A análise de redes sociais para o estudo de gangues: uma abordagem a partir da teoria de grafos

  • Antonio Hot Pereira de Faria Polícia Militar de Minas Gerais
  • Diego Filipe Cordeiro Alves Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-Minas)
  • Alexandre Magno Alves Diniz Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-Minas)
Palavras-chave: Gangue, Análise de Redes Sociais, Grafo.

Resumo

O artigo aborda a conformação de uma gangue oriunda de um aglomerado subnormal de Belo Horizonte e que atua na capital e outros municípios mineiros. Utilizou-se como base teorias sobre a análise de redes sociais e grafos. O instrumental da pesquisa contou com análise documental de boletins de ocorrência policial dos eventos perpetrados pelos agentes envolvidos na formação da gangue no período de 2006 a 2014. Foi utilizado NodeXL como recurso para  análise de redes. Identificaram-se as conexões criminais por meio da atuação conjunta de autores de delito num mesmo evento. Descreveu-se como se dá a estruturação e desenrolar de vínculos (estrutura topológica) entre indivíduos em uma rede configurada pela gangue estudada. Os resultados de medidas de centralidade (grau, centralidade de proximidade, centralidade de intermediação, centralidade de autovetor) e métricas (distância geodésica, diâmetro, densidade e modularidade) permitiram identificar que a gangue representa uma rede social coesa, em que é possível por meio da metodologia proposta identificar os principais elementos em termos de importância para os vínculos criminais na gangue.

Biografia do Autor

Antonio Hot Pereira de Faria, Polícia Militar de Minas Gerais
Doutor em Geografia - Tratamento da Informação Espacial pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-Minas). Mestre em Administração pela Faculdade de Estudos Administrativos de Minas Gerais (2012), possui graduação em Ciências Militares pela Academia de Polícia Militar de Minas Gerais (2007) e graduação em Química pela Universidade Federal de Minas Gerais (2009). Oficial da Polícia Militar de Minas Gerais. Tem experiência na área de Administração Pública, com ênfase em Segurança Pública, atuando principalmente nos seguintes temas: geoprocessamento, controle de distúrbios civis, planejamento de emprego operacional, gestão de operações policiais, policiamento de eventos, doutrina policial, gestão do conhecimento e educação profissional de segurança pública.
Diego Filipe Cordeiro Alves, Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-Minas)
Possui graduação em Geografia pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (2008), especialização em Geoprocessamento pela Universidade Federal de Minas Gerais (2010) e Mestrado em Geografia - Tratamento da Informação Espacial pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (2016). Tem experiência na área de Geografia, com ênfase em Análise Espacial, Sistemas de Informações Geográficas (SIG) e Geografia Urbana.
Alexandre Magno Alves Diniz, Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-Minas)
Possui Graduação em Publicidade e Propaganda pela PUCMinas (1990), Mestrado em Geografia - Kansas State University (EUA) (1994), Doutorado em Geografia - Arizona State University (EUA) (2002) e Pós-Doutorado em Geografia - McGill University (Canadá) (2009). Pesquisador Visitante Curtin University (Perth-Austrália) (2018) e Université Lille (França) (2018). Atualmente é professor adjunto IV do Programa de Pós-Graduação em Geografia da PUCMinas. Tem experiência na área de Geografia Humana, atuando principalmente nos seguintes temas: Geografia do Crime e da Violência, Geografia Urbana e Geografia Regional. Coordenou o Programa de Pós-Graduação em Geografia da PUCMinas entre 2009 e 2016. Pesquisador Mineiro - FAPEMIG. Membro da comissão de avaliação da Geografia na CAPES no quadriênio 2013-2016. Coordenou junto com Jupira Mendonça o núcleo RMBH do Observatório das Metrópoles entre 2015 e 2017.
Publicado
2019-03-01