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<p><bold>VIOLÊNCIA CONTRA MULHERES: EVIDÊNCIAS EMPÍRICAS EM PORTO
VELHO/RO</bold></p>
<p><bold>Bruno Henrique Lins Andrade</bold></p>
<p>Psicólogo e mestre em Psicologia pela Universidade Federal de
Rondônia. Analista educacional atuante na Equipe Multidisciplinar da
Gerência de Formação Pedagógica da Secretaria de Estado da Educação de
Rondônia.</p>
<p><bold>País:</bold> Brasil <bold>Estado:</bold> Rondônia
<bold>Cidade:</bold> Porto Velho</p>
<p><bold>Email:</bold> brunenrriqui@gmail.com <bold>ORCID:</bold>
https://orcid.org/0000-0002-7099-6259</p>
<p><bold>Maria Ivonete Barbosa Tamboril</bold></p>
<p>Doutora em Psicologia. Professora titular da Universidade Federal de
Rondônia. Membra do Grupo Amazônico de Estudos e Pesquisas em Psicologia
e Educação (GAEPPE) onde coordena a linha de pesquisa a “Condição
feminina na Amazônia”. Atua na área de políticas públicas com ênfase nos
processos educativos e gênero no contexto amazônico.</p>
<p><bold>País:</bold> Brasil <bold>Estado:</bold> Rondônia
<bold>Cidade:</bold> Porto Velho</p>
<p><bold>Email:</bold> ivonetetamboril@unir.br <bold>ORCID:</bold>
https://orcid.org/0000-0001-9891-9004</p>
<p><bold>Contribuições dos autores:</bold></p>
<p>Autor e autora participaram do desenho da pesquisa, da análise de
dados e revisão do texto. Bruno Henrique Lins Andrade: responsável pela
realização da pesquisa, revisão da literatura e discussões dos
resultados. Maria Ivonete Barbosa Tamboril: orientadora da pesquisa,
responsável pelas orientações e direcionamentos no texto final do
trabalho.</p>
<p><bold>RESUMO</bold></p>
<p>O presente trabalho objetiva realizar uma revisão de estudos
empíricos sobre violência contra mulheres na região de Porto Velho,
Rondônia. A pesquisa seguiu o método de revisão narrativa e foi
justificada devido à permanência de altos índices de violência contra
mulheres na capital, mesmo com a implantação dos dispositivos de
proteção e assistência às mulheres. A busca foi realizada em bibliotecas
eletrônicas e complementada com outras publicações acadêmicas. Nelas,
são confirmados os altos índices de violência contra mulheres em Porto
Velho e muitas dificuldades no funcionamento da Rede de Atendimento às
mulheres da cidade. Conclui-se que, além de aprimorar a rede, também é
preciso que esta seja articulada com outras políticas públicas, para
melhor prevenir a violência contra mulheres na cidade estudada.</p>
<p><bold>Palavras-chave:</bold> Feminismo. Violência contra mulheres.
Políticas públicas. Gênero.</p>
<p><bold>ABSTRACT</bold></p>
<p><italic><bold>VIOLENCE AGAINST WOMEN: EMPIRICAL EVIDENCE IN PORTO
VELHO/RO</bold></italic></p>
<p><italic>In this work, we reviewed empirical studies about violence
against women in Porto Velho, Rondonia. This research followed the
narrative review method and was justified due to the persistence of high
rates of violence against women in the city, even with equipment of
protection and assistance services for women. We searched for studies in
electronic libraries and supplemented it with other academic
publications. The studies conclude that there is a high incidence of
violence against women and many difficulties in the operation of the
care network for women in the city. Besides improving this network, we
indicate the need for its articulation with other public policies for
better prevention of violence against women in the city.</italic></p>
<p><italic><bold>Keywords:</bold> Feminism. Violence against women.
Public policies. Gender.</italic></p>
<p><bold>Data de Recebimento:</bold> 13/05/2022 – <bold>Data de
Aprovação:</bold> 13/07/2023</p>
<p><bold>DOI:</bold> 10.31060/rbsp.2024.v18.n1.1735</p>
<p> </p>
<p><bold>INTRODUÇÃO</bold></p>
<disp-quote>
  <p>Nos últimos anos, vários levantes feministas insurgiram no combate
  às violências contra mulheres. O acesso à tecnologia e às redes
  sociais virtuais tem permitido a descoberta e a comunicação de
  similaridades no processo de opressão feminina (Rocha, 2017),
  culminando em manifestações diversas. A mobilização é tamanha que
  existem defesas de estarmos vivendo uma quarta onda do feminismo,
  sendo as anteriores: a de reivindicação do sufrágio feminino; a dos
  estudos de/por mulheres; e a que salientou a relação entre gênero e
  outros marcadores sociais (Perez; Ricoldi, 2018; Brunell; Burkett,
  2021).</p>
  <p>Uma das características deste momento é a pluralidade, acatando
  defesas de minorias que compõem os coletivos femininos, configurando o
  ápice de um processo que vem se desenvolvendo há décadas. Movimento
  que não só transformou a vida de muitas mulheres, mas também colaborou
  para outros modos de fazer ciência, incluindo o uso do gênero como
  categoria analítica (Scott, 1992, 1995) e a proposição da
  interseccionalidade para melhor entender os abusos às mulheres. De
  forma conjunta, gênero, raça, etnia e classe contribuem à compreensão
  de como ações cotidianas, realizadas ou não por representantes do
  Estado, podem moldar o empoderamento das pessoas desfavorecidas pelas
  estruturas sociais (Crenshaw, 2002).</p>
  <p>Se as manifestações continuam atuantes, tendo sido ampliadas e
  popularizadas, é devido à permanência da opressão sobre as mulheres. O
  projeto de dominação/exploração das mulheres pelos homens, o
  patriarcado, ainda que tenha sido revisto, continua, e pode/consegue
  persistir até mesmo na ausência deles, uma vez que vivemos sob
  influência da ordem patriarcal, que atravessa as relações sociais
  (Saffioti, 2015). Ainda, o “reconhecimento de que o campo social está
  intersectado por várias camadas de subordinação que não podem ser
  reduzidas unicamente à questão de gênero” (Costa; Ávila, 2005, p. 692)
  agora permite que demandas de mulheres menos visibilizadas sejam
  agregadas às lutas feministas. Atualmente, fala-se de uma quarta onda
  do feminismo (Brunell; Burkett, 2021), considerada tipicamente
  latino-americana, com esta localização no centro de um processo
  anteriormente norte-americano e europeu, favorecendo outras leituras e
  mudanças (Gonzalez, 2017).</p>
  <p>Nesse percurso, das consequências históricas do feminismo, são
  destacáveis os avanços em relação aos direitos das mulheres, incluindo
  desde questões reprodutivas e sexuais até a conscientização sobre a
  reprodução da dominação/exploração de mulheres ao longo da história. O
  reconhecimento de que a subjetivação de mulheres e homens acontece em
  meio a um contexto social, cultural, político e econômico, que instiga
  a violência de gênero (Castañeda, 2006; Saffioti, 2001, 2019), é
  importante para que reconheçamos limites e potências de nossas
  atuações no cotidiano. No entanto, ainda não são todas as pessoas que
  reconhecem a gravidade da situação das mulheres no Brasil e no resto
  do mundo. Mesmo com os progressos decorrentes das manifestações
  feministas ao redor do globo, incluindo a criação de leis e serviços
  de proteção e atendimento às mulheres em situação de violência, muitas
  delas ainda continuam sendo vitimadas diariamente. Nesse contexto, em
  2006, o Brasil instituiu a Lei Maria da Penha (LMP), no intuito de
  punir, coibir e prevenir os casos de violência doméstica e familiar
  contra mulheres (Brasil, 2006).</p>
  <p>Além dos objetivos citados, a LMP também determina o atendimento
  multidisciplinar nos juizados especializados (Brasil, 2006), ampliando
  o escopo de assistência às mulheres. Desde sua sanção, estima-se que
  esta lei contribuiu para diminuir a progressão na taxa de mortes
  femininas por agressão (Ipea, 2015). No entanto, a legislação por si
  não foi capaz de intervir no/na machismo/misoginia, presentes no
  cotidiano das brasileiras, e o país segue registrando altas taxas de
  violência contra mulheres. Em 2017, 4.936 mulheres foram assassinadas,
  66% negras, e deste total de casos, 1.407 (28,5%) aconteceram em
  residências, uma taxa significativa de violência doméstica. Os dados
  acrescentam que, nos últimos anos, já com a existência da LMP, houve
  aumento do uso de arma de fogo nesse tipo de crime doméstico,
  mostrando como são problemáticas as propostas de flexibilização da
  posse e do porte de armas no país (Ipea; FBSP, 2019).</p>
  <p>Os 3.737 assassinatos de mulheres registrados em 2019, que
  representam a violência mais evidente, são apenas uma parte da
  opressão de mulheres no Brasil, pois há outras violências bastante
  expressivas, como a de cunho sexual, que deixam sequelas profundas na
  vida das vítimas (Cerqueira; Ferreira; Bueno, 2021). Só em 2018,
  notícias veiculadas na mídia brasileira, entre janeiro e novembro,
  revelaram 32.916 casos de estupro e 14.796 casos de violência
  doméstica (Brasil, 2018a). A LMP avançou neste sentido, reconhecendo
  cinco tipos de violência: física, psicológica, patrimonial, sexual e
  moral (Brasil, 2006), revelando que é frequente conhecermos mulheres
  que sofrem violências.</p>
  <p>Assim, o conhecimento sobre a lei e a crescente conscientização
  sobre as violências contra mulheres têm permitido à população se
  pronunciar sobre o assunto (Data Popular; Instituto Patrícia Galvão,
  2013). Uma pesquisa indica que 55% das pessoas já presenciaram/ficaram
  sabendo de mulheres vítimas de alguma violência sexual (Instituto
  Patrícia Galvão; Locomotiva, 2016). Outro estudo informa que 59% das
  pessoas já viram uma mulher sendo agredida fisicamente ou verbalmente,
  e que 52% das mulheres consultadas não denunciaram a agressão (FBSP,
  2017), denotando que, apesar dos avanços, ainda existem
  dificuldades.</p>
  <p>Um entendimento é que as medidas adjacentes à lei foram efetivadas
  de maneira desigual no país (Ipea, 2015), reiterando que sua
  efetivação é complexa e envolve tanto o poder público quanto a
  sociedade, que precisa compreender a magnitude do problema. Neste
  sentido, a LMP prevê no inc. IX do Art. 8º: “o destaque, nos
  currículos escolares de todos os níveis de ensino, para os conteúdos
  relativos aos direitos humanos, à equidade de gênero e de raça ou
  etnia e ao problema da violência doméstica e familiar contra a mulher”
  (Brasil, 2006). Porém, nem todos os lugares têm assumido engajamento
  nessa discussão, devido a embates nas instâncias reguladoras de
  políticas educacionais.</p>
  <p>Ainda, durante as medidas de isolamento na pandemia de Covid-19, os
  índices de violência contra mulheres aumentaram em vários lugares do
  mundo, incentivando medidas de urgência para a proteção das mulheres
  (Recavarren; Elefante, 2020). Nesse período, a situação brasileira foi
  a seguinte: junto a um decréscimo nas denúncias, houve um aumento dos
  feminicídios, o que, apesar de parecer contraditório, relaciona-se à
  conhecida dificuldade de acesso das mulheres às políticas públicas,
  agravada durante o isolamento (FBSP, 2020; Mendonça, 2020). Apesar de
  o momento ter necessitado de mais investimentos na realização dessas
  políticas, na época o governo federal continuou seu desmonte, por meio
  do esvaziamento de recursos (Miguel, 2019; Rezende; Resende,
  2020).</p>
  <p>Frente aos avanços e retrocessos que vêm ocorrendo para as mulheres
  brasileiras nos últimos anos, especialmente após a LMP e a Lei do
  Feminicídio, que aumentou a gravidade dos assassinatos de mulheres
  (Brasil, 2015; Cejus; SRJ, 2015), este estudo tem o intuito de
  identificar e discutir produções científicas sobre violência contra
  mulheres pós-LMP em Porto Velho/RO. Buscou-se identificar o
  desenvolvimento da temática no local e no período pesquisado: o que
  abordam os estudos, quais suas conclusões e as lacunas existentes.
  Dessa forma, visa-se contribuir com esta discussão e refletir sobre
  caminhos possíveis para intervenções à violência contra mulheres.</p>
</disp-quote>
<p><bold>MÉTODO</bold></p>
<disp-quote>
  <p>Objetivando uma pesquisa qualitativa de revisão narrativa (Casarin
  <italic>et al.</italic>, 2020) dos estudos empíricos sobre violência
  contra mulheres produzidos pós-LMP em Porto Velho/RO, foi realizada
  uma busca exploratória na base de dados SciELO com os termos
  “violência”, “mulher”, “gênero” e “Porto Velho”, de formas combinadas
  com operador booleano. Primeiro, utilizou-se “violência AND mulher AND
  Porto Velho”; em seguida, “violência AND gênero AND Porto Velho”;
  ambos sem resultados. Buscou-se, então, “violência AND Porto Velho”,
  com 4 resultados, sendo 3 repetições de um artigo não elegível. Por
  fim, procurou-se por “gênero AND Porto Velho”, com 10 resultados
  inelegíveis.</p>
  <p>Diante da carência de resultados, recorreu-se ao Portal Regional da
  Biblioteca Virtual de Saúde (BVS). Seguindo a mesma sequência
  anterior, as combinações resultaram as quantias de resultados: 4, 2,
  10, 23. Destas 39, apenas 1 era referente ao objetivo desta pesquisa.
  Na Biblioteca Digital Brasileira de Teses e Dissertações (BDTD), o
  mesmo percurso retornou 16, 10, 43 e 116 resultados, apenas 1
  elegível.</p>
  <p>Devido a essa escassez, investigou-se os anais dos eventos de
  iniciação científica da Universidade Federal de Rondônia (UNIR),
  disponíveis no portal da instituição. Foram buscados os termos
  previamente citados e observados os títulos e resumos das comunicações
  das áreas de Ciências da Vida e Saúde e das Ciências Humanas e
  Sociais. Dessa pesquisa, obteve-se 12 resultados.</p>
  <p>Também foi explorado o repositório institucional da UNIR, em que
  buscou-se separadamente “violência”, “gênero” e “mulher”; dos 265
  resultados, 7 dissertações atenderam ao local, período temporal e tema
  da busca. A leitura delas conduziu à outra busca, nos portais do
  Departamento de Ciências Sociais e dos Programas de Pós-Graduação em
  Desenvolvimento Regional e Meio Ambiente, em Psicologia e em
  Geografia, da universidade citada, acrescentando 2 dissertações e 1
  trabalho de conclusão de curso aos resultados.</p>
  <p>Após averiguação na biblioteca física da UNIR, acrescentou-se 1
  trabalho de conclusão de curso a este levantamento. As buscas foram
  complementadas no Google Acadêmico, utilizando em conjunto os termos
  “violência mulher Porto Velho” e “violência gênero Porto Velho”, com
  verificação de 30 páginas de resultados. Nesse portal, encontrou-se 6
  artigos e 1 trabalho de conclusão de curso. Visitou-se, ainda, a
  biblioteca da Escola da Magistratura de Rondônia (EMERON), na qual
  surgiram mais 3 trabalhos de conclusão de curso, 3 dissertações e 2
  artigos pertinentes à pesquisa. Por fim, acrescentou-se ao
  <italic>corpus</italic> trabalhos conhecidos previamente: 2 capítulos
  de livro, 1 tese e 3 comunicações orais.</p>
  <p>Assim, após a fase de levantamento, restaram 46 estudos, realizados
  até julho de 2019, dentre os quais: 2 capítulos de livros; 9 artigos;
  6 trabalhos de conclusão de curso; 12 dissertações; 2 teses; além de
  15 comunicações publicadas em anais de eventos científicos.
  Posteriormente, os trabalhos foram lidos integralmente e sintetizados
  em uma tabela, incluindo: nome do estudo, autoria, tipo de método,
  objetos de estudo, objetivo, resultados e ano de publicação.
  Considerando a diversidade das pesquisas incluídas no
  <italic>corpus</italic> desta revisão, para sua apresentação foi
  realizada análise temática de conteúdo, por meio do processo
  denominado “milha”, em que as categorias não estão predefinidas e são
  nomeadas no percurso de análise do material (Bardin, 1977/2016).</p>
</disp-quote>
<p><bold>RESULTADOS</bold></p>
<disp-quote>
  <p>Foram encontradas pesquisas de abordagem quantitativa (20),
  qualitativa (20) e mista (6), relacionadas a diferentes áreas de
  conhecimento: predominou a Psicologia (17), seguida por Direito (10),
  Ciências Sociais (5), Ciências Ambientais (3), Geografia (6),
  Enfermagem (4) e Ciência Política (1). Os anos de 2014 e 2015
  concentraram a maior parte dos estudos sobre violência contra mulheres
  em Porto Velho/RO, caracterizando o auge de uma produção cujas
  primeiras contribuições remetem a três anos após a sanção da LMP. Como
  mostrado na Figura 1, a quantidade de estudos por ano ficou
  distribuída da seguinte forma: 2009 (2), 2010 (2), 2011 (4), 2012 (2),
  2013 (4), 2014 (9), 2015 (8), 2017 (4), 2018 (6), 2019 (5); portanto,
  apenas em 2016 não foi registrado nenhum achado.</p>
  <p>Algumas autoras se destacam pela quantia de pesquisas realizadas na
  temática buscada, como já foi apontado por Sucupira (2017). Arneide
  Bandeira Cemin, Kátia Fernanda Alves Moreira, Maria das Graças Silva
  Nascimento Silva e Maria Ivonete Barbosa Tamboril, professoras
  vinculadas à Universidade Federal de Rondônia (UNIR), nas áreas de
  Ciências Sociais, Enfermagem, Geografia e Psicologia, respectivamente,
  participaram em mais da metade das pesquisas encontradas. Desta forma,
  essas pesquisadoras situam a UNIR como importante local de estudos
  acadêmicos sobre violência contra mulheres em Porto Velho/RO.</p>
</disp-quote>
<p><bold>Figura 1</bold>: Quantidade de publicações encontradas por
ano</p>
<disp-quote>
  <p><named-content content-type="chart">[CHART]</named-content></p>
</disp-quote>
<p>Fonte: Revisão bibliográfica. Elaborado pelos autores (2022).</p>
<disp-quote>
  <p>Conforme a Tabela 1 (abaixo), da análise temática, seguindo as
  orientações de Bardin (1977/2016), emergiram os seguintes temas e
  categorias: <italic>Realização das políticas públicas</italic> –
  Implantação e execução das políticas, Denúncias e medidas judiciais
  com base na Lei Maria da Penha, Concepções de implementadoras/es e
  usuárias; <italic>Violações à integridade das mulheres</italic> –
  Tipos e contextos da violência contra mulheres, Análises de
  pesquisadoras sobre violência contra mulheres; <italic>Homens que
  agrediram mulheres</italic> – Análises das falas de homens que
  agrediram mulheres, Características de homens que agrediram mulheres,
  Intervenção com homens que agrediram mulheres. De acordo com estes
  temas e categorias, em seguida são apresentadas as evidências
  encontradas nas pesquisas.</p>
</disp-quote>
<p><bold>Tabela 1</bold>: Estudos empíricos sobre violência contra
mulheres realizados em Porto Velho/RO, de 2009 a julho de 2019</p>
<table-wrap>
  <table>
    <colgroup>
      <col width="15%" />
      <col width="17%" />
      <col width="19%" />
      <col width="50%" />
    </colgroup>
    <thead>
      <tr>
        <th><bold>Tema</bold></th>
        <th><bold>Categoria</bold></th>
        <th><bold>Área do Conhecimento</bold></th>
        <th><bold>Estudos</bold></th>
      </tr>
      <tr>
        <th rowspan="8">Realização das políticas públicas (24)</th>
        <th rowspan="4"><p>Implantação e</p>
        <p>execução das políticas (11)</p></th>
        <th>Psicologia (6)</th>
        <th>Tamboril <italic>et al.</italic>, 2014; Xavier; Tamboril,
        2014; Tamboril; Barbosa, 2015; Souza; Tamboril, 2015; Tamboril
        <italic>et al.</italic>, 2015; Tamboril; Andrade, 2018</th>
      </tr>
      <tr>
        <th>Ciências Ambientais (2)</th>
        <th>Onofre, 2009; Nascimento, 2011</th>
      </tr>
      <tr>
        <th>Ciências Sociais (2)</th>
        <th>Carvalho; Cemin, 2017; Santos; Cemin, 2017</th>
      </tr>
      <tr>
        <th>Direito (1)</th>
        <th>Sityá, 2019</th>
      </tr>
      <tr>
        <th rowspan="2"><p>Denúncias e</p>
        <p>medidas judiciais com base na Lei Maria da Penha (9)</p></th>
        <th>Geografia (6)</th>
        <th>Ribeiro; Silva; Belforte, 2013; Ribeiro; Silva, 2014;
        Ribeiro, 2014; Ribeiro <italic>et al.</italic>, 2014; Ribeiro;
        Silva; Silva, 2015; Ribeiro; Silva, 2015</th>
      </tr>
      <tr>
        <th>Direito (3)</th>
        <th>Barbosa, 2013; Miranda, 2019; Sityá; Bohn, 2019</th>
      </tr>
      <tr>
        <th rowspan="2">Concepções de implementadoras/es e usuárias
        (4)</th>
        <th>Direito (3)</th>
        <th>Azevedo, 2011; Oliveira; Soares, 2015; Ferro; Souza,
        2019</th>
      </tr>
      <tr>
        <th>Ciência Política (1)</th>
        <th>Prosenewicz, 2018</th>
      </tr>
      <tr>
        <th rowspan="6">Violações à integridade das mulheres (17)</th>
        <th rowspan="3"><p>Tipos e contextos</p>
        <p>da violência contra mulheres (9)</p></th>
        <th>Psicologia (4)</th>
        <th>Chaquian, 2010; Andrade; Tamboril, 2014; Barbosa; Tamboril,
        2014; Souza; Tamboril, 2014</th>
      </tr>
      <tr>
        <th>Enfermagem (4)</th>
        <th>Santos; Moreira, 2011; Moreira <italic>et al.</italic>,
        2012; Oliveira; Moreira, 2017; Rodrigues; Moreira, 2018</th>
      </tr>
      <tr>
        <th>Ciências Ambientais (1)</th>
        <th>Oliveira Filho; Carniello; Santos, 2010</th>
      </tr>
      <tr>
        <th rowspan="3">Análises de pesquisadoras sobre violência contra
        mulheres (8)</th>
        <th>Psicologia (3)</th>
        <th>Teixeira, 2011; Santos, 2013; Wobeto, 2013</th>
      </tr>
      <tr>
        <th>Ciências Sociais (3)</th>
        <th>Souza, 2009; Lagos, 2012; Amorim, 2018</th>
      </tr>
      <tr>
        <th>Direito (2)</th>
        <th>Silva, 2018; Carvalho, 2019</th>
      </tr>
      <tr>
        <th rowspan="3">Homens que agrediram mulheres (5)</th>
        <th>Análises das falas de homens que agrediram mulheres (3)</th>
        <th>Psicologia (3)</th>
        <th>Carvalho; Germano, 2014; Zanol, 2015; Dantas, 2017</th>
      </tr>
      <tr>
        <th>Características de homens que agrediram mulheres (1)</th>
        <th>Psicologia (1)</th>
        <th>Andrade; Tamboril, 2015</th>
      </tr>
      <tr>
        <th>Intervenção com homens que agrediram mulheres (1)</th>
        <th>Direito (1)</th>
        <th>Ferro, 2019</th>
      </tr>
    </thead>
    <tbody>
    </tbody>
  </table>
</table-wrap>
<p>Fonte: Revisão bibliográfica. Elaboração dos autores (2022).</p>
<p><bold>Realização das políticas públicas</bold></p>
<p><bold>Implantação e execução das políticas</bold></p>
<disp-quote>
  <p>As análises dos serviços da Rede de Atendimento às Mulheres em
  Situação de Violência em Porto Velho/RO indicam que, durante a fase de
  implantação, existiam dificuldades com a capacitação de profissionais,
  que não acompanhava o aumento da demanda nos serviços de atendimento,
  dificultando o trabalho especializado e em rede (Onofre, 2009;
  Nascimento, 2011). Assim, a implementação dificultosa refletiu em
  grandes esforços da gestão municipal entre 2007 e 2012, que buscou
  estruturar minimamente a cidade para receber as ações do governo
  federal (Xavier; Tamboril, 2014).</p>
  <p>As adversidades na implementação da Rede aparecem em outros estudos
  (Tamboril <italic>et al.</italic>, 2014; Barbosa; Tamboril, 2015), os
  quais ressaltam a importância dos aparatos de assistência às mulheres
  em situação de violência na cidade, mesmo com os obstáculos, estes
  relacionados especialmente ao número de profissionais e às suas
  qualificações diante das demandas. Os estudos divulgam que aconteceram
  entraves desde a implantação dos serviços de assistência às mulheres
  em situação de violência, e que, embora algumas melhorias nas
  estruturas físicas tenham ocorrido, a capacitação profissional e a
  articulação da Rede ainda necessitam de aprimoramentos.</p>
  <p>Desta forma, as ações judiciárias na cidade são percebidas como
  lentas e falhas, impedindo a eficácia do prescrito na lei (Souza;
  Tamboril, 2015; Sityá, 2019). Por outro lado, os relatos de
  profissionais demonstram a relevância dos atendimentos psicossociais
  oferecidos pelo judiciário (Tamboril <italic>et al.</italic>, 2015).
  Não obstante, segundo as pesquisas, as dificuldades elencadas pioram
  para as mulheres indígenas da região, as quais estão sendo
  invisibilizadas na formulação, implantação e implementação das
  políticas públicas para mulheres em situação de violência (Carvalho;
  Cemin, 2017; Santos; Cemin, 2017).</p>
</disp-quote>
<p><bold>Denúncias e medidas judiciais com base na Lei Maria da
Penha</bold></p>
<disp-quote>
  <p>Os registros da delegacia portovelhense para mulheres indicam que
  as violências contra elas acontecem em todos os bairros da cidade,
  principalmente nos locais periféricos, distantes do centro, onde
  estava localizada a instituição na época dos estudos. A maior parte
  das denúncias notifica os crimes de ameaça e lesão corporal como os
  mais frequentes e, ainda que a delegacia especializada funcione pela
  manhã e à tarde, é o período noturno que detém maior quantitativo de
  ocorrências (Ribeiro; Silva; Belforte, 2013; Ribeiro, 2014; Ribeiro
  <italic>et al.</italic>, 2014; Ribeiro; Silva, 2014, 2015; Ribeiro;
  Silva; Silva, 2015).</p>
  <p>De acordo com os dados, há uma associação entre futebol, fim de
  semana e violência: os episódios registrados acontecem especialmente
  nas quartas à noite e nos fins de semana (Miranda, 2019). Quanto a
  essas denúncias, sustenta-se que aumentaram entre 2006 e 2013,
  resultando em muitas solicitações de medidas protetivas de urgência
  (Barbosa, 2013). Ademais, Porto Velho/RO aparece no topo das denúncias
  de violência contra mulheres no período 2012-2017, sendo no estado a
  cidade mais populosa e a única que apresenta juizado especializado
  para os casos de violência doméstica e familiar contra mulheres
  (Sityá; Bohn, 2019). De fato, dados nacionais mostram que em Rondônia
  houve aumento em 121,4% de mulheres assassinadas entre 2007 e 2017
  (Ipea; FBSP, 2019), sendo possível depreender que, mesmo após a sanção
  da LMP e da instituição de políticas de proteção às mulheres, muitas
  continuam convivendo com a violência, já que as mortes refletem apenas
  a parte mais explícita do problema.</p>
</disp-quote>
<p><bold>Concepções de implementadoras/es e usuárias</bold></p>
<disp-quote>
  <p>Em Porto Velho/RO, dentre os órgãos públicos envolvidos na
  efetivação da LMP, há serviços de proteção, assistência,
  acompanhamento e orientação, os quais já foram avaliados no princípio
  como eficazes no combate à violência contra mulheres, a partir da fala
  de implementadoras/es e mulheres atendidas (Azevedo, 2011).</p>
  <p>No entanto, estudos mais recentes na cidade revelam a Delegacia
  Especializada de Atendimento à Mulher e Família (DEAM) como um serviço
  mal avaliado por usuárias e até mesmo funcionárias, além disso, os
  horários de funcionamento e sua antiga localização certamente impediam
  o acesso de muitas mulheres ao atendimento. As delegadas, assim como
  as mulheres atendidas na referida delegacia, indicavam que a
  instituição não atendia às diretrizes nacionais e internacionais, o
  que caracteriza outro abuso às mulheres e poderia sustentar denúncia
  do Estado frente à Comissão Interamericana dos Direitos Humanos
  (Ferro; Souza, 2019).</p>
  <p>No Juizado de Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher da
  cidade, 80% das mulheres relataram não saber o que são medidas
  protetivas de urgência, embora 70% tenham feito uso desse
  procedimento, o que é no mínimo curioso. Quanto à eficácia destas
  sanções, as opiniões se dividem: metade acredita que foram eficazes, e
  a outra metade, não (Oliveira; Soares, 2015). Neste sentido, o acesso
  à justiça é complexo, pois envolve impasses econômicos, sociais e
  culturais (Brasil, 2013; Pasinato, 2015; Souza <italic>et
  al.</italic>, 2016), os quais influenciam a vida das mulheres e seu
  atendimento na Rede.</p>
  <p>Além disso, as concepções de mulheres, agressores e
  implementadoras/es de políticas públicas quanto à violência doméstica
  e familiar contra mulheres são diversas, implicando em diferentes
  formas de lidar com o assunto (Prosenewicz, 2018). Visto isso, são
  importantes as formações específicas oferecidas para quem implementa
  tais políticas, cujos estudos devem incluir análises sobre os
  atravessamentos da ordem patriarcal na vida e na atuação das/os
  representantes do Estado, o que, se não for feito, pode implicar em
  violência institucional e revitimização das mulheres nos espaços que
  deveriam servir à sua proteção, ao seu acolhimento e à garantia de
  direitos.</p>
</disp-quote>
<p><bold>Violações à integridade das mulheres</bold></p>
<p><bold>Tipos e contextos da violência contra mulheres</bold></p>
<disp-quote>
  <p>Os atendimentos registrados na rede mostram que as mulheres
  portovelhenses sofrem principalmente agressões psicológicas e físicas,
  representadas especialmente pelos crimes de ameaça e lesão corporal
  (Andrade; Tamboril, 2014; Barbosa; Tamboril, 2014; Souza; Tamboril,
  2014). Nos documentos da DEAM, as ocorrências aparecem como
  numericamente estáveis, em torno de 4.000 ao ano, com boa parte
  registrada em delegacias comuns, com o crime de ameaça sendo o mais
  frequente (Oliveira Filho; Carniello; Santos, 2010).</p>
  <p>As violências física e psicológica predominam, tanto na área urbana
  quanto na rural; dados em concordância com pesquisas e relatórios
  nacionais (Secretaria de Mulheres Trabalhadoras Rurais, 2009; Canal
  Rural, 2016; Brasil, 2017, 2018b, 2019a, 2019b). Na zona rural, os
  números da violência doméstica contra mulheres são preocupantes
  (Moreira <italic>et al.</italic>, 2012) e levantam a necessidade de
  estratégias diferenciadas para abordar a violência contra elas, uma
  vez que a distância do meio urbano e particularidades do contexto
  demandam entendimentos e intervenções próprias (Zimmerman; Viana,
  2014; Borth <italic>et al.</italic>, 2018).</p>
  <p>No sistema de saúde, fichas de notificação compulsória informam
  mulheres adolescentes, solteiras, negras/pardas, com Ensino
  Fundamental como principais vítimas de violência doméstica e familiar,
  e menos da metade delas é encaminhada a outros serviços após o
  registro (Oliveira; Moreira, 2017). No mesmo contexto, as grávidas da
  cidade aparecem como vítimas de violência física, psicológica e sexual
  perpetrada pelos parceiros, culminando em um índice significativo de
  depressão pós-parto (Santos; Moreira, 2011; Rodrigues; Moreira,
  2018).</p>
  <p>Em outro âmbito, detentas ouvidas em Porto Velho/RO revelaram que a
  violência doméstica fez parte de suas vidas, enquanto crianças ou
  adultas. No entanto, os agressores não foram denunciados e elas não
  receberam qualquer acompanhamento (Chaquian, 2010). Assim, as
  informações ratificam que a violência atinge mulheres de todos os
  ambientes e de todas as idades, necessitando de ações voltadas aos
  diferentes públicos.</p>
</disp-quote>
<p><bold>Análises de pesquisadoras sobre violência contra
mulheres</bold></p>
<disp-quote>
  <p>Os processos de feminicídio em Porto Velho/RO expõem que a maioria
  destes crimes é cometida por “companheiros” da vítima, antigos ou
  atuais, motivados pela ideia de mulher como propriedade, o que
  evidencia conceitos patriarcais (Carvalho, 2019). Uma investigação de
  ações judiciais no juizado especializado da cidade assinala medo de
  morrer, dificuldades financeiras e preservação da família como motivos
  para as mulheres não denunciarem as violências (Amorim, 2018).</p>
  <p>Algumas pesquisadoras defendem a complexidade das relações entre
  homens e mulheres, ressaltando a mescla de fatores pessoais,
  situacionais, sociais, políticos e econômicos que nelas interferem.
  Seja por meio de notícias veiculadas na mídia local e de relatos de
  pessoas do convívio de vítimas de assassinatos conjugais (Souza, 2009)
  ou pelos relatos de mulheres de diferentes idades que conviveram com
  homens violentos (Silva, 2018), o emaranhado das relações de gênero
  fica destacado em poucos estudos.</p>
  <p>Em contrapartida, outras pesquisas de cunho psicanalítico se voltam
  aos aspectos individuais envolvidos na dinâmica da violência contra
  mulheres cometida por homens, concluindo que: a repetição de relações
  amorosas violentas se associa a um modo de vinculação ao outro
  (Wobeto, 2013); a relação conjugal funciona como suporte emocional às
  experiências anteriores de desamparo e, mesmo com a insatisfação, o
  amor ao ideal do casamento como valor feminino prevalece (Santos,
  2013); existe uma dependência afetiva que faz o rompimento se colocar
  como insuportável (Teixeira, 2011). Tais olhares mostram reducionismos
  de um problema complexo, quando colocam as mulheres como únicas
  responsáveis por viverem, sustentarem e terem dificuldades em romper
  com as situações de violência.</p>
  <p>Na leitura de violências mais sutis, foi observado o processo de
  masculinização das lideranças de templos religiosos afro-brasileiros
  em Porto Velho/RO, na conclusão de que, nas casas com chefes homens,
  existem papéis bem definidos, cabendo a eles ações na rua e às
  mulheres, atividades do âmbito doméstico (Lagos, 2012). Nota-se que a
  violência contra mulheres pode se apresentar de variadas formas e em
  variados contextos, requerendo conhecimento elaborado e análises
  minuciosas.</p>
</disp-quote>
<p><bold>Homens que agrediram mulheres</bold></p>
<p><bold>Análises das falas de homens que agrediram mulheres</bold></p>
<disp-quote>
  <p>Baseada na leitura psicanalítica, a escuta de homens sentenciados
  na LMP indica angústia e mecanismo de defesa frente ao perigo de
  ameaça do ego, em um discurso no qual aparecem a mulher cuidadora e o
  homem provedor do lar (Carvalho; Germano, 2014). Esse viés teórico
  sustenta ainda que o discurso de homens que cometeram abusos sexuais
  alterna entre o reconhecimento da perversidade em suas ações e a
  obtenção de prazer na realização delas (Zanol, 2015), e que homens
  sentenciados na LMP buscam afirmar um padrão hegemônico de
  masculinidade que contribui para a violência conjugal (Dantas,
  2017).</p>
  <p>Assim, é oportuno frisar que a subjetividade é construída em meio
  aos contextos socioculturais, nas trocas intersubjetivas, que podem
  favorecer ou não a problematização e a desconstrução da violência de
  gênero. Destarte, ratificamos que palavras e ações existem em um fundo
  social que as sustentam, sendo necessário explicitar as estruturas
  cotidianas que apoiam homens que cometem violência, como é o caso do
  patriarcado enquanto sistema explorador-dominador das mulheres.</p>
</disp-quote>
<p><bold>Características de homens que agrediram mulheres</bold></p>
<disp-quote>
  <p>Em Porto Velho/RO, a maior parte dos homens atendidos no Núcleo
  Psicossocial do Juizado de Violência Doméstica e Familiar Contra a
  Mulher de Porto Velho (PVHNPPS) apresentou entre 26 e 39 anos e cursou
  o Ensino Fundamental. Em quase todos os atendimentos do serviço,
  apareceram as violências física e psicológica, e o álcool foi o
  principal desencadeador e potencializador da violência (Andrade;
  Tamboril, 2015).</p>
  <p>O grande quantitativo de violência cometida por homens alcoolizados
  confirma relatórios nacionais e revisões de estudos nacionais e
  internacionais (Silva; Coelho; Moretti-Pires, 2014; Brasil, 2015,
  2017, 2019b; Araújo <italic>et al.</italic>, 2018). Esta informação
  sinaliza para a necessidade de prevenir o uso/abuso do álcool, por
  meio de campanhas e da articulação das Redes de Atendimento às
  mulheres e de Atenção Psicossocial, nas quais há possibilidade de
  acompanhamento de pessoas alcoolistas.</p>
</disp-quote>
<p><bold>Intervenção com homens que agrediram mulheres</bold></p>
<disp-quote>
  <p>Um projeto do juizado especializado de Porto Velho/RO é apontado
  como eficaz no combate à violência contra mulheres, indicando que
  apenas 10% dos participantes reincidiram, enquanto para os que não
  participaram este índice atingiu 43% (Ferro, 2019). No Brasil, esse
  tipo de atenção aos homens que cometeram violência de gênero é
  relativamente recente, mas sua importância e necessidade tem sido
  sustentada nos estudos, ainda que ultimamente os problemas enfrentados
  para organizá-los sejam muitos, desde a falta de diretrizes mínimas e
  fiscalização até a falta de recursos, tensões levantadas nas
  abordagens dos assuntos e em divergências políticas (Beiras;
  Nascimento; Incrocci, 2019; Nothaft; Beiras, 2019).</p>
</disp-quote>
<p><bold>DISCUSSÃO</bold></p>
<disp-quote>
  <p>Por meio desta revisão, verifica-se que a produção científica sobre
  violência contra mulheres em Porto Velho/RO tem acontecido com certa
  constância, especialmente a partir de 2014, e abarca contribuições de
  diferentes campos do conhecimento. As pesquisas encontradas estão
  apoiadas em diferentes métodos e abordagens de análise, caracterizando
  uma produção diversificada com tipos de textos variados. A
  Universidade Federal de Rondônia é o principal local de produção sobre
  o tema, abrangendo mais de metade das publicações, e a Psicologia é a
  área que contempla a maior parcela das pesquisas realizadas.</p>
  <p>De maneira geral, nota-se que as pesquisas pouco fazem referências
  entre si, dialogando mais com os estudos nacionais e de outros
  contextos do que com a realidade local. Ainda que isso seja importante
  em termos comparativos, seria interessante que, por falarem de Porto
  Velho/RO e serem produzidos em grande parte na mesma universidade,
  esses estudos pudessem tecer um corpus consistente sobre a violência
  contra mulheres na região. Se houvesse maior interlocução entre as
  pesquisas desta localidade, entende-se que cresceriam as
  possibilidades de intervenção nas políticas e nas práticas voltadas à
  violência contra mulheres.</p>
  <p>É preciso expor que os caminhos para realizar esta revisão foram
  tortuosos, devido às dificuldades para encontrar publicações que
  atendessem ao tema e ao período temporal proposto nas bibliotecas
  eletrônicas de maior reconhecimento no meio acadêmico. Os
  questionamentos levam a refletir sobre o que acontece para que
  publicações referentes ao Norte do país estejam ausentes nos
  periódicos com maior visibilidade no Brasil. De toda forma, as
  pesquisas existem e esta revisão contribui no sentido de verificar o
  que tem sido pesquisado em Porto Velho/RO com relação à violência
  contra mulheres.</p>
  <p>A escolha por uma categorização temática permitiu evidenciar que a
  maior parte dos estudos se voltam à análise da implantação e
  implementação das políticas públicas instituídas com/após a Lei Maria
  da Penha. Nessa direção, esta revisão mostra que as políticas públicas
  voltadas às mulheres de Porto Velho/RO têm dificuldades relacionadas à
  estrutura, ao funcionamento e à capacitação de profissionais para
  atendimento. Estas complicações também se fazem presentes em outros
  estados e acontecem não somente por uma questão de recursos, mas
  também por resistências às reformulações institucionais, culturais e
  pessoais (Brasil, 2013). Assim, ainda que as políticas públicas tenham
  sido estabelecidas, sua concretização mostra-se dificultada por
  envolver outras questões que vão além dos documentos. Isto prejudica
  não só as mulheres em situação de violência, uma vez que os prejuízos
  sociais da violência contra mulheres/violência de gênero são muitos e
  alcançam todas/os nós (Nações Unidas, 2016).</p>
  <p>Pelos estudos, identifica-se quais mulheres têm conseguido acessar
  certos dispositivos da Rede de Atendimento, indicando que as mulheres
  brancas foram as mais atendidas no CREAS Mulher de Porto Velho/RO;
  todavia, mulheres negras aparecem como as mais atingidas pela
  violência no país (Brasil, 2017, 2019b; Ipea; FBSP, 2019). O estado de
  Rondônia, inclusive, figurava em quarto lugar dentre as unidades
  federativas quando consideradas as mortes violentas de mulheres negras
  e pardas em 2015 (Brasil, 2018b). No mesmo sentido, pesquisas em
  delegacias especializadas no atendimento de mulheres nos estados de
  São Paulo, do Rio Grande do Sul e do Rio de Janeiro (Moura; Netto;
  Souza, 2012; Acosta, Gomes; Barlem, 2013; Machado <italic>et
  al.</italic>, 2020) concluem que as mulheres brancas foram as mais
  atendidas, entretanto, a pesquisa mais recente mostra que as mulheres
  negras procuraram a delegacia especialmente durante os plantões, sendo
  que nestes foram registradas as ocorrências mais graves, com hematomas
  aparentes e necessidade de encaminhamento aos serviços de saúde. A
  partir disto, é possível inferir que o racismo institucional colabora
  para que as mulheres negras morram antes de conseguir alcançar os
  serviços de acolhimento, atendimento e proteção (Goes; Nascimento,
  2013; hooks, 2015; Macêdo, 2018). Em Rondônia, as mulheres negras
  correspondem à 74% das vítimas de assassinato (Cerqueira; Ferreira;
  Bueno, 2021), sendo salutar que haja atenção aos seus casos no acesso
  aos dispositivos que podem colaborar para prevenir suas mortes.</p>
  <p>O mesmo acontece com as mulheres indígenas em Porto Velho/RO, que,
  segundo as pesquisas revisadas, estão sendo negligenciadas desde a
  elaboração das políticas. Junta-se a isto a especificidade de suas
  situações, uma vez que, para interferir nos ambientes indígenas, é
  preciso entender o papel do Estado na intrusão da ordem
  colonial/moderna, que modifica relações de gênero desses povos e
  anuncia defesa das mulheres enquanto destrói/enfraquece o meio
  ambiente/a malha social que as protege (Segato, 2012). Há, ainda, os
  casos das mulheres que vivem na zona rural, distantes do meio urbano e
  dos serviços da Rede de Atendimento. Os índices de violência contra as
  mulheres nas áreas rurais de Porto Velho/RO são altos, e a
  vulnerabilidade delas aumenta devido à solidão e a pouca quantidade ou
  ausência de serviços que possam colaborar para identificar, notificar
  e dar continuidade à resolução do problema (Canal Rural, 2016; ONU
  Mulheres Brasil, 2017; Bueno; Lopes, 2018; Nações Unidas Brasil, 2018;
  Nascimento <italic>et al.</italic>, 2019). Uma vez que a única DEAM de
  Porto Velho/RO está localizada no centro da cidade, é preciso
  investigar se/como as mulheres rurais e indígenas conseguem chegar aos
  serviços de atendimento quando em situação de violência. Assim, para
  que as políticas públicas possam alcançar todas as mulheres da cidade,
  é necessário considerar suas particularidades e desagregar dados
  referentes a elas nos boletins de ocorrência registrados na DEAM, o
  que, a analisar pelas pesquisas revisadas, ainda não se faz.</p>
  <p>Deste modo, é importante considerar as intersecções do gênero com
  raça, classe, etnia, religião, localização geográfica e outros
  marcadores sociais, o que se não realizado conduz ao risco de
  ineficiência das políticas públicas e ao aumento da exclusão de
  mulheres no acesso aos serviços. Se as políticas públicas não partirem
  de um entendimento elaborado sobre as dinâmicas de desigualdade, é
  difícil garantir sua eficiência e a integridade das mulheres, o que
  confirma que, para enfrentar a violência contra mulheres, é preciso
  compreender as complexas estruturas que atravessam o cotidiano público
  e privado (Crenshaw, 2002). Outrossim, as políticas públicas, tal como
  estão sendo, precisam ser analisadas em suas possibilidades e limites
  para romper com a ordem patriarcal, sob a qual, como enuncia Saffioti
  (2015, p. 100), todas as pessoas respiram, comem, bebem e dormem.</p>
  <p>As publicações que se voltam às denúncias e notificações em Porto
  Velho/RO confirmam que a violência atinge mulheres de todas as idades,
  tipos e lugares. Assim como em âmbito nacional, as violências física e
  psicológica são as mais denunciadas na capital (Brasil, 2017, 2018b,
  2019a, 2019b). Salienta-se a associação entre futebol e violência
  contra mulheres, algo que acontece não só no Brasil, mas também em
  outros países, sobretudo no contexto da violência doméstica, como
  apontam pesquisas recentes. Nesse contexto, foi indicado que os jogos
  que acontecem no fim de semana e/ou cujos desfechos frustrem a torcida
  são os que mais contribuem para o aumento de agressões domésticas
  contra mulheres (Cerqueira, 2022). Destarte, ressalta-se com isso que,
  para combater a violência contra mulheres, faz-se necessário
  intervenções com os homens, abordando suas ideias sobre
  masculinidades/virilidades, construções sociais/culturais estas que
  existem em tempo-espaço (Virgili, 2013), sendo passíveis de
  investigação e reformulação para outros sentidos e significados menos
  prejudiciais às mulheres.</p>
  <p>Ainda no que tange às denúncias, indica-se que o medo de morrer
  constitui um dos principais motivos para que as mulheres de Porto
  Velho/RO não registrem as violências perpetradas contra elas, o mesmo
  que acontece com outras brasileiras que não denunciam violências
  domésticas e familiares, permanecendo em relações com essas
  violências. Apesar disso, os dados nacionais sugerem que a maioria das
  mulheres que sofreram violência não convive mais com os homens que
  lhes agrediram (Brasil, 2017; 2019b). Todavia, a denúncia e o
  rompimento da relação são percebidos como os momentos mais críticos,
  períodos em que há maior risco delas serem novamente vitimadas, até
  mesmo assassinadas (Data Popular; Instituto Patrícia Galvão, 2013).
  Assim, os esforços das políticas públicas devem incluir a proteção das
  mulheres após a escolha de denunciar e romper o relacionamento, como
  por meio de patrulhas, as quais demonstram bons resultados em Porto
  Velho/RO (Bentes, 2019).</p>
  <p>Quanto aos homens que cometeram violência contra mulheres, há uma
  lacuna nos estudos realizados em Porto Velho/RO. Foram encontradas
  apenas três pesquisas que se propuseram a ouvi-los e analisar sua
  visão sobre a violência que cometeram, e todas partiram de um viés
  psicanalítico. Nesse sentido, além da necessidade de outras
  investigações com esse público, é preciso outros olhares, provenientes
  de diferentes abordagens, que possam dialogar com as complexidades do
  problema em questão. Os estudos ratificam que o olhar dos homens sobre
  seus atos faz parte de uma construção sociocultural que reafirma o
  patriarcado no cotidiano, promovendo sua impunidade e o não
  reconhecimento de seus atos como crime, perpetuando a continuação da
  violência (Saffioti, 2001).</p>
  <p>Além da associação com o futebol, foi também observado o uso de
  álcool por grande parte dos homens atendidos em um serviço
  especializado, em consonância com outras pesquisas realizadas em
  diferentes lugares (Silva; Coelho; Moretti-Pires, 2014; Brasil, 2015,
  2017, 2019b; Araújo <italic>et al</italic>., 2018). Mais uma vez,
  nota-se que é preciso realizar intervenções com homens para melhor
  prevenir a violência contra mulheres, identificando padrões no consumo
  de psicoativos. Nesse caso, o trabalho com as masculinidades também
  importa, uma vez que as perspectivas do ser masculino perpassam muitas
  vezes os níveis do consumo de bebidas entre esse público (Rosa;
  Nascimento, 2015; Nascimento, 2016), podendo desencadear a
  violência.</p>
</disp-quote>
<p><bold>APONTAMENTOS FINAIS</bold></p>
<disp-quote>
  <p>Esta revisão possibilita tecer algumas conclusões sobre os estudos
  de violências contra mulheres na cidade de Porto Velho/RO. Uma delas
  diz respeito à dificuldade para encontrá-los, precisando ir além das
  bibliotecas eletrônicas reconhecidas para encontrar as produções de
  nossa realidade, o que leva a questionar a visibilidade “dada” às
  pesquisas da região Norte do país (em particular, o tema buscado), e
  mais especificamente, de Porto Velho.</p>
  <p>É também importante notar a quantidade de produções da Psicologia
  sobre o tema considerado, área da qual infere-se engajamento nas
  investigações que possam colaborar para mudar a situação das mulheres
  que convivem com a violência. No mesmo sentido, a Universidade Federal
  de Rondônia, pelos programas de pós-graduação e de iniciação
  científica, contribuiu com muitas pesquisas para esta revisão,
  demonstrando a importância/o papel dessa instituição na discussão
  sobre violência contra mulheres. Ainda, salienta-se a presença massiva
  de mulheres como autoras dos textos encontrados.</p>
  <p>Sobre os estudos, que entre objetivos e metodologias se diferenciam
  bastante, seus resultados e suas conclusões levam a duas principais
  concordâncias: 1) a permanência da violência contra mulheres na
  cidade, representada principalmente nos altos índices de violências
  física e psicológica; 2) a existência de dificuldades no funcionamento
  da Rede de Atendimento às mulheres, especialmente na principal porta
  de entrada, a delegacia das mulheres, que estava localizada no centro
  da cidade e não funcionava em período integral. Recentemente, a
  instituição foi transferida para outro local, na zona Leste da cidade,
  e continua não atuando o dia inteiro. Logo, em Porto Velho/RO
  ressalta-se a continuidade das altas taxas de assassinato e outras
  violências contra as mulheres, mesmo após a criação de políticas
  públicas específicas para conter e prevenir tais situações.</p>
  <p>De modo mais específico, os trabalhos da Geografia demonstram que
  mulheres de todos os bairros da cidade sofrem violência, e os das
  Ciências Sociais ressaltam a importância de olhar para as mulheres
  indígenas, invisibilizadas na realização das políticas públicas. Dos
  poucos estudos realizados com homens, um deles considera que o projeto
  em grupo realizado no juizado especializado da cidade tem sido eficaz
  no combate à violência contra mulheres. Outros trabalhos do Direito
  evidenciam que ainda existem obstáculos para o acesso das mulheres às
  políticas públicas, seja por dificuldades na Rede de Atendimento ou
  por falta de conhecimento sobre ela.</p>
  <p>De toda forma, os textos encontrados revelam esforços das
  pesquisadoras em diagnosticar a situação das mulheres em Porto
  Velho/RO. A maioria analisa o que há de mais visível, isto é, a
  violência denunciada e a que já finalizou a vida, sendo raros os que
  investigam o que há de mais invisível e naturalizado na opressão
  feminina, uma discussão cada vez mais presente nos meios sociais. No
  mais, poucos buscam motivos nas mulheres para permanecerem nas
  relações, mas a maior parte se preocupa em compreender como esse
  fenômeno é socialmente construído/reforçado e o que tem sido feito
  para minorá-lo.</p>
  <p>Aponta-se que é relevante refletir sobre a violência contra
  mulheres desde uma perspectiva regional, contextualizada com o cenário
  nacional, pois abordagens localizadas do referido tema continuam sendo
  necessárias, uma vez que, além de se referir ao processo de
  subjetivação de mulheres e homens em uma sociedade patriarcal,
  machista, misógina e violenta, existem ainda particularidades nos
  diferentes lugares do país, tanto pelo contexto sociocultural quanto
  político, econômico, dentre outros. Assim, por meio desta revisão,
  espera-se contribuir para uma leitura mais abrangente, complexa e
  situada da temática discorrida, ressaltando o compromisso social,
  ético e político necessário em qualquer pesquisa.</p>
</disp-quote>
<p><bold>REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS</bold></p>
<p>ACOSTA, Daniele Ferreira; GOMES, Vera Lucia de Oliveira, BARLEM,
Edison Luiz Devos. Perfil das ocorrências policiais de violência contra
mulher. <bold>Acta Paulista de Enfermagem</bold>, v. 26, n. 6, p.
547-553, 2013. DOI: https://doi.org/10.1590/S0103-21002013000600007.</p>
<p>ARAÚJO, Welton Souza Campos de; SILVA, Andrey Ferreira da; ESTRELA,
Fernanda Matheus; LÍRIO, Josinete Gonçalves dos Santos; CRUZ, Moniki
Araújo da; SANTOS, Jemima Raquel Lopes; PEREIRA, Álvaro. A influência do
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íntimo: revisão integrativa. <bold>Arquivos de Ciências da Saúde da
UNIPAR</bold>, v. 22, n. 2, p. 117-122, 2018. DOI:
https://doi.org/10.25110/arqsaude.v22i2.2018.6380.</p>
<p>BARDIN, Laurence. <bold>Análise de conteúdo</bold>. São Paulo:
Edições 70, 1977/2016.</p>
<p>BEIRAS, Adriano; NASCIMENTO, Marcos; INCROCCI, Caio. Programas de
atenção a homens autores de violência contra as mulheres: um panorama
das intervenções no Brasil. <bold>Saúde e Sociedade</bold>, v. 28, n. 1,
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<p>MIRANDA, José Emerson Fernandes de. <bold>O vigor e aplicação da lei
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<p>NASCIMENTO, Joelma Sampaio do. <bold>A rede de enfrentamento à
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<p>OLIVEIRA, Genilda Lima de; SOARES, Muzamar Maria Rodrigues. <bold>A
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<p>ONOFRE, Mariangela Aloise. <bold>Gênero, violência e política pública
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<p>PROSENEWICZ, Ivania. <bold>Violência doméstica e familiar</bold>:
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<p>RIBEIRO, Maria Ivanilse Calderon. <bold>Geotecnologias, Geografia e
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<p>SANTOS, Maria Liliane Gomes dos. <bold>Os sintomas e hematomas do
amor</bold>: relatos de mulheres sobre a violência doméstica. 2013. 157
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de Psicologia, Universidade Federal de Rondônia, Porto Velho/RO,
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<p>SILVA, Sara Coelho da. <bold>O universo da violência contra a mulher
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Trabalho de Conclusão de Curso (Pós-Graduação em Direito para a Carreira
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<p>SITYÁ, Daniela Christina Klemz Eller. <bold>A judicialização da
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<p>SOUZA, Clícia Henrique de. <bold>Violência homicida entre casais em
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<p>TEIXEIRA, Ana Carolina Gomes. <bold>Amor e dor</bold>: violência na
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Psicologia) – Núcleo de Saúde, Departamento de Psicologia, Universidade
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<p>WOBETO, Edna Mônica da Silva. <bold>O feminino e a violência numa
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Psicologia) – Núcleo de Saúde, Departamento de Psicologia, Universidade
Federal de Rondônia, Porto Velho/RO, 2013.</p>
<p>ZANOL, Lucilene. <bold>À sombra da maldade</bold>: relatos de homens
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<p>ANDRADE, Bruno Henrique Lins; TAMBORIL, Maria Ivonete Barbosa.
Vítimas e agressores: caracterização do perfil socioeconômico dos atores
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PIBIC. Porto Velho/RO, UNIR, 2014.</p>
<p>BARBOSA, Prisma Inácio da Silva; TAMBORIL, Maria Ivonete Barbosa.
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Final do PIBIC. Porto Velho/RO, UNIR, 2015.</p>
<p>BARBOSA, Prisma Inácio da Silva; TAMBORIL, Maria Ivonete Barbosa.
Violência vivida e silenciada: um estudo da violência doméstica contra
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do 23º Seminário Final do PIBIC. Porto Velho/RO, UNIR, 2014.</p>
<p>CARVALHO, Laura Izabelle Nobre; CEMIN, Arneide Bandeira. Bioética
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<p>OLIVEIRA, Caio Alves Barbosa de; MOREIRA, Katia Fernanda Alves.
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Porto Velho/RO, UNIR, 2017.</p>
<p>OLIVEIRA FILHO, Raimundo; CARNIELLO, Monica Franchi; SANTOS, Moacir
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<p>RIBEIRO, Maria Ivanilse Calderon; SILVA, Maria das Graças Silva
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<p>RODRIGUES, Marcos Antônio Sales; MOREIRA, Kátia Fernanda Alves.
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<p>SANTOS, Steffanie Rafaelli Bessa; MOREIRA, Kátia Fernanda Alves.
Depressão pós-parto e violência doméstica em puérperas da área de
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<p>SANTOS, Sueli Oro Mon dos; CEMIN, Arneide Bandeira. Violência contra
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Porto Velho/RO: UNIR, 2015.</p>
<p>SOUZA, Naiara Alves de; TAMBORIL, Maria Ivonete Barbosa. Violência
vivida e silenciada: um estudo da violência doméstica contra as mulheres
em Porto Velho-RO. <italic>In</italic>: <bold>Anais</bold> do 23º
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<p>TAMBORIL, Maria Ivonete Barbosa; ANDRADE, Bruno Henrique Lins; SOUZA,
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Porto Velho-RO. <italic>In</italic>: <bold>Anais</bold> do 18º Encontro
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<p>XAVIER, Aline Portigo; TAMBORIL, Maria Ivonete Barbosa. Políticas
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Porto Velho/RO, UNIR, 2014.</p>
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<back>
</back>
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