Reavaliando a fundada suspeita
o julgamento do HC 208.240/SP pelo STF e seus reflexos sobre as abordagens policiais
DOI:
https://doi.org/10.31060/rbsp.2027.v21.n1.2326Palavras-chave:
Abordagem policial, Fundada suspeita, Perfilamento racialResumo
Em abril de 2024, ao julgar o HC 208.240/SP, o Supremo Tribunal Federal (STF) firmou tese de que as abordagens policiais devem se basear em fundamentos objetivos, sendo ilícita a medida fundada em raça, sexo, orientação sexual, cor da pele ou aparência física. Contudo, o julgamento gerou controvérsia sobre os efeitos práticos da decisão, uma vez que, no caso concreto, negou-se que a abordagem tivesse sido pautada em perfilamento racial. Nesse cenário, o presente artigo busca refletir sobre o julgamento e suas possíveis repercussões práticas. A partir de revisão bibliográfica e do exame do termo “fundada suspeita”, categoria normativa que permite analisar a licitude da abordagem policial, busca-se discutir os possíveis desdobramentos da decisão para as instituições do sistema de justiça criminal. Os resultados indicam que, embora constitua importante marco no enfrentamento do perfilamento racial, a decisão suscita dúvidas quanto à capacidade das instâncias judiciais de identificar e enfrentar tais situações.
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