de correlação entre as escalas
  da EVENT e entre estas e as restantes escalas.</p>
</disp-quote>
<p><bold>Tabela 4: Correlações entre a EVENT e as outras
escalas</bold></p>
<table-wrap>
  <table>
    <colgroup>
      <col width="28%" />
      <col width="18%" />
      <col width="18%" />
      <col width="18%" />
      <col width="18%" />
    </colgroup>
    <thead>
      <tr>
        <th></th>
        <th colspan="4"><bold>EVENT</bold></th>
      </tr>
      <tr>
        <th></th>
        <th>α</th>
        <th>Clima e Func. Orga.</th>
        <th>Pressão no Trabalho</th>
        <th>Infraestrutura e Rotina</th>
      </tr>
      <tr>
        <th><bold>EVENT</bold></th>
        <th></th>
        <th></th>
        <th></th>
        <th></th>
      </tr>
      <tr>
        <th>Clima e Func. Orga.</th>
        <th>0,744**</th>
        <th>1</th>
        <th></th>
        <th></th>
      </tr>
      <tr>
        <th>Pressão no Trabalho</th>
        <th>0,497**</th>
        <th>-0,023</th>
        <th>1</th>
        <th></th>
      </tr>
      <tr>
        <th>Infraestrutura e Rotina</th>
        <th>0,569**</th>
        <th>0,102*</th>
        <th>0,138*</th>
        <th>1</th>
      </tr>
      <tr>
        <th><bold>EAEG</bold></th>
        <th></th>
        <th></th>
        <th></th>
        <th></th>
      </tr>
      <tr>
        <th>Global</th>
        <th>0,118*</th>
        <th>0,039</th>
        <th>0,072</th>
        <th>0,129*</th>
      </tr>
      <tr>
        <th>Relacionamento</th>
        <th>0,022</th>
        <th>0,045</th>
        <th>-0,032</th>
        <th>0,012</th>
      </tr>
      <tr>
        <th>Situacional</th>
        <th>0,049</th>
        <th>0,052</th>
        <th>-0,008</th>
        <th>0,035</th>
      </tr>
      <tr>
        <th>Tarefa</th>
        <th>0,110</th>
        <th>-0,022</th>
        <th>0,134*</th>
        <th>0,145*</th>
      </tr>
      <tr>
        <th><bold>ETC</bold></th>
        <th></th>
        <th></th>
        <th></th>
        <th></th>
      </tr>
      <tr>
        <th>Global</th>
        <th>0,080</th>
        <th>0,006</th>
        <th>0,109*</th>
        <th>0,061</th>
      </tr>
      <tr>
        <th>Controle</th>
        <th>0,017</th>
        <th>-0,036</th>
        <th>0,016</th>
        <th>0,083</th>
      </tr>
      <tr>
        <th>Apoio Social</th>
        <th>-0,048</th>
        <th>-0,105*</th>
        <th>0,035</th>
        <th>0,025</th>
      </tr>
      <tr>
        <th>Isolamento</th>
        <th>0,072</th>
        <th>0,063</th>
        <th>0,059</th>
        <th>0,001</th>
      </tr>
      <tr>
        <th>Recusa</th>
        <th>0,065</th>
        <th>0,065</th>
        <th>0,063</th>
        <th>-0,021</th>
      </tr>
      <tr>
        <th><bold>ISSL</bold></th>
        <th>0,053</th>
        <th>-0,048</th>
        <th>0,055</th>
        <th>0,143*</th>
      </tr>
    </thead>
    <tbody>
    </tbody>
  </table>
</table-wrap>
<p>* <italic>p</italic> &lt; 0,05 | ** <italic>p</italic> &lt; 0,01</p>
<p>Fonte: Elaboração própria (2016).</p>
<disp-quote>
  <p>No que diz respeito às estratégias de <italic>coping</italic>,
  entre as subescalas do ETC observa-se uma correlação positiva forte e
  significativa entre a Recusa e o Isolamento (<italic>r</italic> =
  0,769; <italic>p</italic> &lt; 0,01), indicando que níveis elevados na
  recusa estão associados a níveis elevados de isolamento.</p>
  <p>Também foi demonstrado que o Controle está negativamente
  correlacionado com o Isolamento (<italic>r</italic> = -0,642;
  <italic>p</italic> &lt; 0,01) e com a Recusa (<italic>r</italic> =
  -0,623; <italic>p</italic> &lt; 0,01), sugerindo que níveis elevados
  de controle correspondem a níveis baixos de isolamento e recusa,
  verificando-se o contrário para níveis baixos de controle.</p>
  <p>A Tabela 5 apresenta as correlações entre a ETC e as outras escalas
  (EVENT, EAEG e o ISSL).</p>
</disp-quote>
<p><bold>Tabela 5: Correlações entre a ETC e as outras
escalas</bold></p>
<table-wrap>
  <table>
    <colgroup>
      <col width="24%" />
      <col width="15%" />
      <col width="14%" />
      <col width="16%" />
      <col width="16%" />
      <col width="16%" />
    </colgroup>
    <thead>
      <tr>
        <th></th>
        <th colspan="5"><bold>ETC</bold></th>
      </tr>
      <tr>
        <th></th>
        <th>α</th>
        <th>Controle</th>
        <th>Apoio Social</th>
        <th>Isolamento</th>
        <th>Recusa</th>
      </tr>
      <tr>
        <th><bold>ETC</bold></th>
        <th></th>
        <th></th>
        <th></th>
        <th></th>
        <th></th>
      </tr>
      <tr>
        <th>Controle</th>
        <th>-0,051</th>
        <th>1</th>
        <th></th>
        <th></th>
        <th></th>
      </tr>
      <tr>
        <th>Apoio Social</th>
        <th>0,405**</th>
        <th>0,089</th>
        <th>1</th>
        <th></th>
        <th></th>
      </tr>
      <tr>
        <th>Isolamento</th>
        <th>0,635**</th>
        <th>-0,642**</th>
        <th>-0,130*</th>
        <th>1</th>
        <th></th>
      </tr>
      <tr>
        <th>Recusa</th>
        <th>0,644**</th>
        <th>-0,623**</th>
        <th>-0,100*</th>
        <th>0,769**</th>
        <th>1</th>
      </tr>
      <tr>
        <th><bold>EVENT</bold></th>
        <th></th>
        <th></th>
        <th></th>
        <th></th>
        <th></th>
      </tr>
      <tr>
        <th>Global</th>
        <th>0,080</th>
        <th>0,017</th>
        <th>-0,048</th>
        <th>0,072</th>
        <th>0,065</th>
      </tr>
      <tr>
        <th>Clima e Func. Orga.</th>
        <th>0,006</th>
        <th>-0,036</th>
        <th>-0,105*</th>
        <th>0,063</th>
        <th>0,065</th>
      </tr>
      <tr>
        <th>Pressão no Trabalho</th>
        <th>0,109*</th>
        <th>0,016</th>
        <th>0,035</th>
        <th>0,059</th>
        <th>0,063</th>
      </tr>
      <tr>
        <th>Infraestrutura e Rotina</th>
        <th>0,061</th>
        <th>0,083</th>
        <th>0,025</th>
        <th>0,001</th>
        <th>-0,021</th>
      </tr>
      <tr>
        <th><bold>EAEG</bold></th>
        <th></th>
        <th></th>
        <th></th>
        <th></th>
        <th></th>
      </tr>
      <tr>
        <th>Global</th>
        <th>-0,051</th>
        <th>0,073</th>
        <th>-0,058</th>
        <th>-0,040</th>
        <th>-0,077</th>
      </tr>
      <tr>
        <th>Relacionamento</th>
        <th>-0,087</th>
        <th>-0,040</th>
        <th>-0,091</th>
        <th>-0,025</th>
        <th>0,004</th>
      </tr>
      <tr>
        <th>Situacional</th>
        <th>0,020</th>
        <th>0,074</th>
        <th>0,023</th>
        <th>-0,026</th>
        <th>-0,041</th>
      </tr>
      <tr>
        <th>Tarefa</th>
        <th>-0,013</th>
        <th>0,081</th>
        <th>-0,021</th>
        <th>-0,016</th>
        <th>-0,079</th>
      </tr>
      <tr>
        <th><bold>ISSL</bold></th>
        <th>-0,006</th>
        <th>-0,003</th>
        <th>-0,074</th>
        <th>0,026</th>
        <th>0,023</th>
      </tr>
    </thead>
    <tbody>
    </tbody>
  </table>
</table-wrap>
<p>* <italic>p</italic> &lt; 0,05 | ** <italic>p</italic> &lt; 0,01</p>
<p>Fonte: Elaboração própria (2016).</p>
<disp-quote>
  <p>Quanto aos sintomas de estresse, os dados obtidos com o ISSL,
  juntamente com os dados adquiridos com o EAEG e a EVENT, as
  correlações mais elevadas e significativas encontradas foram com a
  EAEG Tarefa (<italic>r</italic> = 0,112; <italic>p</italic> &lt; 0,05)
  e com a EVENT Infraestrutura e Rotina (<italic>r</italic> = 0,143;
  <italic>p</italic> &lt; 0,05), conforme a Tabela 6.</p>
</disp-quote>
<p><bold>Tabela 6: Correlações entre o ISSL e as outras
escalas</bold></p>
<table-wrap>
  <table>
    <colgroup>
      <col width="50%" />
      <col width="50%" />
    </colgroup>
    <thead>
      <tr>
        <th></th>
        <th><bold>ISSL</bold></th>
      </tr>
      <tr>
        <th><bold>EVENT</bold></th>
        <th></th>
      </tr>
      <tr>
        <th><p specific-use="wrapper">
          <disp-quote>
            <p>Global</p>
          </disp-quote>
        </p></th>
        <th>0,053</th>
      </tr>
      <tr>
        <th><p specific-use="wrapper">
          <disp-quote>
            <p>CFO</p>
          </disp-quote>
        </p></th>
        <th>-0,048</th>
      </tr>
      <tr>
        <th><p specific-use="wrapper">
          <disp-quote>
            <p>PT</p>
          </disp-quote>
        </p></th>
        <th>0,055</th>
      </tr>
      <tr>
        <th><p specific-use="wrapper">
          <disp-quote>
            <p>IER</p>
          </disp-quote>
        </p></th>
        <th>0,143*</th>
      </tr>
      <tr>
        <th><bold>EAEG</bold></th>
        <th></th>
      </tr>
      <tr>
        <th><p specific-use="wrapper">
          <disp-quote>
            <p>Global</p>
          </disp-quote>
        </p></th>
        <th>0,031</th>
      </tr>
      <tr>
        <th><p specific-use="wrapper">
          <disp-quote>
            <p>REL</p>
          </disp-quote>
        </p></th>
        <th>-0,065</th>
      </tr>
      <tr>
        <th><p specific-use="wrapper">
          <disp-quote>
            <p>SIT</p>
          </disp-quote>
        </p></th>
        <th>-0,018</th>
      </tr>
      <tr>
        <th><p specific-use="wrapper">
          <disp-quote>
            <p>TAR</p>
          </disp-quote>
        </p></th>
        <th>0,112*</th>
      </tr>
      <tr>
        <th><bold>ETC</bold></th>
        <th></th>
      </tr>
      <tr>
        <th><p specific-use="wrapper">
          <disp-quote>
            <p>Global</p>
          </disp-quote>
        </p></th>
        <th>-0,006</th>
      </tr>
      <tr>
        <th><p specific-use="wrapper">
          <disp-quote>
            <p>CONT</p>
          </disp-quote>
        </p></th>
        <th>-0,003</th>
      </tr>
      <tr>
        <th><p specific-use="wrapper">
          <disp-quote>
            <p>AP.SOC.</p>
          </disp-quote>
        </p></th>
        <th>-0,074</th>
      </tr>
      <tr>
        <th><p specific-use="wrapper">
          <disp-quote>
            <p>ISOL</p>
          </disp-quote>
        </p></th>
        <th>0,026</th>
      </tr>
      <tr>
        <th><p specific-use="wrapper">
          <disp-quote>
            <p>RECUSA</p>
          </disp-quote>
        </p></th>
        <th>0,023</th>
      </tr>
    </thead>
    <tbody>
    </tbody>
  </table>
</table-wrap>
<p>* <italic>p</italic> &lt; 0,05 | ** <italic>p</italic> &lt; 0,01</p>
<p>Fonte: Elaboração própria (2016).</p>
<disp-quote>
  <p>Portanto, o estilo de liderança está positivamente correlacionado
  aos sintomas de estresse.</p>
  <p>Assim, as correlações e análises de regressão realizadas nos
  instrumentos EVENT, ISSL, EAEG e ETC possibilitaram que a hipótese
  central fosse comprovada estatisticamente.</p>
  <p>Diante dos resultados encontrados, fica evidente as relações entre
  estilo de liderança e estresse, aspecto também apontado nos estudos de
  Atkin-Plunk e Armstrong (2013); havendo um número maior de servidores
  nas fases quase-exaustão e exaustão justamente nas unidades onde o
  estilo de liderança dos gerentes prisionais é focado nas tarefas.</p>
  <p>Esta relação entre o comportamento do gerente e a saúde de seus
  liderados foi também observada nos estudos de Hosis, Mersal e Keshk
  (2013), que relatam o fato de numerosos escritores sugerirem que os
  comportamentos dos gerentes podem ter um impacto significativo sobre
  os resultados de saúde dos seus subordinados e também sobre a
  produtividade dos mesmos.</p>
  <p>Nestas unidades prisionais com um número maior de servidores nas
  fases quase-exaustão e exaustão, foram obtidas as maiores médias dos
  itens das subescalas Infraestrutura e Rotina e também Pressão no
  Trabalho. Neste contexto, deve ser mencionado que o aumento da pressão
  no trabalho provoca um aumento no uso de estratégias de
  <italic>coping</italic>, conforme fica explícito na pesquisa,
  principalmente na estratégia Isolamento (M = 31,97) que é utilizada em
  níveis acima da média nacional brasileira (M = 31,4), conforme os
  dados da pesquisa de Stephenson (2001); possuindo a estratégia
  isolamento uma correlação positiva forte e significativa com a recusa
  (<italic>r</italic> = 0,769; <italic>p</italic> &lt; 0,01) e uma
  correlação negativa com o controle (<italic>r</italic> = -0,642;
  <italic>p</italic> &lt; 0,01); implicando na diminuição do controle
  sobre a situação. Nestas unidades, prevalecia a percepção que as
  tarefas não eram desempenhadas de forma satisfatória, mesmo nas
  unidades que tinham gerentes experientes, contrariando o que Fiedler e
  Garcia (1987) defendiam na Teoria do Reforço Cognitivo.</p>
</disp-quote>
<p><bold>CONSIDERAÇÕES FINAIS</bold></p>
<disp-quote>
  <p>Fica evidente que o objetivo da pesquisa foi alcançado, uma vez que
  se manteve demonstrada a existência de uma correlação entre o estilo
  de liderança do gerente prisional e o estresse nos estabelecimentos
  penitenciários; tendo esta correlação implicação tanto na saúde dos
  trabalhadores prisionais quanto nos resultados da organização.</p>
  <p>No tocante aos resultados, alguns aspectos referentes à variável
  estresse devem ser considerados, pois ainda que no ISSL somente tenham
  sido levados em conta os sintomas físicos e psicológicos, alguns
  sintomas sociais do estresse, como o consumo de drogas, o alcoolismo e
  o tabagismo (estudados como <italic>coping</italic> negativo), as
  recorrentes licenças de saúde e o comportamento violento (estudados
  como estressores) puderam ser percebidos através de outros
  instrumentos (EVENT e ETC); ficando demonstrado que estes sintomas
  sociais do estresse são percebidos de forma intensa pela maioria
  destes trabalhadores prisionais.</p>
  <p>Por exemplo, a EVENT mostra que o aumento da pressão no trabalho
  provoca um aumento no uso de estratégias de <italic>coping</italic>,
  notadamente as que, além de serem danosas à saúde, também são a
  produtividade do trabalhador, as quais também implicam em menos
  controle no trabalho. Já a ETC mostra o uso abusivo das estratégias de
  isolamento, sendo diagnosticado que, entre os agentes penitenciários,
  70% consomem álcool ou outras drogas regularmente e, entre os gerentes
  prisionais, 40% consomem álcool ou outras drogas regularmente.</p>
  <p>Deve ser acrescido ainda, no que diz respeito aos sintomas sociais
  do estresse, que nas unidades prisionais onde foram encontrados os
  maiores níveis de estresse a percepção do desempenho das tarefas foi
  dada como não satisfatória pela maioria dos pesquisados.</p>
  <p>Por fim, conforme os resultados sobre a variável estilo de
  liderança, quanto mais o gerente é focado para as tarefas, menos ele
  valoriza seu relacionamento com os agentes penitenciários, havendo uma
  correlação positiva do estilo de liderança focado nas tarefas com os
  sintomas de estresse. Tais resultados foram discutidos apresentando
  uma correspondência parcial da correlação entre estresse e estilo de
  liderança com a TRC.</p>
  <p>Como relevante contributo científico, o estudo mostrou que a
  eficácia do gerente prisional sob uma condição de elevado estresse não
  consiste na experiência deste, consoante o que defende a Teoria do
  Reforço Cognitivo (TRC) de Fiedler e seus colaboradores; todavia, no
  desenvolvimento de redes de relações que o ajuda a decidir em tais
  circunstâncias.</p>
</disp-quote>
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Saúde</bold>, v. 37, n. 2, p. 131-140, 2013. DOI:
10.15343/0104-7809.2013372131140.</p>
<p>SILVEIRA, K. A.; ENUMO, S. R. F.; POZZATO, R. N.; DE PAULA, K. M. P.
Indicadores de estresse e <italic>coping</italic> no contexto da
educação inclusiva. <bold>Educação e Pesquisa</bold>, v. 40, n. 1, p.
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<p>SISTO, F. F.; BAPTISTA, M. N.; NORONHA, A. P.; SANTOS, A. A. A.
<bold>Escala de vulnerabilidade ao estresse no trabalho – EVENT</bold>.
São Paulo: Vetor, 2007.</p>
<p>STEPHENSON, M. I. G. P. <bold>Le stress</bold>: Les strategies de
coping et les representations sociales de la maladie chez less
seropositifs au Bresil. Tese (Doutorado em Psicologia) – Unidade de
Formação e Pesquisa em Psicologia, Université de Tolouse, Tolouse,
França, 2001.</p>
<p>VALENTIM, O. S.; SANTOS, C. S. V.; PAIS-RIBEIRO, J. Vulnerabilidade
ao stress em pessoas com alcoolismo. <bold>Revista Portuguesa de
Enfermagem de Saúde Mental</bold><italic>,</italic> Esp. 1, p. 76-81,
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<p>VEIT, C. M.; CASTRO, E. K. Coping religioso/espiritual e câncer de
mama: Uma revisão sistemática da literatura. <bold>Psicologia, Saúde
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<p>VON KROGH, G.; NONAKA, I.; RECHSTEINER, L. Leadership in
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liderança na eficácia de equipes de trabalho. <bold>Revista Gestão e
Tecnologia</bold>, v. 13, n. 1, p. 177-204, 2013.</p>
</body>
<back>
<fn-group>
  <fn id="fn1">
    <label>1</label><p>Agradeço imensamente aos pesquisadores
    portugueses Dr. José Magalhães e o Dr. Tito Rosa Laneiro,
    respectivamente, meu orientador e coorientador, pelo acolhimento em
    Lisboa e pela atenção e dedicação que me concederam durante o
    desenvolvimento da tese de doutorado, sem ajuda dos quais esta
    pesquisa não seria viável.</p>
  </fn>
  <fn id="fn2">
    <label>2</label><p>Originalmente, o artigo teve resumo publicado nos
    anais de <italic>Bioethics &amp; Clinical Applications</italic> na
    <italic>Medwin Publishers</italic> em 2020.</p>
  </fn>
  <fn id="fn3">
    <label>3</label><p>Com a Emenda Constitucional nº 104, de 4 de
    dezembro de 2019, que cria as polícias penais federal, dos estados e
    do Distrito Federal, o agente penitenciário é equiparado aos membros
    das demais polícias brasileiras, mas com atribuições específicas,
    que serão reguladas em lei, sendo denominado de Policial Penal
    (BRASIL, 2019).</p>
  </fn>
  <fn id="fn4">
    <label>4</label><p>Também designado de rotatividade de pessoal, é o
    fluxo de entradas e saídas de funcionários em uma empresa. Esse
    índice é calculado a partir da relação entre o desligamento e a
    admissão de novos colaboradores (FEIJÓ; ALBERTON, 2019).</p>
  </fn>
</fn-group>
</back>
</article>
