Novas polícias? Guardas municipais, isomorfismo institucional e participação no campo da segurança pública

  • Almir de Oliveira Junior
  • Joana Luiza Oliveira Alencar
Palavras-chave: Segurança pública, Participação, Guardas Municipais.

Resumo

Os municípios vêm ocupando cada vez mais espaço no campo da segurança pública no Brasil e, como parte desse movimento, as guardas municipais podem ser consideradas uma inovação institucional no setor. A participação e o empoderamento popular na segurança podem se dar em conselhos comunitários, que se pretendem espaços de escuta das comunidades. Nesse sentido, as guardas municipais são atores relevantes, com capacidade de apoio e implementação de ações preventivas que deem resposta às demandas que emergem nesses espaços de participação. Contudo, a tendência, muitas vezes presente, de se tornarem organizações semelhantes às polícias militares faz com que as guardas municipais corram o risco de reproduzir uma postura de certo distanciamento em relação à população, voltada para ações ostensivas de enfrentamento à criminalidade, em vez de privilegiar um modelo com foco na atuação preventiva, como preconizado no Estatuto das Guardas. 

Biografia do Autor

Almir de Oliveira Junior
Técnico em Planejamento e Pesquisa do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada – IPEA. Doutor em Sociologia e Política pela Universidade Federal de Minas Gerais – UFMG. Mestre em Sociologia pela UFMG. Foi pesquisador do Centro de Estudos de Criminalidade e Segurança Pública – CRISP-UFMG e professor adjunto da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais - PUC Minas.
Joana Luiza Oliveira Alencar
Estatutário do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada – IPEA. Graduada em Ciência Política pela Universidade de Brasília - UnB.
Publicado
2016-09-29