A violência no campo: representações sociais de futuros professores campesinos

  • Luiz Paulo Ribeiro Universidade Federal de Minas Gerais
  • Maria Isabel Antunes-Rocha Universidade Federal de Minas Gerais
Palavras-chave: Violência nas escolas

Resumo

O presente trabalho analisa as representações sociais sobre a violência de educandos do curso de Licenciatura em Educação do Campo de uma instituição pública do estado de Minas Gerais. Para tanto foram realizadas 17 entrevistas com alunos desta formação que apresentam vinculação com o campo. Uma análise de conteúdo conjugada com análise léxica com o software IRAMUTEQ ® revelou cinco classes de conteúdo representacional, cada uma delas ligada à um aspecto descritivo ou interventivo sobre a violência no campo. A representação social sobre a violência para o grupo de educandos se organiza em torno da descrição/vivência e da intervenção/ação coletiva que reproduz as tensões entre agronegócio e agricultura e entre os movimentos sociais do campo e latifundiários. Foi possível verificar que trata-se de uma representação social complexa já que envolve outras representações, que ao ancorar em discursos de resistência ou assistencialismo podem representar um avanço ou retrocesso no que diz respeito à Educação do Campo.

Biografia do Autor

Luiz Paulo Ribeiro, Universidade Federal de Minas Gerais
Psicólogo, Doutor em Educação: Conhecimento e Inclusão Social (UFMG), realizou residência de pós-doutoramento com pesquisa sobre identidade e representações sociais.  É professor adjunto no Departamento de Ciências Aplicadas à Educação da Faculdade de Educação da Universidade Federal de Minas Gerais.
Maria Isabel Antunes-Rocha, Universidade Federal de Minas Gerais
Psicóloga, Doutora em Educação (UFMG), realizou pós-doutoramento na UNESP. É professora associada no Departamento de Ciências Aplicadas à Educação da Faculdade de Educação da Universidade Federal de Minas Gerais.
Publicado
2019-04-23
Seção
Dossiê: Violência em contexto escolar e escola em contexto violento