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<p><bold>PROMOÇÃO DA SAÚDE DO POLICIAL MILITAR: AVANÇOS, DESAFIOS E
TENDÊNCIAS EM SAÚDE MENTAL</bold></p>
<p><bold>Francisca Sousa Vale Ferreira da Silva</bold></p>
<p>Psicóloga. Especialista em Tanatologia. Mestra em Saúde da Família.
Doutoranda do Programa em Promoção da Saúde pela Universidade de Santa
Cruz do Sul (UNISC), RS. Pesquisadora do grupo de pesquisa Promoção da
Saúde e Bem-Estar, pela UNISC. Área de interesse de pesquisa: Políticas
públicas, políticas de saúde, saúde do trabalhador.</p>
<p><bold>País:</bold> Brasil <bold>Estado:</bold> Piauí
<bold>Cidade:</bold> Teresina</p>
<p><bold>Email:</bold> xicadasilva3@outlook.com <bold>ORCID:</bold>
https://orcid.org/0000-0002-3253-1418</p>
<p><bold>Tales Antão de Alencar Carvalho</bold></p>
<p>Mestre em Educação pela Universidade do Pernambuco (UPE, 2018).
Bacharel em Administração de Empresas pela Universidade Federal do Piauí
(UFPI). Docente da Universidade Estadual do Piauí, (UESPI) e Diretor do
Núcleo de Inovação Tecnológica (NIT/UESPI).</p>
<p><bold>País:</bold> Brasil <bold>Estado:</bold> Piauí
<bold>Cidade:</bold> Picos</p>
<p><bold>Email:</bold> talesantao@pcs.uespi.br <bold>ORCID:</bold>
https://orcid.org/0000-0002-7700-8938</p>
<p></p>
<p><bold>Paulo de Deus Barbosa da Mota</bold></p>
<p>Mestre em Políticas Públicas pela Universidade Federal do Piauí
(UFPI). Especialista em Gestão de Segurança Pública pela Universidade
Estadual do Piauí (UESPI). Especialista em Educação em Direitos Humanos
pela UFPI. Graduado em História pela UESPI. Coronel da PMPI. Docente do
Centro de Educação, Formação e Aperfeiçoamento Profissional da PMPI.</p>
<p><bold>País:</bold> Brasil <bold>Estado:</bold> Piauí
<bold>Cidade:</bold> Teresina</p>
<p><bold>Email:</bold> cegsp2021@gmail.com <bold>ORCID:</bold>
https://orcid.org/0000-0002-6440-0527</p>
<p></p>
<p><bold>Vanessa Nunes de Sousa Alencar Vasconcelos</bold></p>
<p>Doutora em Administração pela Universidade Nove de Julho (SP). Mestra
em Administração. Graduada em Administração pela Universidade de
Nebraska nos Estados Unidos. Professora de Programa de Mestrado da
Universidade Estadual do Piauí. Desenvolve pesquisas na área de gestão
organizacional, inovação e empreendedorismo.</p>
<p><bold>País:</bold> Brasil <bold>Estado:</bold> Piauí
<bold>Cidade:</bold> Teresina</p>
<p><bold>Email:</bold> vanessaalencar@ccm.uespi.br <bold>ORCID:</bold>
https://orcid.org/0000-0001-6654-6709</p>
<p><bold>Contribuições dos autores:</bold></p>
<p>Francisca Sousa Vale Ferreira da Silva: Concepção e planejamento do
projeto, obtenção de dados, análise e interpretação dos dados,
elaboração do rascunho, revisão crítica do conteúdo e aprovação da
versão final do manuscrito. Tales Antão de Alencar Carvalho: contribuiu
para a aprovação da versão final do manuscrito. Paulo de Deus Barbosa da
Mota: contribuiu para a aprovação da versão final do manuscrito. Vanessa
Nunes de Sousa Alencar Vasconcelos: contribuiu para a elaboração do
rascunho, revisão crítica do conteúdo e aprovação da versão final.</p>
<p><bold>RESUMO</bold></p>
<p>A promoção da saúde mental do policial militar importa à Polícia
Militar do estado do Piauí e a toda a comunidade, uma vez que o policial
militar saudável tem muito mais a contribuir com a sociedade e com o
Estado. Nesse sentido, o objetivo deste estudo é desenvolver o programa
“Política de saúde mental voltada para o acompanhamento psicológico dos
policiais militares envolvidos em ocorrências de grande vulto”,
analisando as oportunidades e os riscos à implementação da nova proposta
de valor criada. Para alcançar sua finalidade, realizou-se um estudo
exploratório e qualitativo por meio de pesquisa documental. Os dados
foram coletados em documentos institucionais fornecidos pelo Centro de
Assistência Integral à Saúde (CAIS), da Polícia Militar do Piauí (PMPI),
no <italic>site</italic> da PMPI, bem como em bancos de dados
<italic>online</italic> reconhecidos pela comunidade científica. A
análise foi realizada com a utilização de ferramentas da gestão, com
fundamento na estratégia do Oceano Azul (Kim; Mauborgne, 2005). Os
achados evidenciam os avanços e desafios enfrentados pelo CAIS,
permitindo uma melhor compreensão em relação às suas políticas de saúde
mental, bem como contribui para o desenvolvimento de uma proposta de
valor inovadora em políticas de saúde mental para os policiais, se
configurando, assim, numa tendência em saúde mental nas políticas de
saúde do CAIS.</p>
<p><bold>Palavras-chave:</bold> Polícia Militar. Saúde mental. Promoção
da saúde. Políticas públicas. Gestão.</p>
<p><bold>ABSTRACT</bold></p>
<p><italic><bold>HEALTH PROMOTION OF THE MILITARY POLICE: ADVANCES,
CHALLENGES AND TRENDS IN MENTAL HEALTH</bold></italic></p>
<p><italic>The promotion of the mental health of the military police
officer is important to the Military Police of Piauí and to the entire
community, since the healthy military police officer has much more to
contribute to society and the State. In this sense, the objective of
this study is to develop the program &quot;Mental health policy aimed at
psychological monitoring of military police involved in major
incidents&quot;, analyzing the opportunities and risks to the
implementation of the new value proposition created. To achieve its
purpose, an exploratory and qualitative study was carried out through
documentary research. Data were collected from institutional documents
provided by the Centro de Assistência Integral à Saúde (CAIS), the
Military Police of Piauí (PMPI), the PMPI website, as well as online
databases recognized by the scientific community. The analysis was
carried out using management tools, based on the blue ocean strategy.
The findings highlighted the advances and challenges faced by CAIS,
allowing a better understanding of its mental health policies, as well
as contributing to the development of an innovative value proposition in
mental health policies for police officers, thus configuring a trend in
mental health in the health policies of CAIS.</italic></p>
<p><italic><bold>Keywords:</bold> Military Police. Mental health. Health
promotion. Public policy. Management.</italic></p>
<p><bold>Data de Recebimento:</bold> 11/07/2022 – <bold>Data de
Aprovação:</bold> 25/05/2023</p>
<p><bold>DOI:</bold> 10.31060/rbsp.2024.v18.n1.1764</p>
<p><bold>INTRODUÇÃO</bold></p>
<disp-quote>
  <p>A promoção da saúde é um processo em construção que vem sendo
  articulado ao longo das duas últimas décadas. No Brasil e no mundo, a
  saúde é um tema de interesse global que envolve as organizações
  públicas e privadas, e a população com suas demandas e participações
  vem atuando como a mola propulsora dos avanços na saúde. Um bom
  argumento para a compreensão das produções da saúde são os fatores
  sociais, econômicos, culturais, étnicos/raciais, psicológicos e
  comportamentais envolvidos no processo saúde-doença da população
  (Scliar, 2007). Nessa arena, a saúde é um tema não só importante, mas
  de inesgotável debate.</p>
  <p>Todavia, percebe-se uma fenda na literatura em relação às políticas
  de saúde mental para os profissionais de segurança pública no Brasil
  (Souza, 2013). Vale lembrar que as políticas de saúde mental importam
  à Polícia Militar do estado do Piauí e a toda a comunidade, uma vez
  que o policial militar saudável tem muito mais a contribuir com a
  sociedade e com o Estado. Outro ponto importante a ser observado é que
  o policial militar com saúde entrega um serviço melhor e, com isso,
  não somente a sociedade ganha, mas a PMPI eleva a sua credibilidade
  perante a comunidade para a qual presta o serviço, qual seja a
  sensação de segurança.</p>
  <p>Nesse contexto, em face das demandas em políticas de saúde mental
  dos policiais militares, a Polícia Militar do Piauí instituiu o Centro
  de Assistência Integral à Saúde da Polícia Militar do Piauí (CAIS),
  órgão responsável pela assistência integral à saúde destes
  profissionais de segurança pública.</p>
  <p> Nesse cenário avistado, é relevante pontuar que o Plano
  Estratégico da PMPI 2021-2026, aprovado pelo Decreto nº 20.783, de 25
  de março de 2022, publicado no Diário Oficial do Estado do Piauí, n.
  58, de 25 de março de 2022, visa o fortalecimento do CAIS. E, para
  tanto, tem como uma das suas metas a valorização profissional, com
  estratégias a serem implementadas para o cuidado em saúde mental dos
  policiais militares (Piauí, 2022). Sendo assim, para delimitar este
  estudo, optou-se por abordar a promoção da saúde do policial
  militar.</p>
  <p>Ocorre que, para promover saúde mental, a administração precisa
  empreender projetos e programas que estejam de acordo com a gestão da
  qualidade. Portanto, este estudo de caso recorreu à análise documental
  da instituição PMPI, com o objetivo de desenvolver o programa
  “Política de saúde mental voltada para o acompanhamento psicológico
  dos policiais militares envolvidos em ocorrências de grande vulto”,
  com fundamento na Teoria do Oceano Azul, de Kim e Mauborgne (2005), no
  intuito de inovar em suas políticas.</p>
  <p>Para alcançar o seu objetivo, este estudo de caso é dividido em
  cinco partes: introdução, referencial teórico, metodologia, resultados
  e discussão, e considerações finais, que se desenvolveram da seguinte
  forma: primeiro, foi feito o levantamento do referencial teórico,
  abordando três categorias temáticas, a saber: a) Gestão da saúde
  mental e segurança pública: um diálogo necessário; b) Centro de
  Assistência à Saúde: avanços e desafios; e c) Estratégia do Oceano
  Azul como metodologia para empreender tendências em políticas de saúde
  mental.</p>
  <p>Em segundo, foi realizada a análise documental e utilizadas as
  ferramentas da gestão: Matriz SWOT, Modelo 4 Ações,
  <italic>Canvas</italic> e 5W2H, com a finalidade de analisar as
  oportunidades e os riscos à implementação da nova proposta de valor
  criada. Dessa forma, o conjunto de ferramentas da gestão utilizado com
  base na estratégia do Oceano Azul possibilitou a inovação das
  políticas de saúde mental do CAIS, ou seja, foi realizada a transição
  do oceano vermelho identificado para o oceano azul esperado.</p>
  <p>Sendo assim, este estudo se torna fundamental para a definição de
  estratégias sobre a promoção da saúde dos policiais militares, no
  sentido de melhor compreender os avanços, os desafios e as tendências
  em saúde mental do CAIS.</p>
</disp-quote>
<p><bold>FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA</bold></p>
<p>GESTÃO DA SAÚDE MENTAL E SEGURANÇA PÚBLICA: UM DIÁLOGO NECESSÁRIO</p>
<disp-quote>
  <p>Para adentrar no campo da saúde mental, é importante compreender
  que falar em saúde envolve pensar no conceito de promoção da saúde no
  sentido amplo, em que o sujeito demandante é visto pelo todo e não
  pelas partes (Czeresnia, 1999; Scliar, 2007). Outro ponto que merece
  ser lembrado é que as políticas de saúde mental tiveram avanços,
  marcadamente, das reformas psiquiátricas, ocorridas nas décadas de
  1970 e 1980 às implantações dos Centros de Atenção Psicossocial
  (CAPS).</p>
  <p>Nesse contexto, revisitando a trajetória da saúde mental no Brasil,
  importa lembrar que as lutas antimanicomiais influenciaram na
  constituição do Sistema Único de Saúde (SUS), e a Política Nacional de
  Promoção da Saúde (PNPS), instituída em 2006 e revogada pela Portaria
  de Consolidação nº 2, de 28 de setembro de 2017, normatiza as
  políticas de saúde do SUS, sob os princípios da integralidade,
  universalidade e equidade (Brasil, 2018b; Costa; Lotta, 2021),
  redesenhando, assim, a promoção da saúde num sentido mais
  abrangente.</p>
  <p>Nesse sentido, a Secretaria de Atenção Básica à Saúde destaca que
  as ações dos CAPS se desenvolvem com “atendimento individual,
  atendimento em grupo, atendimento familiar, oficinas terapêuticas,
  visitas domiciliares, atividades comunitárias, ações de inclusão
  social pelo trabalho, supervisão e apoio às equipes da atenção básica”
  (Brasil, 2006, p. 137). É importante destacar que nos CAPS para cada
  usuário é desenvolvido um projeto terapêutico individualizado e
  planejado. Segundo o Ministério da Saúde, “vale a pena investir nos
  CAPS, que vêm se mostrando efetivos na substituição do modelo
  hospitalocêntrico, como componente estratégico de uma política
  destinada a diminuir a ainda significativa lacuna assistencial no
  atendimento a pacientes com transtornos mentais mais graves” (Brasil,
  2004, p. 9).</p>
  <p>Nesse cenário, o Plano Nacional de Segurança Pública e Defesa
  Social 2021-2030, instituído pelo Decreto nº 10.822, de 28 de setembro
  de 2021, tem como uma de suas metas “reduzir o número absoluto de
  suicídio de profissionais de segurança pública em 30% até 2030” e,
  para tanto, apresenta entre os seus objetivos “estimular a criação de
  mecanismos de proteção dos agentes públicos que compõem o sistema
  nacional de segurança pública e de seus familiares” (Brasil, 2021, p.
  18).</p>
  <p>No campo das políticas públicas, a segurança é representada pelo
  Sistema Único de Segurança Pública (SUSP), instituído pela Lei nº
  13.675, que tem como órgão central o Ministério Extraordinário da
  Segurança Pública e integra todos os órgãos de segurança pública,
  sendo, portanto, a Polícia Militar um dos seus integrantes (Brasil,
  2018a).</p>
  <p>Numa perspectiva interdisciplinar, a Política Nacional de Segurança
  Pública e Defesa Social (PNSPDS), instituída pela Lei nº 13.675, em
  seu art. 6º, apresenta, dentre os objetivos do PNSPDS, a valorização,
  a saúde e a qualidade de vida dos servidores que compõem o sistema
  nacional de segurança pública (Brasil, 2018a).</p>
  <p>Dessa forma, as práticas de promoção da saúde devem ser produzidas
  não somente na área técnica, mas nas dimensões culturais, sociais,
  econômicas, ideológicas, simbólicas e políticas. Portanto, faz-se
  importante reorganizar os ambientes de trabalho, redesenhando cenários
  e priorizando espaços de diálogos para identificar as necessidades
  territoriais no processo da saúde-doença do trabalhador, visto que a
  saúde e a doença têm sentidos diferentes para cada sujeito (PAIM,
  2008). </p>
</disp-quote>
<p>CENTRO DE ASSISTÊNCIA INTEGRAL À SAÚDE: AVANÇOS E DESAFIOS</p>
<disp-quote>
  <p>A Polícia Militar do Estado do Piauí, criada pela Resolução nº 13,
  de 25 de junho de 1835 (PIAUÍ, 1975; PIAUÍ, 2022; PMPI, [2023?]), nos
  últimos anos tem avançado nas políticas de saúde mental, com a criação
  do Centro de Assistência Integral à Saúde (CAIS), órgão responsável
  pela assistência integral à saúde dos policiais militares da PMPI
  desde 2008. A PMPI presta serviços de segurança nos 224 municípios do
  estado do Piauí, e tomou essa iniciativa visando às demandas em saúde
  mental do seu efetivo, que atualmente somam 5.562 militares na ativa e
  528 militares da reserva remunerada, que retornaram à ativa pela
  Divisão de Núcleo de Voluntários da Reserva (DNVR) da PMPI (CAIS,
  2012; PMPI, [s.d.]; PMPI, 2021).</p>
  <p>No que concerne aos cuidados em saúde mental, o CAIS se equipara
  aos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS). Tem em sua equipe
  psiquiatras, psicólogos, assistentes sociais, fonoaudiólogos,
  fisioterapeutas, educadores físicos, terapeutas ocupacionais e
  técnicos especialistas em áreas da saúde mental. Esses profissionais
  atuam, principalmente, na prevenção e/ou redução de danos causados por
  consumo de álcool, cigarro e drogas ilícitas, visando à melhor
  qualidade de vida dos policiais, inclusive dos que já se afastaram por
  tempo de serviço estendido aos seus familiares (CAIS, 2012; PMPI,
  2021).</p>
  <p>Dessa forma, a PMPI investe na promoção da saúde do policial
  militar, com os programas: “Resgate”, que proporciona acompanhamento
  clínico voltado para a saúde física, mental e social; “Reviver”, que
  atua no diagnóstico de patologias relacionadas à saúde mental;
  “Qualidade de Vida no Trabalho”, que reúne as equipes
  multidisciplinares para o desenvolvimento de ações voltadas para a
  promoção da saúde; “Combate ao Estresse”, que atua com métodos e ações
  de gerenciamento do estresse; e “Antitabagismo”, com ações preventivas
  e curativas aos danos com a droga lícita (CAIS, 2012; PMPI,
  [s.d.]).</p>
  <p>Mais recentemente, essa política foi fortalecida com o Plano
  Estratégico 2021-2026, aprovado pelo Decreto nº 20.783, de 25 de março
  de 2022, que em suas diretrizes definiu três eixos estratégicos:
  Governança, Identidade e Motivação. O Eixo Motivação apresenta o
  objetivo de melhorar a qualidade de vida no trabalho, tendo a
  valorização e o sentimento de pertencimento como indicadores
  perseguidos pelo projeto sustentabilidade (PMPI, 2021; Piauí, 2022), o
  que de alguma forma trouxe um avanço para as políticas de saúde mental
  dos policiais militares.</p>
  <p>Outro ponto importante a se destacar é que, na elaboração do
  planejamento estratégico, a equipe do CAIS teve efetiva participação,
  o que possibilitou trazer para dentro desse planejamento as
  necessidades e dificuldades do CAIS em relação à implementação das
  políticas de saúde mental. Vale lembrar que a presença do CAIS na
  elaboração do plano estratégico contribuiu para que o projeto
  “Sustentabilidade” desenhasse o objetivo de reduzir o absenteísmo, que
  tem a finalidade de “identificar o atual estágio, estudar as causas e
  reduzir o grau de absenteísmo entre os policiais militares”, tendo
  como ação estratégica o fortalecimento do CAIS (PMPI, 2021, p.
  28-29).</p>
  <p>No entanto, ainda há muitos desafios a serem enfrentados pelo CAIS.
  Até mesmo a PMPI reconhece em seu Plano Estratégico que tem, como
  ponto fraco, “pouco incremento voltados à saúde física e emocional do
  policial militar” (PMPI, 2021, p. 15). E este reconhecimento é
  importante, porque abre portas para os avanços nas políticas de saúde
  mental para os policiais militares, possibilitando o fortalecimento do
  CAIS.</p>
  <p>Nesse sentido, considerando que a atividade fim da PM é o serviço
  operacional na rua e, portanto, são nas ocorrências dos serviços de
  viaturas que se concentra o maior número de policiais militares
  diariamente, faz-se necessário o desenvolvimento de políticas de saúde
  mental específicas para o acompanhamento psicológico destes
  militares.</p>
</disp-quote>
<p>A ESTRATÉGIA DO OCEANO AZUL COMO METODOLOGIA PARA EMPREENDER
TENDÊNCIAS EM POLÍTICAS DE SAÚDE MENTAL</p>
<disp-quote>
  <p>Nos últimos anos, tem-se observado que as empresas que utilizam a
  metodologia do Oceano Azul para empreender alcançam sucesso. Isso tem
  demonstrado ao mercado que a estratégia do Oceano Azul se apresenta
  com uma excelente ferramenta para a elaboração e implementação do
  planejamento estratégico, uma vez que tem como pressupostos e
  características: foco nos objetivos, mensagem clara e de fácil acesso,
  e uma proposta única.</p>
  <p>Segundo a estratégia do Oceano Azul, o mercado é um oceano dividido
  em dois, ou seja: o oceano vermelho é aquele extremamente competitivo
  e saturado, no qual as estratégias adotadas pelas organizações
  continuam as mesmas, em que se canalizam os esforços para superar os
  concorrentes sem, no entanto, inovar, preferindo vencer uma batalha a
  cada dia. Já o oceano azul é aquele em que um novo mercado é criado,
  se diferenciando dos demais e, assim, a concorrência passa a ser
  irrelevante, pois o oceano azul parte em busca de novas oportunidades
  (Kim; Mauborgne, 2005).</p>
  <p>O principal fundamento da estratégia Oceano Azul é a inovação de
  valor. As ferramentas e os modelos de análise para monitoramento e
  tomada de decisões para a implementação da inovação de valor são: a)
  Matriz de Avaliação de Valor, para o diagnóstico de como outras
  empresas entregam os seus produtos; b) O Modelo de 4 Ações, para
  reconstruir os atributos de valor; e c) Nova Curva de Valor, para
  maximizar oportunidades e minimizar os riscos. A correta utilização da
  ferramenta contribui para que as organizações avaliem seus produtos ou
  serviços implementados, reformulem valores e obtenham um modelo de
  negócio inovador (Barbero, 2015; Mello, 2020).</p>
  <p>A Matriz de Avaliação de Valor é a principal ferramenta utilizada
  para desenvolver o Oceano Azul, e serve para diagnosticar os atributos
  de valor que a empresa entrega, os valores entregues pelos
  concorrentes e os valores criados pela empresa (Mello, 2020). O Modelo
  de 4 Ações tem como metodologia de aplicação os passos: eliminar,
  reduzir, criar e elevar.</p>
  <p>A Nova Curva de Valor tem como princípios: a) formulação –
  maximizar oportunidades e minimizar os riscos, reconstruindo
  fronteiras e focando nas ações estratégicas; b) execução – superar as
  principais barreiras: cognitivas (relacionadas à gestão de pessoas),
  limitação de recursos (pouco recurso para investir), motivação (romper
  o <italic>status quo</italic>) e organizacional (resistências internas
  e externas). Após vencidas as fases de formulação e execução, as
  mudanças devem ser introduzidas nas ações estratégicas e o plano de
  ação pode ser divulgado (Barbero, 2015; Mello, 2020).</p>
  <p>Sendo assim, a Teoria do Oceano Azul, de Kim e Mauborgne (2005), é
  a estratégia adequada para desenvolver o programa “Política de saúde
  mental voltada para o acompanhamento psicológico dos policiais
  militares envolvidos em ocorrências de grande vulto”.</p>
</disp-quote>
<p><bold>METODOLOGIA</bold></p>
<disp-quote>
  <p>Trata-se de um estudo documental, exploratório, com abordagem
  qualitativa. Para Cellard (2008, p. 298), o pesquisador “[...] que
  deseja empreender uma pesquisa documental deve, com o objetivo de
  constituir um corpus satisfatório, esgotar todas as pistas capazes de
  lhe fornecer informações interessantes”, portanto, a pesquisa
  documental se configura como uma opção valiosa para este estudo de
  caso que pretende analisar os documentos institucionais do CAIS. Para
  Gil (2008), a pesquisa documental é importante na pesquisa
  qualitativa, pois tem a vantagem de o pesquisador entrar em contato
  com os conteúdos ricos de informações estáveis e pouco exploradas
  sobre o fenômeno em estudo.</p>
  <p>Para interpretar os dados, a pesquisadora retornou “ao referencial
  teórico, procurando embasar as análises dando sentido à interpretação.
  Uma vez que as interpretações pautadas em inferências buscam o que se
  esconde por trás dos significados das palavras para apresentarem, em
  profundidade, o discurso dos enunciados” (Santos, 2012, p. 386). Os
  dados foram coletados no mês de janeiro de 2022, e os documentos
  institucionais que serviram de fonte para pesquisa foram devidamente
  autorizados pelo Comandante Geral da PMPI. Tais informações foram
  limitadas aos aspectos físicos e estruturais da instituição em
  análise, além das informações abertas sobre programas e ou projetos em
  andamento que visem à promoção da saúde mental dos policiais
  militares. A análise foi composta de duas fases:</p>
  <p>Na fase exploratória, primeiramente, foi realizado o levantamento
  do referencial teórico com base em dados bibliográficos disponíveis em
  plataforma <italic>online</italic>, artigos científicos, site da PMPI,
  livros e capítulos de livros sobre o tema da pesquisa. Os dados foram
  analisados com base nas três etapas da análise de conteúdo de Bardin
  (2011), quais sejam: pré-análise, descrição analítica e interpretação
  inferencial, o que nos permitiu a compreensão e visão geral dos temas:
  Promoção da saúde e Políticas de saúde mental.</p>
  <p>Em seguida, foram explorados documentos institucionais (diretrizes
  do CAIS, cartilhas, modelos de protocolos de atendimento,
  levantamentos estatísticos dos serviços realizados, documentos
  incompletos que constam intenções de implantações de políticas de
  saúde mental e o Planejamento Estratégico 2021-2026 PMPI).</p>
  <p>Na fase descritiva, foi realizada a análise documental, tendo como
  principal fonte de informações o Planejamento Estratégico 2021-2026
  PMPI. A análise documental apontou para a estrutura física do CAIS
  insuficiente, a quantidade de profissionais insuficiente, e o pouco
  investimento em capacitações para os profissionais do CAIS, o que
  representa, atualmente, um desafio para as políticas de saúde mental
  do CAIS. Ou seja, os achados apontaram o oceano vermelho do CAIS.</p>
  <p>Assim, com base na Teoria do Oceano Azul, de Kim e Mauborgne
  (2005), foi desenvolvido o programa “Política de saúde mental voltada
  para o acompanhamento psicológico dos policiais militares envolvidos
  em ocorrências de grande vulto”, utilizando as ferramentas da gestão
  (Matriz SWOT, Modelo 4 Ações, <italic>Canvas</italic> e 5W2H), em
  cinco etapas, conforme segue:</p>
  <p>1ª etapa. Foi utilizada a ferramenta matriz SWOT (Figuras 1 e 2)
  para a análise dos ambientes interno e externo do CAIS, considerando
  os fatores positivos, negativos, internos e externos que afetam as
  políticas do CAIS;</p>
  <p>2ª etapa. A partir das forças, oportunidades, fraquezas e ameaças
  evidenciadas na matriz SWOT, foi aplicado o “Modelo de 4 Ações
  (eliminar, reduzir, criar e ampliar)” da estratégia Oceano Azul para
  reconstruir indicadores que permitissem maximizar as possibilidades e
  minimizar os riscos enunciados, conforme apresentado na Figura 3;</p>
  <p>3ª etapa. Foi compreendida pela utilização da ferramenta
  <italic>Canvas</italic> (Figura 4) para mapear a proposta de valor
  inovadora, segundo os princípios da metodologia do Oceano Azul, e
  divulgar o desenho do projeto de forma aberta, para que os
  <italic>stakeholders</italic> e os demais colaboradores tenham
  acessibilidade para acompanhar e implementar novos arranjos sempre que
  necessário;</p>
  <p>4ª etapa. Consistiu na elaboração do plano de ação com o uso da
  matriz 5W2H (Figura 5) para planejar medidas que minimizem os desafios
  a serem enfrentados na fase de execução do projeto;</p>
  <p>5ª etapa. Foi elaborado o cronograma de execução do plano de ação
  do projeto (Figura 6).</p>
  <p>Dessa forma, tornou-se possível o CAIS fazer a transição do oceano
  vermelho para o oceano azul, conforme se confere a seguir.</p>
</disp-quote>
<p><bold>RESULTADOS E DISCUSSÃO</bold></p>
<disp-quote>
  <p>Para uma melhor compreensão da dimensão da saúde, é importante
  revisitar os aspectos estruturais que envolvem o Pacto pela Saúde,
  publicado pela Portaria 399/GM (Brasil, 2006), que ressaltou a
  importância das redes regionalizadas de atenção à saúde pelo Sistema
  Único de Saúde (SUS), definindo-as como políticas públicas com ações e
  serviços de saúde, que tem por base os princípios: integralidade
  vertical, em que o usuário procura pelos serviços de saúde com a visão
  ampliada e holística; integralidade horizontal, representada pelo
  cuidado sequencial e multidisciplinar, envolvendo toda a rede; bem
  como a intersetorialidade, a partir da interação entre as políticas
  públicas. Ou seja, as redes de atenção à saúde envolvem todos os
  setores que se relacionam com o processo saúde-doença, cabendo,
  portanto, a participação ativa dos trabalhadores e dos órgãos
  empregadores, na tentativa de promover a saúde em sua
  integralidade.</p>
  <p>Nessa esteira, em relação aos profissionais de segurança pública,
  as políticas de saúde devem ser elaboradas considerando as
  singularidades quanto aos agravantes da saúde para esta categoria de
  trabalhadores. Nesse sentido, vale lembrar que os policiais militares
  estão “no centro de uma conjugação de forças advindas da organização
  do trabalho, da precarização do trabalho e, por fim, da sociedade
  contemporânea [...]”, e a junção dessas forças implica em danos para a
  saúde destes profissionais e [...] “favorece o aumento do sofrimento
  psíquico, podendo se desdobrar em alcoolismo, depressão e até em
  suicídio” (Silva; Vieira, 2008, p. 163).</p>
  <p>Outro ponto que merece atenção é que “a sobrecarga e a precariedade
  de recursos físicos, humanos e materiais estão presentes nos diversos
  equipamentos de saúde mental no Brasil”; sendo, portanto, importante
  compreender como se processam as “práticas de trabalho [no Centro de
  Assistência Integral à Saúde (CAIS)] que contribuem para que as
  dificuldades possam ser enfrentadas e as mudanças efetivadas” no campo
  da promoção da saúde (Mattos <italic>et al.</italic>, 2021, p.
  1294).</p>
  <p>Ocorre que, para avançar em políticas de saúde, a
  interdisciplinaridade se faz importante nos três níveis das políticas
  públicas. Nessa direção, as políticas de segurança públicas caminham,
  posto que, através do Plano Nacional de Segurança Pública e Defesa
  Social 2021-2030, instituído pelo Decreto nº 10.822, de 28 de setembro
  de 2021, que apresenta, entre os seus objetivos: “estimular e
  incentivar a elaboração, a execução e o monitoramento de ações nas
  áreas de valorização profissional, de saúde, de qualidade de vida e de
  segurança dos servidores que compõem o sistema nacional de segurança
  pública” (Brasil, 2021).</p>
  <p>Esse movimento entre esferas das políticas públicas representa um
  avanço quanto à integralidade em promoção da saúde mental. Segundo a
  Secretaria de Atenção à Saúde, as políticas de saúde mental necessitam
  de articulações voltadas para identificar as melhores estratégias
  intersetoriais para os serviços e a integração do trabalho com as
  redes de apoio, para que se consolidem os cuidados em promoção da
  saúde dos seus usuários (Brasil, 2011).</p>
  <p>Nessa perspectiva, a Polícia Militar do Piauí tem como uma de suas
  metas a valorização profissional, com estratégias a serem
  implementadas no campo da promoção da saúde do policial militar. Até
  porque, sobre a saúde destes profissionais, a PMPI tem como prioridade
  a redução dos danos com tabagismo, álcool e uso de drogas psicoativas
  (PMPI, 2021).</p>
  <p>Sendo assim, a PMPI, por meio do Plano Estratégico 2021-2026,
  reconhece a necessidade de implementar estratégias em políticas de
  saúde capazes de atender às demandas em saúde mental dos policiais
  militares. E nesse caso, em especial, é relevante que se busque
  estratégias da gestão não somente para analisar as políticas de saúde
  do CAIS, mas para obter o êxito na implementação do programa “Política
  de saúde mental voltada para o acompanhamento psicológico dos
  policiais militares envolvidos em ocorrências de grande vulto”,
  desenvolvido com a utilização das ferramentas da gestão: Matriz SWOT,
  Modelo 4 Ações, <italic>Canvas</italic> e 5W2H, com base na Teoria do
  Oceano Azul, conforme segue:</p>
</disp-quote>
<p>ANÁLISE SWOT DO PROBLEMA “FALTA DE POLÍTICAS DE SAÚDE MENTAL
ESPECÍFICAS PARA POLICIAIS MILITARES QUE ATENDEM OCORRÊNCIAS DE GRANDE
VULTO NA PMPI”</p>
<disp-quote>
  <p>As políticas de saúde mental específicas para policiais militares
  que atendem ocorrências de grande vulto é um assunto que importa à
  PMPI e a toda a comunidade, uma vez que o policial militar saudável
  tem muito mais a contribuir com a sociedade e com o Estado.</p>
  <p>A análise SWOT é uma importante ferramenta para identificar e
  analisar os fatores internos e externos que implicam no negócio.
  Trata-se de uma ferramenta para identificar os pontos fracos e fortes,
  bem como as oportunidades e ameaças ao planejamento de um negócio, se
  configurando numa importante ferramenta metodológica para o
  diagnóstico exitoso do ambiente interno e externo de uma empresa
  (Hofrichter, 2021).</p>
  <p>Portanto, com base nas evidências identificadas no Plano
  Estratégico 2021-2026 PMPI, utilizou-se a matriz SWOT (Figura 1) –
  conhecida como FOFA (Força, Oportunidade, Fraqueza e Ameaça), para o
  diagnóstico do ambiente interno e externo quanto aos indicadores que
  interferem nos resultados e objetivos para a resolução do problema
  “Falta de políticas de saúde mental específicas para policiais
  militares que atendem ocorrências de grande vulto na PMPI”.</p>
</disp-quote>
<p><bold>Figura 1: Matriz SWOT do problema</bold></p>
<p><inline-graphic mimetype="image" mime-subtype="png" xlink:href="media/image3.png" />Fonte:
Adaptado de Albert Humphrey (2005).</p>
<p><bold>Análise das forças e fraquezas encontradas no ambiente
interno</bold></p>
<disp-quote>
  <p>As forças são: o Planejamento Estratégico PMPI 2021-2026 –
  principal fonte de coleta de dados nesse estudo – considerado
  importante pois, além de estabelecer diretrizes a serem cumpridas em
  relação à saúde dos policiais militares, serve como importante fonte
  de informações sobre os outros setores da PMPI, que podem ser
  potenciais parceiros internos do CAIS; e o apoio institucional, que é
  indispensável para o desenvolvimento das ações em saúde.</p>
  <p>Outro ponto forte é o fato de a equipe de profissionais do CAIS
  estar disposta a implantar a política de saúde, pois ter uma equipe
  que busca melhorias que tornem possíveis avanços em saúde mental dos
  policiais militares é de extrema importância. A estrutura física e
  organizacional do CAIS também pode ser considerada uma força, uma vez
  que, embora ainda tímida no tamanho, permitiu a implementação de
  programas de saúde mental empreendidos pelo CAIS, além de ser
  considerada o palco das discussões em saúde e o local acessível aos
  policiais militares que procuram os serviços. E o orçamento previsto
  para o Eixo 3 (Motivação) do Plano Estratégico da PMPI 2021-2026, que
  favorece o planejamento do programa, também é uma força.</p>
  <p>Quanto às fraquezas: o CAIS é carente de capacitações para os
  profissionais, e de efetivo e estrutura física suficientes para
  implantar políticas de saúde mental para os policiais militares de
  todo o estado do Piauí. Essas fraquezas interferem no desenvolvimento
  das atividades já existentes e se configuram como o maior desafio para
  a implementação das políticas de saúde mental estabelecidas pelas
  diretrizes do Plano Estratégico 2021-2026, requerendo, portanto,
  soluções imediatas.</p>
</disp-quote>
<p><bold>Análise das oportunidades e ameaças encontradas no ambiente
externo</bold></p>
<disp-quote>
  <p>Em relação às oportunidades, estas podem ser: sentimento de
  pertencimento, e reconhecimento profissional entre os militares;
  parcerias com as redes de apoio; fortalecimento da
  interdisciplinaridade entre outras áreas das políticas públicas;
  parcerias com instituições de ensino, para supervisionar estagiários,
  com o intuito de receber as contribuições acadêmicas dos estagiários;
  motivação policial militar; política de saúde mental inovadora para a
  PMPI; e reserva orçamentária da PMPI para implementação de políticas
  de saúde.</p>
  <p>Portanto, o conjunto de oportunidades avistadas representam as
  maiores potências para o desenvolvimento das políticas de saúde mental
  para os policiais militares. Ressalta-se que algumas dessas
  oportunidades são externas ao CAIS, mas podem ser acessadas na PMPI,
  as parcerias são de baixo custo; e as demais representam a própria
  finalidade do CAIS, ou seja, a qualidade de vida dos policiais
  militares. Nesse sentido, as oportunidades são acessíveis e poderão
  subsidiar o sucesso do CAIS.</p>
  <p>Quanto às ameaças, estas são: ingerência política; instabilidade
  política; falta de interesse do governo; deficiência nas políticas de
  educação permanente em e na saúde; e deficiência nas políticas de
  valorização profissional. As ameaças representam um entrave para o
  desenvolvimento do CAIS e precisam ser solucionadas.</p>
  <p>Através de diagnóstico e análise SWOT foi possível identificar os
  principais pontos positivos e negativos dos ambientes interno e
  externo, que implicam no desenvolvimento das políticas a serem
  implementadas, bem como apontar sugestões sobre as ações a serem
  empreendidas pelos gestores no sentido de eliminar as fraquezas e
  reduzir as ameaças.</p>
  <p>A figura 2 resume as ações sugeridas como possíveis soluções quanto
  às fraquezas e ameaças identificadas nos ambientes interno e externo
  do CAIS, que interferem no desenvolvimento de uma proposta de valor
  inovadora.</p>
</disp-quote>
<p><bold>Figura 2: Análise SWOT das fraquezas e ameaças encontradas no
CAIS</bold></p>
<p><inline-graphic mimetype="image" mime-subtype="png" xlink:href="media/image4.png" />Fonte:
Elaborado pela autora (2022).</p>
<p>APLICAÇÃO DO MODELO DE 4 AÇÕES DA ESTRATÉGIA DO OCEANO AZUL</p>
<disp-quote>
  <p>Na perspectiva da estratégia do Oceano Azul, as ameaças
  evidenciadas na análise SWOT representam o oceano vermelho em que o
  CAIS se encontra, e as oportunidades representam o mar azul que o CAIS
  quer conquistar. Portanto, o CAIS precisa encontrar estratégias que
  lhe permitam a transição do oceano vermelho para o oceano azul e, para
  tanto, utilizamos o método EREC (eliminar, reduzir, elevar e criar)
  para reconstruir os atributos de valor do CAIS. É uma ferramenta
  conhecida por “Modelo de 4 Ações”, em razão da sua metodologia de
  quatro passos: eliminar, reduzir, criar e elevar. A Figura 3 apresenta
  a aplicação do Modelo de 4 Ações (EREC) para reconstruir os atributos
  de valor do Centro de Assistência Integral à Saúde (CAIS) da PMPI.</p>
</disp-quote>
<p><bold>Figura 3: Modelo de 4 Ações (EREC) da inovação de
valor</bold></p>
<graphic mimetype="image" mime-subtype="png" xlink:href="media/image6.png" />
<p>Fonte: Adaptado pela autora. Gráfico da Matriz de Avaliação de Valor.
Modelo das 4 Ações (Kim; Mauborgne, 2005).</p>
<disp-quote>
  <p>A aplicação do “Modelo de 4 Ações” teve como ponto de partida os
  atributos de valor identificados nas fraquezas e ameaças evidenciadas
  na análise SWOT. Os atributos de valor foram reconstruídos, permitindo
  a reformulação de valores, na perspectiva da maximização de
  oportunidades e minimização dos riscos. Assim, foi possível construir
  uma nova curva de valor, apresentando uma proposta de valor
  inovadora.</p>
  <p>Nesse sentido, com a metodologia “Modelo de 4 Ações” foi possível
  desenhar o mapa do oceano azul que queremos, pois, estrategicamente,
  foram pontuados: o que deve ser eliminado, o que deve ser reduzido, o
  que deve ser elevado e o que deve ser criado para que o CAIS obtenha
  uma nova curva de valor e tenha êxito nas políticas de saúde mental
  implementadas.</p>
  <p>A partir de então, o próximo desafio da estratégia do Oceano Azul é
  a superação das principais barreiras internas para a execução do
  projeto, com especial atenção, pois esta é a fase mais importante do
  projeto.</p>
  <p>As barreiras podem ser de ordem cognitiva – envolve a gestão de
  pessoas, seja por resistências ou dificuldades quanto aos talentos;
  limitações de recursos – envolve o planejamento orçamentário e
  financeiro; motivação – rompimento de paradigmas (crenças) impeditivos
  do desenvolvimento; e organizacional – gestores e colaboradores
  internos e externos (Mello, 2020). </p>
  <p>Nesse sentido, a Figura 2 se configura como um balizador para o
  enfrentamento dessas barreiras, pois permite que o gestor esteja em
  contato com as ações sugeridas para eliminar as fraquezas e reduzir as
  ameaças, podendo haver reformulações sempre que necessário. Já a
  Figura 3 pode ser consultada para identificação, conferência ou
  alteração da nova curva de valor.</p>
  <p>Dessa forma, torna-se possível o CAIS tomar decisões, empreender
  ações, criar e se desenvolver num ciclo contínuo de inovação de valor
  com base nos pressupostos do Oceano Azul, podendo operar com baixo
  custo e diferenciação do produto ou serviço (Mello, 2020), ou seja,
  planejar, superar obstáculos, inovar e executar seus projetos.</p>
  <p>Assim, considerando que a metodologia aplicada se mostra efetiva
  para que o CAIS faça a transição do oceano vermelho para o oceano
  azul, utilizamos o <italic>Project Model Canvas</italic> para planejar
  e apresentar a inovadora proposta de valor do CAIS, que passa a
  entregar os seus serviços, promovendo mais saúde para os policiais
  militares.</p>
</disp-quote>
<p><italic>PROJECT MODEL CANVAS</italic> PARA O DESENVOLVIMENTO DA
PROPOSTA DE VALOR</p>
<disp-quote>
  <p> Para o planejamento do Projeto optou-se pela metodologia
  C<italic>anvas</italic>, por ser uma ferramenta de planejamento
  estratégico que permite desenvolver um modelo de negócio simples,
  flexível e aberto, permitindo que todos os envolvidos visualizem,
  proponham alterações e participem do processo evolutivo da política
  implementada (Osterwalder; Pigneur, 2010; Gonçalves, 2019).</p>
  <p>A Figura 4 apresenta a organização e o funcionamento do projeto
  “Políticas de Saúde Mental específicas para policiais militares
  envolvidos em ocorrências de grande vulto”.</p>
</disp-quote>
<p><bold>Figura 4: <italic>Canvas</italic> da proposta de valor
inovadora.</bold></p>
<p><inline-graphic mimetype="image" mime-subtype="png" xlink:href="media/image2.png" />Fonte:
Adaptado pela autora. <italic>Business Model Can</italic>vas
(Osterwalder; Pigneur, 2010).</p>
<p>APLICAÇÃO DA MATRIZ 5W2H PARA ELABORAÇÃO DO PLANO DE AÇÃO</p>
<disp-quote>
  <p>O plano de ação 5W2H é uma importante ferramenta para a gestão,
  pois permite mapear ações e atividades, bem como a participação das
  pessoas que se envolvem nas atividades do projeto, o que facilita o
  acompanhamento do processo e a participação de todos.</p>
  <p>Trata-se de uma metodologia baseada em sete perguntas que servem
  para auxiliar os gestores em suas decisões. No planejamento, o 5W2H é
  importante para orientar como será executado o plano. Os 5W são: O
  quê? Quem? Quando? Onde? Por quê? Já os 2H são: Como? Quanto? Assim,
  respondendo às sete perguntas com clareza e sendo coerente com o que
  se pretende, ou seja, com os objetivos que se pretende alcançar, o
  5W2H tem se tornado uma ferramenta aplicada em diversas empresas, e
  para acompanhar diferentes objetivos (Nakagawa, 2014; Ventura;
  Suquisaqui, 2020).</p>
  <p>Dessa maneira, com vistas a eliminar e/ou minimizar os desafios,
  elaborou-se a matriz 5W2H do plano de ação.</p>
  <p>A Figura 5 apresenta o plano de ação para a implementação de
  políticas de saúde mental específicas para policiais militares que
  atendem ocorrências de grande vulto na PMPI, com base na ferramenta
  5W2H.</p>
</disp-quote>
<p><bold>Figura 5: 5W2H do plano de ação</bold></p>
<p><inline-graphic mimetype="image" mime-subtype="png" xlink:href="media/image5.png" />Fonte:
Adaptado pela autora. Planilha 5W2H (Nakagawa, 2014).</p>
<disp-quote>
  <p>Dessa forma, pode-se dizer que as ferramentas da gestão se
  mostraram indispensáveis para a solução do problema. A análise SWOT
  facilitou o desenho do oceano vermelho do CAIS e o Modelo de 4 Ações
  foi fundamental para o planejamento do oceano azul do CAIS. O uso da
  ferramenta <italic>Canvas</italic>, por sua vez, serviu para o
  planejamento estratégico do novo modelo de negócio, que foi elaborado
  a partir do desenho que emergiu da transição do oceano vermelho para o
  oceano azul, o que facilitou a organização e o funcionamento do
  programa.</p>
  <p>A partir de então, o plano de ação foi desenvolvido com o uso da
  ferramenta 5W2H que mapeou as ações e atividades que facilitam o
  acompanhamento do processo, as alterações necessárias e a participação
  dos <italic>stakeholders</italic> e demais envolvidos no programa, de
  forma simples e flexível.</p>
  <p>Constata-se, diante do exposto, que a utilização da estratégia do
  Oceano Azul foi indispensável para o desenvolvimento do programa
  “Política de saúde mental voltada para o acompanhamento psicológico
  dos policiais militares envolvidos em ocorrências de grande vulto”, o
  que reflete a importância das ferramentas da gestão para o
  planejamento estratégico das empresas e, portanto, para o CAIS.</p>
</disp-quote>
<p><bold>CRONOGRAMA DE EXECUÇÃO DO PLANO DE AÇÃO</bold></p>
<p><bold>Figura 6: Cronograma do plano de ação</bold></p>
<p><inline-graphic mimetype="image" mime-subtype="png" xlink:href="media/image1.png" />Fonte:
Elaborado pela autora (2022).</p>
<p><bold>CONSIDERAÇÕES FINAIS</bold></p>
<disp-quote>
  <p>A compreensão acerca da promoção da saúde vai além das discussões
  propostas neste estudo. Nessa toada, quando se discute políticas de
  saúde para os profissionais de segurança pública, considerando a
  dimensão do processo saúde-doença, é inegável pontuar que os policiais
  militares passam por situações estressoras, com privação do sono,
  atendimento de ocorrências de grandes vultos – como roubo em agências
  bancárias – e dedicação integral ao trabalho, demandando políticas de
  saúde mental específicas às rotinas dos trabalhos a que são
  expostos.</p>
  <p>Ademais, um indicador importante a ser considerado, nesse contexto,
  é que os agentes estressores nos locais de trabalho se modificam de
  acordo com as condições de trabalho, a gestão, o ambiente e a cultura
  da empresa, dentre outros fatores psicossociais e cognitivos. No caso
  dos profissionais de segurança pública, os estressores estão, muitas
  vezes, relacionados às atividades exercidas e às produções sociais da
  profissão, que impõem aos profissionais a uniformidade e a
  superioridade enquanto sujeitos afetados biopsicossocialmente. Tais
  representações são indicadores do processo saúde-doença do policial
  militar, pois, seja na doença ou na imanência do adoecer, dificilmente
  estes profissionais acessam os serviços de saúde por iniciativas
  próprias.</p>
  <p>Comportamentos assim configuram um agravante da saúde, sendo
  preocupante para as políticas de saúde. Nesse contexto, na perspectiva
  da gestão da saúde mental, a aplicação de ferramentas da administração
  para desenvolver programas de políticas de saúde mental representa, em
  sua tessitura, uma alternativa interdisciplinar estruturante e
  funcionalista em busca de promover a saúde dos policiais
  militares.</p>
  <p>Nesse sentido, a estratégia do Oceano Azul, apresentada ao longo do
  texto e aplicada no CAIS, permitiu o mapeamento dos avanços, dos
  desafios e das tendências em saúde mental do Centro de Assistência
  Integral à Saúde (CAIS). Pois, a partir das ferramentas da gestão
  (Matriz SWOT, Modelo de 4 Ações, <italic>Canvas</italic> e 5W2H), foi
  possível fazer o diagnóstico e a análise dos ambientes interno e
  externo do CAIS, reformular valores e encontrar uma nova curva de
  valor, implicando na maximização de oportunidades e na minimização dos
  riscos, além de intervir para o desenvolvimento do programa “Política
  de saúde mental voltada para o acompanhamento psicológico dos
  policiais militares envolvidos em ocorrências de grande vulto”, que se
  configura numa tendência em saúde mental, por ser uma proposta
  inovadora quanto às políticas de saúde mental.</p>
  <p>Em relação aos avanços, desde 2008, período em que datam os
  primeiros cuidados em saúde mental oferecidos pelo CAIS, a PMPI
  investe na promoção da saúde do policial militar, com os programas:
  “Resgate”, “Reviver”, “Qualidade de Vida no Trabalho”, “Combate ao
  Estresse” e “Antitabagismo”, cujas ações são voltadas para a prevenção
  e a promoção da saúde do policial militar. Quanto aos desafios, restou
  evidenciado na análise documental do Planejamento Estratégico
  2021-2026 PMPI que os maiores desafios do CAIS, na atualidade, estão
  relacionados à estrutura física, à quantidade de profissionais e às
  capacitações para os profissionais que já se encontram envolvidos no
  processo.</p>
  <p>É importante frisar que a utilização da estratégia do Oceano Azul
  como metodologia para o planejamento estratégico de políticas da saúde
  mental norteou o estudo de caso em todo o percurso metodológico,
  chancelando, dessa forma, a premissa da inevitabilidade da comunicação
  interdisciplinar entre as diversas ciências para que ocorra a gestão
  de qualidade dentro de uma organização.</p>
  <p>Todavia, este estudo de caso se caracteriza como uma análise
  documental, cujas fontes de pesquisa são específicas da Polícia
  Militar do estado do Piauí e, portanto, as análises realizadas não são
  abrangentes a todos os casos de políticas de saúde mental para os
  profissionais de segurança pública. Ademais, algumas informações sobre
  as políticas do CAIS não foram encontradas em documentos
  institucionais, deixando de fazer parte da análise.</p>
  <p>Esta pesquisa teve como benefício direto para a instituição
  analisada o desenvolvimento do programa “Políticas de saúde mental
  específicas para atender os policiais militares envolvidos em
  ocorrências de grande vulto”, que tem como objetivo promover a saúde
  dos policiais militares, produzindo ações como o acompanhamento
  psicológico necessário ao reequilíbrio psicoemocional e o
  restabelecimento das potencialidades laborais do policial militar, bem
  como a posterior avaliação psicológica processual, quando for o caso,
  na perspectiva dos princípios da promoção da saúde.</p>
  <p>Dessa forma, com base na Teoria do Oceano Azul, foi possível
  compreender melhor as políticas de saúde mental do CAIS, identificar
  seus avanços e desafios, bem como desenvolver uma proposta de valor
  inovadora que emerge como uma tendência em saúde mental para os
  policiais militares no exercício da função, respondendo, assim, ao
  objetivo da pesquisa. Em outras palavras, o sucesso no planejamento
  está na metodologia que escolhemos para alcançar, na vontade que temos
  em fazer e como nos movimentamos para empreender.</p>
  <p>Sugere-se a mudança da nomenclatura Centro de Assistência Integral
  à Saúde (CAIS) para Centro de Atenção Integral à Saúde (CAIS), uma vez
  que, na assistência, o profissional opera sem o calor humano,
  enquanto, na atenção, existe a troca de afetos, razão pela qual a
  Política Nacional de Promoção da Saúde não recomenda a terminologia
  assistencial para conceituar o cuidado em saúde. No mais, espera-se
  que sejam realizadas mais pesquisas sobre as políticas de saúde mental
  do CAIS, por ser uma temática relevante para a saúde dos profissionais
  de segurança pública, no âmbito da Polícia Militar do Piauí.</p>
</disp-quote>
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