REFLEXÕES SOBRE A TERRITORIALIZAÇÃO, DESTERRITORIALIZAÇÃO E RETERRITORIALIZAÇÃO DAS ESTRUTURAS FIXAS DE POLICIAMENTO COMUNITÁRIO
DOI:
https://doi.org/10.31060/rbsp.2026.v20.n1.2194Palavras-chave:
Policiamento comunitário, Territorialização, Desterritorialização, Reterritorialização, Segurança públicaResumo
O presente artigo aborda uma reflexão dos movimentos decorrentes das estratégias de policiamento ostensivo das Polícias Militares que demandam a fixação do efetivo policial em estruturas permanentes. O objeto do estudo está centrado na territorialização, desterritorialização e reterritorialização do policiamento comunitário. A problematização gravita em torno dos impactos que esses movimentos estão inseridos, sendo realizadas abordagens bibliográficas e documentais. A ideia de aplicação da filosofia de polícia comunitária atrelada à permanência e personalização do policial aproxima as Polícias Militares de suas verdadeiras demandas por meio da interação com as comunidades atendidas. Entretanto, sua cisão provoca abismos preocupantes e suas retomadas ocorrem quando as taxas criminais voltam a evoluir, gerando incertezas. Esse loop inviabiliza a construção de quaisquer políticas públicas, afetando a credibilidade das Instituições Policiais e a própria qualidade de vida das comunidades. O trabalho foi concebido a partir do método explicativo, quanto aos fins e, quanto aos meios, foram realizadas pesquisas através de documentos institucionais, mídias eletrônicas e doutrinas em polícia comunitária, visando arquitetar o cenário desafiador correlato ao ainda obscuro e grave cenário da descontinuidade das políticas públicas de segurança no Brasil.
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