Ocorrência de violência intrafamiliar relacionada ao consumo de álcool e outras drogas no Brasil

Autores

  • Grazielle Neves Soares Escola de Saúde Pública do Estado de Minas Gerais
  • Marconi Moura Fernandes UFMG
  • Aline Maria Figueiredo Ko da Cunha Escola de Saúde Pública do Estado de Minas Gerais
  • Luís Paulo Souza e Souza Universidade Federal de São João del Rei

DOI:

https://doi.org/10.31060/rbsp.2021.v15.n2.1212

Palavras-chave:

Violência na Família, Bebidas Alcoólicas, Comportamento de Fumar, Abuso de Drogas, Drogas Ilícitas

Resumo

Objetivou-se analisar a produção científica brasileira acerca da relação entre o consumo de álcool e de outras drogas (AD) e a ocorrência da violência intrafamiliar (violência na família). Revisão integrativa, utilizando todas as bases de dados incluídas na Biblioteca Virtual em Saúde, selecionando artigos publicados entre 2013 a 2019, em português, disponíveis na íntegra eletronicamente e com acesso gratuito. A partir dos 42 estudos selecionados, foi possível observar um papel importante no consumo de álcool e outras drogas na ocorrência da violência intrafamiliar, indicando na maior parte dos artigos o uso do álcool e de outras drogas como um dos principais fatores (propiciador, influenciador, motivador, desencadeador) da violência intrafamiliar. Em contrapartida, também foi descrito que o consumo AD pode ser consequência da violência intrafamiliar, podendo atuar como um ciclo de consumo e reação, atuando a violência como propulsora do uso e vice-versa, descrevendo o uso de AD como importante, mas não unicausal para a violência intrafamiliar. Foi possível analisar a interferência do consumo de AD na violência intrafamiliar, com seus diversos membros (mulheres, crianças, adolescentes, idosos) e sob vários aspectos, sugerindo que o álcool é a principal substância lícita envolvida no fenômeno da violência, assim como outras drogas ilícitas, mesmo que em menor proporção, no Brasil. Apesar da violência na família ser multifatorial, torna-se essencial considerar o efeito do AD na ocorrência deste agravo, pois eles ocorrem simultaneamente e compartilham um conjunto complexo de fatores de risco, com graves efeitos psicosocioeconômicos individuais e coletivamente, requerendo ações intersetoriais para seu enfrentamento.

Biografia do Autor

Grazielle Neves Soares, Escola de Saúde Pública do Estado de Minas Gerais

Enfermeira, Especialista em Atençao a Usuário de Drogas no SUS pela Escola de Saúde Pública do Estado de Minas Gerais (ESPMG). Enfermeira da Secretaria Municipal de Saúde de Betim. Minas Gerais, Brasil.

Marconi Moura Fernandes, UFMG

Psicólogo. Mestre em Enfermagem e Saúde pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Psicólogo Clínico, Belo Horizonte, Minas Gerais, Brasil. 

Aline Maria Figueiredo Ko da Cunha, Escola de Saúde Pública do Estado de Minas Gerais

Psicóloga. Especialista em Atenção a Usuários de Drogas no SUS pela Escola de Saúde Pública do Estado de Minas Gerais (ESPMG). Psicóloga da Prefeitura Municipal de Belo Horizonte. Minas Gerais, Brasil.

Luís Paulo Souza e Souza, Universidade Federal de São João del Rei

Enfermeiro. Doutor em Saúde Pública pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Professor do Departamento de Medicina da Universidade Federal de São João del Rei (UFSJ), campus Dom Bosco. Professor Credenciado da Escola de Saúde Pública do Estado de Minas Gerais (ESPMG). Minas Gerais, Brasil.

Publicado

2021-09-30